Braga Netto violou proibição de manter contato com ex-presidente, aponta Polícia Federal

André Richter
Agência Brasil de Comunicação
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Foto: Marcos Corrêa - Presidência da República
Brasília/DF - A PF (Policia Federal) afirma que o general Braga Netto descumpriu a medida cautelar determinada pelo ministro Alexandre de Moraes que o impedia de manter contato com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A conclusão está no relatório final da investigação sobre a atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL/SP) para estimular sanções dos Estados Unidos contra o governo brasileiro e integrantes do Supremo.

Bolsonaro e filho foram indiciados. O militar não faz parte desse processo.

General da reserva e candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022, Braga Netto está preso desde dezembro do ano passado sob a acusação de obstruir a investigação sobre a trama golpista.

A partir de informações encontradas no celular de Bolsonaro, que foi alvo de uma busca e apreensão, o ex-presidente recebeu uma mensagem de SMS de Braga Netto um dia após o general ser alvo de uma operação no âmbito da apuração sobre a trama golpista.

O envio ocorreu no dia 9 de fevereiro de 2024. No dia anterior, 8 de fevereiro, Moraes determinou a proibição de contato entre os investigadores na trama.

Bolsonaro e Braga Netto são réus do núcleo 1.

Conforme as investigações, Braga Netto habilitou um novo celular para enviar a mensagem. Segundo a PF, o novo número estava associado a uma chave PIX identificada com o nome e o CPF do militar.

“Os elementos probatórios corroboram, portanto, a hipótese de que os réus Jair Bolsonaro e Walter Souza Braga Netto descumpriram as medidas cautelares de proibição de manter contato durante a investigação realizada pela Polícia Federal no âmbito da PET 12.100/DF, que apurou fatos relacionados aos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito por organização criminosa”, diz a PF no relatório.

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