quinta-feira, 1 de junho de 2017

[CULTURA] - Pesquisador amazonense lança e-book sobre futebol local do início do Século XX

Teófilo Benarrós de Mesquita
Foto: Divulgação

Manaus/AM - O encontro do antigo com o novo. As descobertas sobre os primeiros movimentos do futebol em terras amazonenses, especificamente no período de 1903 a 1914 - ano em que se disputou pela primeira vez o Campeonato Amazonense de Futebol -, em 620 páginas, por e-book.

Com o título Memórias do Esporte Bretão Caboclo, o Professor e Historiador Gaspar Vieira Neto apresenta vários fatos inéditos sobre o futebol amazonense, descobertos após cinco anos de pesquisas, no Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), Museu amazônico, Biblioteca Pública e Centro Cultural Povos da Amazônia. "Noventa e cinco por cento da pesquisa foi no acervo do IGHA", esclarece Vieira Neto.

A obra é recheada de fotos centenárias. Vieira Neto cita (e mostra fotos) os primeiros campos de futebol do Estado do Amazonas, com destaque para a Praça Floriano Peixoto, de onde se tem registro da disputa do primeiro jogo de futebol no Amazonas. "A Praça Floriano Peixoto não existe mais. Atualmente no local funciona o Hospital Militar, no bairro da Cachoeirinha", diz o Historiador.

Outros lugares onde o futebol deu seus primeiros passos (e passes) foram as Praças Antonio Bittencourt (Praça do IEA ou do Congresso), Praça da Saudade (próximo à atual Sede do Rio Negro/AM), Praça da República (também conhecida como Dom Pedro II, no Centro da cidade, bem no início da atual avenida Sete de Setembro) e a já desaparecida Praça General Carneiro (bairro da Cachoeirinha) e Campo dos Aprendizes e Marinheiros (Quartel da Marinha, no bairro de Educandos).

As fotos também retratam uma realidade da época que foi se aperfeiçoando: os times posados. Se hoje, as fotos trazem jogadores em pé e agachados, naqueles tempos os escretes perfilavam-se em três fileiras. E invariavelmente com a presença dos dirigentes maiores das agremiações. Sem falar que os jogadores se equipavam, nos tempos primórdios, quase como se fossem sair para uma festa ou baile - muito charme e capricho nos uniformes. "Até cinto eles usavam para prender mais firmemente os calções. Na pesquisa, encontrei referências e anúncios de lojas especializadas na venda desse tipo de acessório para o futebol", revela Gaspar Vieira Neto.

Outra surpresa, nas pesquisas, foi a descoberta que as rivalidades da época já eram bem passionais e envolvendo mulheres. "Li registros de brigas, em razão dos jogos de futebol. Envolvia admiradoras das agremiações, que era o termo usado no início do Século XX para identificar as torcedoras. Encontrei também registro de briga nos bondes, que era o meio de transporte daqueles tempos", diz Vieira Neto.

O lançamento do e-book Memórias do Esporte Bretão Caboclo vai ser neste mês de junho, em data a ainda ser definida. As vendas serão pelos sites Amazon, Saraiva e pelo site pessoal do Historiador, que está em fase final de construção. O autor não descarta, futuramente, o lançamento do livro em forma física, "basta aparecer Editoras interessadas", afirma Gaspar Vieira Neto.

Para adquirir o e-book diretamente com o autor, basta fazer contato pelo e-mail gaspar.vieira.neto@gmail.com.

Com cordiais
Saudações Fastianas!
Teófilo Benarrós de Mesquita

terça-feira, 30 de maio de 2017

[BOM DIA MUSICAL] - Salmo 22, com Padre Zezinho

Teófilo Benarrós de Mesquita
Foto: Domínio Popular

Manaus/AM - De segunda a sexta-feira, no trajeto à pé de casa até a Ulbra, converso com o Raul Carlos e, logo depois da metade do caminho (mais ou menos 10 minutos de caminhada), rezamos nossa Oração Matinal. A primeira parte, de agradecimentos gerais, eu faço, pois muda conforme os dias e as situações vividas. Depois, eu sempre peço: "agora repita comigo, meu Filho"... E rezamos, juntos, o Pai Nosso, a Ave Maria, e o Santo Anjo. Nesta terça-feira (30/05) o Raulzito (mais uma vez) me surpreendeu e, ao término na Ave Maria ele disse, espontaneamente: "O Senhor é meu Pastor, nada me faltará!!!".

