Pedro Rafael Vilela
Foto: Rovena Rosa
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Brasília/DF - O Ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quarta-feira (14/01) que todo material apreendido sobre o caso do Banco Master na nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF (Polícia Federal), seja encaminhado à PGR (Procuradoria-Geral da República), para extração e análise do conjunto probatório.
A decisão atende a um pedido formulado pelo próprio chefe da PGR, Paulo Gonet, ao analisar um pedido de reconsideração da PF sobre a ordem para a guarda dos materiais no Supremo, como Toffoli havia determinado anteriormente.
"Tendo em vista o êxito da operação realizada no dia de hoje [quarta-feira, 14/01], o material probatório colhido deve ser apreciado pelo titular da Ação Penal para a adequada formação da opinião ministerial sobre a materialidade e autoria dos delitos em apuração", ordenou o ministro do STF.
Ainda na decisão, Toffoli determinou que os aparelhos apreendidos sejam mantidos desconectados de redes de telefonia e de internet, para garantir a integridade até o periciamento.
A nova fase da operação deflagrada nesta quarta-feira (14/01) incluiu a prisão temporária de Fabiano Campos Zettel, cunhado do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens.
Foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em 5 estados.
Além da prisão de Zettel, foram alvo de mandados de busca o empresário Nelson Tanure, gestor de fundos ligados ao Master, e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos.
Segundo as investigações, eles são suspeitos de desvios de recursos do sistema financeiro para abastecer o patrimônio pessoal. Diversos carros e outros itens de luxo também foram apreendidos, bem como mais de R$ 90 mil em espécie.
A operação tem como objetivo interromper a atuação da suposta organização criminosa, além de recuperar ativos.
Preso em Novembro de 2025 pela PF, enquanto tentava embarcar para o exterior em seu jatinho particular, no Aeroporto Internacional de Guarulhos/SP, Daniel Vorcaro teve a prisão relaxada e está em prisão domiciliar.
No despacho em que determina o envio das provas à PGR, o ministro Dias Toffoli afirma que a investigação atual no STF possui um escopo mais amplo do que os inquéritos anteriores apontaram, "na medida em que, em tese, teria revelado que fundos eram operados para a gestão fraudulenta, o desvio de valores e o branqueamento de capitais pelo Banco Master em um quadro de suposto aproveitamento sistemático de vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação e fiscalização".
Ainda segundo o Ministro, a análise das provas pela PGR permitirá que o órgão "tenha uma visão sistêmica dos supostos crimes de grandes proporções por ele, em tese, identificados até o presente momento".
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Brasília/DF - O Ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quarta-feira (14/01) que todo material apreendido sobre o caso do Banco Master na nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF (Polícia Federal), seja encaminhado à PGR (Procuradoria-Geral da República), para extração e análise do conjunto probatório.
A decisão atende a um pedido formulado pelo próprio chefe da PGR, Paulo Gonet, ao analisar um pedido de reconsideração da PF sobre a ordem para a guarda dos materiais no Supremo, como Toffoli havia determinado anteriormente.
"Tendo em vista o êxito da operação realizada no dia de hoje [quarta-feira, 14/01], o material probatório colhido deve ser apreciado pelo titular da Ação Penal para a adequada formação da opinião ministerial sobre a materialidade e autoria dos delitos em apuração", ordenou o ministro do STF.
Ainda na decisão, Toffoli determinou que os aparelhos apreendidos sejam mantidos desconectados de redes de telefonia e de internet, para garantir a integridade até o periciamento.
A nova fase da operação deflagrada nesta quarta-feira (14/01) incluiu a prisão temporária de Fabiano Campos Zettel, cunhado do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens.
Foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em 5 estados.
Além da prisão de Zettel, foram alvo de mandados de busca o empresário Nelson Tanure, gestor de fundos ligados ao Master, e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos.
Segundo as investigações, eles são suspeitos de desvios de recursos do sistema financeiro para abastecer o patrimônio pessoal. Diversos carros e outros itens de luxo também foram apreendidos, bem como mais de R$ 90 mil em espécie.
A operação tem como objetivo interromper a atuação da suposta organização criminosa, além de recuperar ativos.
Preso em Novembro de 2025 pela PF, enquanto tentava embarcar para o exterior em seu jatinho particular, no Aeroporto Internacional de Guarulhos/SP, Daniel Vorcaro teve a prisão relaxada e está em prisão domiciliar.
No despacho em que determina o envio das provas à PGR, o ministro Dias Toffoli afirma que a investigação atual no STF possui um escopo mais amplo do que os inquéritos anteriores apontaram, "na medida em que, em tese, teria revelado que fundos eram operados para a gestão fraudulenta, o desvio de valores e o branqueamento de capitais pelo Banco Master em um quadro de suposto aproveitamento sistemático de vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação e fiscalização".
Ainda segundo o Ministro, a análise das provas pela PGR permitirá que o órgão "tenha uma visão sistêmica dos supostos crimes de grandes proporções por ele, em tese, identificados até o presente momento".
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