Rio de Janeiro/RJ comemora Padroeiro São Sebastião com Missas e Procissão

Alana Gandra
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Foto: Guilherme Silva - Santuário Cristo Redentor
Rio de Janeiro/RJ - Nesta terça-feira (20/01), a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro/RJ estará em festa comemorando seu Padroeiro São Sebastião com Missas e Procissão.

A primeira delas será rezada pelo Cardeal Dom Orani João Tempesta na Basílica Santuário de São Sebastião, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro/RJ, às 10 horas (do Rio de Janeiro/RJ).

À tarde, a partir das 16 horas (do Rio de Janeiro/RJ), haverá a Procissão Arquidiocesana saindo da Basílica, na Tijuca, até a Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro/RJ, localizada na Avenida Chile, região central do Rio de Janeiro/RJ.

O percurso de cerca de 5 quilômetros foi reconhecido como Patrimônio Cultural da cidade em 2014.

Ao final do trajeto, será apresentado na Avenida Chile o Auto de São Sebastião 2026, celebrando a Vida e a Fé no Padroeiro, seguido de Missa Solene na Catedral.

SÃO SEBASTIÃO
O Rio de Janeiro/RJ foi fundado por Estácio de Sá, sobrinho do governador-geral Mem de Sá, no dia 1º de março de 1565, na entrada da Baía de Guanabara, entre o Morro Cara de Cão e o Pão de Açúcar.

A cidade recebeu o nome em homenagem ao Rei menino D. Sebastião de Portugal, e a seu Padroeiro, São Sebastião.

Mas foi no dia 20 de janeiro de 1567, quando os portugueses expulsaram os franceses que haviam se instalado na região em 1555, que a data passou a celebrar o Santo como Padroeiro da cidade do Rio de Janeiro/RJ.

Isso ocorreu porque, segundo a lenda, São Sebastião foi visto com uma espada na mão, entre os portugueses, mamelucos e índios, lutando contra os invasores na batalha final de Uruçumirim.

Um dos mártires romanos dos primeiros séculos da Igreja Cristã, o menino Sebastião nasceu em Narbona, na França, no ano de 256 da Era Cristã.

Ainda jovem, mudou-se com a família para Milão, na Itália, cidade de sua mãe.

Alistou-se no exército de Roma e acabou conquistando o posto de comandante da guarda do Imperador Diocleciano.

Secretamente, porém, Sebastião converteu-se ao Cristianismo. Fazia visitas frequentes aos cristãos presos que aguardavam para serem levados para o Coliseu, onde morreriam devorados por leões ou em lutas com gladiadores.

Ele animava e consolava os presos, fazendo-os acreditarem que seriam salvos após a morte, segundo os princípios do Cristianismo.

A fama de benfeitor dos cristãos chegou ao conhecimento do Imperador que tentou fazer com que ele renunciasse à sua Fé.

Não conseguindo seu intento, Diocleciano condenou-o à morte. Seu corpo foi amarrado a uma árvore e alvejado por flechas. Os soldados que o supliciaram deixaram-no aparentemente morto.

Sebastião foi resgatado por algumas mulheres que trataram dele até que se restabelecesse. Porém, tão logo se recuperou, o jovem voltou à presença do Imperador pedindo que parasse de perseguir e matar os Cristãos.

Diocleciano ordenou que ele fosse açoitado até a morte, o que aconteceu no ano de 287 da Era Cristã. Seu corpo foi sepultado próximo das catacumbas dos Apóstolos.

O culto a São Sebastião foi iniciado no Século IV, quando o Imperador Constantino, convertido ao Cristianismo, mandou construir a Basílica de São Sebastião, na Via Appia, para abrigar o corpo do Santo.

Nessa época, conta-se que Roma estava assolada pela peste, mas, a partir do translado das relíquias de Sebastião, a epidemia desapareceu.

Ele é apontado como Santo Padroeiro contra a peste, a fome, a guerra e, mais recentemente, passou a ser considerado um ícone por comunidades LGBTQIA+ [Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queer, Intersexo, Assexuais] por sua resistência e beleza.

OXÓSSI
Além de objeto de devoção de católicos portugueses e brasileiros, São Sebastião foi identificado no sincretismo religioso dos rituais afro-brasileiros, que equipara Orixás a Santos católicos como o orixá Oxóssi.

Orixá das matas, da caça, da fartura e do conhecimento, Oxóssi é também a divindade associada aos espíritos dos caboclos, ancestrais indígenas que trabalham na linha de frente da cura e da orientação.

Outro fato que une Sebastião e Oxóssi é que ambos eram guerreiros, ligados à natureza e ao uso da flecha, e celebrados no mesmo dia 20 de janeiro.

Assim como São Sebastião foi martirizado por flechas, a flecha de Oxóssi simboliza a mira certeira, a capacidade de alcançar objetivos e a proteção contra males.

Siga o perfil do Blog do Teófilo no Facebook

Comentários