Alex Rodrigues
Foto: Marcelo Camargo
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Brasília/DF - O vice-presidente da República e Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou, neste sábado (16/08), em Brasília/DF, que as medidas de apoio às empresas afetadas pelas taxas que os Estados Unidos impuseram aos produtos brasileiros não causarão impacto fiscal negativo, pois, a rigor, não configuram um novo gasto para a União.
“O que estamos fazendo é antecipando algo que vai ser devolvido; recursos que não pertencem ao governo”, declarou Alckmin ao visitar uma concessionária de automóveis de Brasília/DF.
A visita teve como objetivo acompanhar como estão as vendas de veículos contemplados pelo programa federal Carro Sustentável, que reduz alíquotas do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de modelos que atendam requisitos de sustentabilidade.
O programa foi lançado em 10 de julho deste ano.
“Nem o Drawback, nem o Reintegra, deveriam ter qualquer questão fiscal, porque o dinheiro não é do Governo, que está apenas devolvendo mais rápido para aqueles que foram atingidos pelo tarifaço [dos Estados Unidos] e tiveram suas exportações frustradas”, acrescentou.
Alckmim referiu-se a 2 dos mecanismos previstos na MP (Medida Provisória) que o Governo Federal encaminhou ao Congresso Nacional na última quarta-feira (13/08).
Chamada de Plano Brasil Soberano, a MP reúne medidas de apoio estatal às empresas exportadoras e de proteção aos trabalhadores dos setores afetados, liberando cerca de R$ 30 bilhões para compensar eventuais prejuízos aos exportadores brasileiros.
LEIA TAMBÉM - Presidente Lula anuncia crédito de R$ 30 bilhões para setores afetados por tarifaço de Trump
O chamado Drawback é um recurso que possibilita a suspensão da cobrança de tributos que incidem sobre insumos importados utilizados na produção de artigos nacionais exportados para os Estados Unidos.
Com isso, o prazo para que as empresas consigam exportar as mercadorias que tiveram insumos beneficiados pelo regime será prorrogado.
O Novo Reintegra prevê incentivos fiscais que permitirão às empresas brasileiras afetadas recuperar parte dos impostos indiretos incidentes sobre a cadeia produtiva dos produtos exportados, na forma de créditos tributários.
Dessa forma, ajuda as empresas a reduzirem custos e melhorar a competitividade no mercado externo.
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“Vamos dar 3% de Reintegra. Ou seja, a empresa [afetada pela sobretaxa dos Estados Unidos] receberá 3% do valor do produto. Isso não deveria ter impacto fiscal, pois é resíduo tributário”, reiterou Alckmin.
O vice-presidente destacou que, embora a Constituição Federal estabeleça que as exportações brasileiras não devem ser tributadas, os produtos acumulam tributos embutidos que devem ser restituídos aos fabricantes.
“Quando eu exporto um automóvel [por exemplo], mesmo não pagando imposto de exportação, eu paguei imposto ao comprar os pneus, o aço, o vidro. Então, estes impostos precisam ser devolvidos ao exportador, explicou.
“Só que os Governos demoram a devolvê-los e o exportador fica com um crédito tributário. O que estamos fazendo é antecipando algo que vai ser devolvido”, explicou Alckmin.
PRINCÍPIO
“O Drawback segue o mesmo princípio. Quando vou comprar um produto para exportar, eu não pago imposto, mas se eu não cumprir o regime [dentro do prazo legal], tenho não só que pagar o imposto como também uma multa”.
“O que estamos dizendo é que quem comprou um produto para exportar para os Estados Unidos terá mais um ano [de prazo] para exportar. Estamos adiando por um ano este Drawback para que o exportador possa buscar outro mercado ou [renegociar com seus clientes] nos Estados Unidos”, assegurou o vice-presidente.
A seguir, Alckmin sinalizou que o Governo Federal tem pressa na aprovação, pelo Congresso Nacional, da Medida Provisória e do Projeto de Lei Complementar apresentados pelo Poder Executivo.
A MP já está em vigor, mas precisa ser referendada pelos parlamentares em, no máximo, até 120 dias. Além disso, algumas das medidas que constam da MP precisam ser regulamentadas por meio da aprovação de Projeto de Lei.
O vice-presidente da República salientou, ainda, que “temos a expectativa de que isso seja feito rapidamente. Porque um é vinculado ao outro”, concluiu Alckmin.