Assim, sem planejamento, mas acreditando ser um sinal de Deus, o 98º Bom Dia Musical do Blog do Teófilo é a música que retrata o Salmo 22, conhecida por alguns como Pelos Prados e Campinas (os primeiros versos da canção). As pesquisas indicam que a Música é do Padre Zezinho, fato que eu não tenho bem certeza...

Copie esse link para escutar a Música - https://www.letras.mus.br/padre-zezinho/1095546

Tu és, Senhor, o meu Pastor, por isso nada em minha vida faltará

Pelos prados e campinas verdejantes eu vou
É o Senhor que me leva a descansar
Junto às fontes de águas puras repousantes eu vou
Minhas forças o Senhor vai animar

Tu és, Senhor, o meu pastor
Por isso nada em minha vida faltará
Tu és, Senhor, o meu pastor
Por isso nada em minha vida faltará (nada faltará)

Nos caminhos mais seguros junto d'Ele eu vou
E pra sempre o Seu nome eu honrarei
Se eu encontro mil abismos nos caminhos eu vou
Segurança sempre tenho em suas mãos

Ao banquete em sua casa muito alegre eu vou
Um lugar em Sua mesa me preparou
Ele unge minha fronte e me faz ser feliz
E transborda a minha taça em Seu amor

Bem a frente do inimigo,confiante eu vou
Tenho sempre o Senhor junto de mim
Seu cajado me proteje,e eu jamais temerei
Sempre junto do Senhor eu estarei!

Com alegria e esperança caminhando eu vou
Minha vida está sempre em suas mãos
E na casa do Senhor eu irei habitar
E este canto para sempre irei cantar

Com cordiais
Saudações Fastianas!
Teófilo Benarrós de Mesquita

segunda-feira, 29 de maio de 2017

[NATAÇÃO MÁSTER] - Festa em Família na Etapa Claudia Nobre

Da Assessoria de Comunicação da Sejel
Fotos: Antonio Lima/Sejel

Manaus/AM - A experiência dos anos 70, bem como o ciclo de gerações na água, marcaram o Circuito Máster de Natação Paulo Caju, Etapa Cláudia Nobre, que ocorreu neste sábado (27/05), na Aquática Amazonas, localizada na Avenida Efigênio Salles, sem número, bairro do Aleixo. Ao todo, participaram do evento 60 atletas, que em sua maioria contribuíram para a história da natação amazonense no passado e que até hoje são referências no esporte. A competição recebeu apoio da Secretaria de Estado de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel).

A grande homenageada da Etapa, Cláudia Nobre, foi uma das que brilhou. A nadadora fez jus à sua história que iniciou em 1975 e conquistou depois de anos de aposentadoria das piscinas os 50 metros Costas e 50 metros Peito. O retorno não poderia ter sido melhor e emocionou a eterna atleta, que ainda dividiu as braçadas com antigos amigos e com a filha, Isabelle Nobre.

“Hoje é um dia maravilhoso para mim e que não consigo nem descrever direito por conta de tanta felicidade. Vejo aqui amigos que fiz logo quando iniciei a Natação e isso é maravilhoso, tem o Alexandre Anelo, o professor Taner Teixeira, o Mário Quadros, a Clícia Batista, Tatiane Peixoto, Isolda Prado, Jefferson Mascarenhas, e tantos outros que batalharam muito anos atrás para representar bem o nosso Estado. Além disso, tive a alegria de disputar a minha categoria (50/54 anos) e nadei junto com atletas de outras categorias, inclusive minha Filha. Foi incrível”, destacou a recordista das Olimpíadas Industriais do Amazonas.

Seguindo os passos da Mãe, Isabelle Nobre também fez bonito e faturou os 50 metros Costas ao finalizar em 36seg80, pela Categoria 20/24 anos. Comemorando ao lado de Cláudia o resultado, ela conta que estava afastada da Natação por quase um ano, devido problemas de saúde, e voltou a praticar a modalidade há cinco meses e agora já mira nos principais circuitos locais e nacionais.

“Eu estou muito feliz por tudo que aconteceu nesta homenagem. Isso daqui trouxe a minha Mãe de volta para a Natação e fez a minha Família toda se voltar para celebrar este dia com ela. Posso dizer que ela é uma inspiração. Estou até hoje na Natação muito por eu amar o esporte, mas também pelo incentivo dela. Eu estava parada, devido estar cuidando da minha saúde, mas agora voltei e já tenho alguma metas. Participei do Leônidas Marques, do Graduados, e agora quero me voltar totalmente ao calendário”, afirmou Nobre.
E se a intenção era colocar todos os conhecidos para nadar, o filho da homenageada, o atleta Igor Nobre, também reviveu as braçadas nas piscinas e participou do Circuito Paulo Caju. O jovem, que iniciou na Natação, mas que enveredou para o Polo Aquático, relembrou os velhos tempos e ficou na primeira colocação após cravar 28seg53 nos 50 metros Livre. “Eu comecei muito novinho com a minha Mãe na Natação, mas com os anos passei a ser do Polo Aquático. E hoje eu não poderia deixar de prestar essa homenagem para a minha Mãe e acabei vendo que não estou tão enferrujado assim”, brincou o atleta.

PÓDIO
Lenda viva da natação amazonense, Jefferson Mascarenhas iniciou no esporte em 1977 e até hoje compete as provas mais importantes do calendário local. Como não poderia ser diferente, ganhou neste sábado (27/05) mais uma Medalha de Ouro para sua coleção, depois de faturar a Master G (50/54 anos) pelos 50 metros Livre em 27seg72, deixando para trás Mário Jorge Quadros, que ficou em segundo, com 31seg97. Além disso, Mascarenhas ainda abocanhou os 50 metros Borboleta com o tempo de 29seg60.

“Eu gostaria de ter melhorado meu tempo, mas considero que pela emoção do evento, por tudo o que ele representa para nós, no sentindo de lembrança, eu consegui fazer boas provas e, principalmente, aproveitar cada segundo com tantos amigos que a Natação me deu, incluindo a Cláudia, com quem tive a honra de participar várias vezes da Almirante Tamandaré e, numa delas, no mesmo ano, fomos Campeões, se não estou enganado ela com 14 anos e eu com 13. Por tudo isso, eu não poderia estar mais feliz”, destacou.

Diretamente de Brasília/DF para participar do Circuito Máster em Manaus/AM, Alexandre Anelo abocanhou os 100 metros Medley (02min33seg63) e ficou em segundo nos 200 metros Livre (30seg00), pela Master F (45/49 anos). O paulista, que morou por muito tempo em Manaus/AM, mora há quatro anos no Distrito Federal e faz questão de voltar à Terrinha Baré para participar de competições daqui e rever família e amigos.

“Eu voltei para a Natação ano passado e todas as vezes que tem o Circuito Master Paulo Caju eu tento vir, pois gosto das provas e me sinto bem reencontrando tantos amigos. Sou do tempo da Claudinha também e fiquei bastante satisfeito com os meus resultados. Agora volto para a Brasília/DF e fico no aguardo da próxima competição, sempre treinando e focado”, disse.

Outra que se deu bem e ocupou o lugar mais alto do pódio foi Ana Clycia Batista, que venceu os 50 metros Costa e 100 metros Medley. Ela voltou à Natação em 2016, este ano já participou da Maratona Aquática, que ocorreu na Ponta Negra, de 1500 metros, ocupando o primeiro lugar na Categoria 44-49 anos e o sétimo na Geral. Indo tão bem assim, ela não pensa em largar tão cedo a modalidade.

“Eu comecei na Natação com sete anos de idade. Há três, inicie na Corrida, mas devido lesões tive que parar. Assim, voltei a focar na Natação novamente e me sinto ótima, com tudo, colocando novos desafios para mim e me superando. Meu desejo é este, conquistar cada vez mais bons resultados”, disse.
Com cordiais
Saudações Fastianas!
Teófilo Benarrós de Mesquita