Ele defendeu que o Poder Legislativo “tem um papel importante a cumprir, que é o de dar uma resposta rápida” à proposta do Governo Federal.
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Brasília/DF - O vice-presidente da República e Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou, neste sábado (16/08), em Brasília/DF, que as medidas de apoio às empresas afetadas pelas taxas que os Estados Unidos impuseram aos produtos brasileiros não causarão impacto fiscal negativo, pois, a rigor, não configuram um novo gasto para a União.
“O que estamos fazendo é antecipando algo que vai ser devolvido; recursos que não pertencem ao governo”, declarou Alckmin ao visitar uma concessionária de automóveis de Brasília/DF.
A visita teve como objetivo acompanhar como estão as vendas de veículos contemplados pelo programa federal Carro Sustentável, que reduz alíquotas do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de modelos que atendam requisitos de sustentabilidade.
O programa foi lançado em 10 de julho deste ano.
“Nem o Drawback, nem o Reintegra, deveriam ter qualquer questão fiscal, porque o dinheiro não é do Governo, que está apenas devolvendo mais rápido para aqueles que foram atingidos pelo tarifaço [dos Estados Unidos] e tiveram suas exportações frustradas”, acrescentou.
Alckmim referiu-se a 2 dos mecanismos previstos na MP (Medida Provisória) que o Governo Federal encaminhou ao Congresso Nacional na última quarta-feira (13/08).
Chamada de Plano Brasil Soberano, a MP reúne medidas de apoio estatal às empresas exportadoras e de proteção aos trabalhadores dos setores afetados, liberando cerca de R$ 30 bilhões para compensar eventuais prejuízos aos exportadores brasileiros.
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O chamado Drawback é um recurso que possibilita a suspensão da cobrança de tributos que incidem sobre insumos importados utilizados na produção de artigos nacionais exportados para os Estados Unidos.
Com isso, o prazo para que as empresas consigam exportar as mercadorias que tiveram insumos beneficiados pelo regime será prorrogado.
O Novo Reintegra prevê incentivos fiscais que permitirão às empresas brasileiras afetadas recuperar parte dos impostos indiretos incidentes sobre a cadeia produtiva dos produtos exportados, na forma de créditos tributários.
Dessa forma, ajuda as empresas a reduzirem custos e melhorar a competitividade no mercado externo.
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“Vamos dar 3% de Reintegra. Ou seja, a empresa [afetada pela sobretaxa dos Estados Unidos] receberá 3% do valor do produto. Isso não deveria ter impacto fiscal, pois é resíduo tributário”, reiterou Alckmin.
O vice-presidente destacou que, embora a Constituição Federal estabeleça que as exportações brasileiras não devem ser tributadas, os produtos acumulam tributos embutidos que devem ser restituídos aos fabricantes.
“Quando eu exporto um automóvel [por exemplo], mesmo não pagando imposto de exportação, eu paguei imposto ao comprar os pneus, o aço, o vidro. Então, estes impostos precisam ser devolvidos ao exportador, explicou.
“Só que os Governos demoram a devolvê-los e o exportador fica com um crédito tributário. O que estamos fazendo é antecipando algo que vai ser devolvido”, explicou Alckmin.
PRINCÍPIO
“O Drawback segue o mesmo princípio. Quando vou comprar um produto para exportar, eu não pago imposto, mas se eu não cumprir o regime [dentro do prazo legal], tenho não só que pagar o imposto como também uma multa”.
“O que estamos dizendo é que quem comprou um produto para exportar para os Estados Unidos terá mais um ano [de prazo] para exportar. Estamos adiando por um ano este Drawback para que o exportador possa buscar outro mercado ou [renegociar com seus clientes] nos Estados Unidos”, assegurou o vice-presidente.
A seguir, Alckmin sinalizou que o Governo Federal tem pressa na aprovação, pelo Congresso Nacional, da Medida Provisória e do Projeto de Lei Complementar apresentados pelo Poder Executivo.
A MP já está em vigor, mas precisa ser referendada pelos parlamentares em, no máximo, até 120 dias. Além disso, algumas das medidas que constam da MP precisam ser regulamentadas por meio da aprovação de Projeto de Lei.
O vice-presidente da República salientou, ainda, que “temos a expectativa de que isso seja feito rapidamente. Porque um é vinculado ao outro”, concluiu Alckmin.
Ele defendeu que o Poder Legislativo “tem um papel importante a cumprir, que é o de dar uma resposta rápida” à proposta do Governo Federal.
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