Roraima monitora impactos de ataque dos Estados Unidos

Pedro Rafael Vilela
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Foto: Jean Oliveira - Arquivo Pessoal
Brasília/DF - O Governo de Roraima informou, em nota divulgada neste sábado (03/01), que "acompanha com atenção os acontecimentos recentes na Venezuela e eventuais repercussões na estabilidade regional, reafirmando o compromisso com a paz, a ordem pública e a segurança da população roraimense".

De acordo com o texto, em razão da localização geográfica, Roraima mantém historicamente relações de cooperação com os países vizinhos, incluindo Venezuela e Guiana.

"As autoridades estaduais permanecem em permanente contato com os órgãos competentes da União para monitorar possíveis desdobramentos que possam impactar a rotina da população", diz trecho da nota.

"O Governo de Roraima reforça a importância de que questões internacionais sejam conduzidas por meio de mecanismos diplomáticos e do diálogo, evitando qualquer escalada de conflito que comprometa a estabilidade e o bem-estar dos povos da região", acrescenta o texto.

Durante a madrugada, Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram bombardeios na capital Caracas e outras regiões do país vizinho.

Após a operação, o presidente norte-americano Donald Trump anunciou a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Brasil e Venezuela compartilham uma fronteira de mais de 2 mil quilômetros de extensão e, segundo o ministro da Defesa, José Múcio, a região "está tranquila, monitorada e aberta".

Ainda segundo a manifestação do Governo de Roraima, órgãos de Segurança Pública estaduais estariam articulados e mantendo rotinas normais de atuação.

Já o prefeito de Pacaraima/RR, Waldery D’avila, município brasileiro que faz fronteira com a Venezuela, manifestou "profunda preocupação com os ataques ocorridos na madrugada de hoje em Caracas" e informou que estava "monitorando a situação e trabalhando em conjunto com as forças de segurança para garantir a estabilidade e a paz na região fronteiriça".

O servidor público federal Jean Oliveira, de 54 anos, que estava na Venezuela na cidade fronteiriça de Santa Elena de Uiarén, conseguiu sair de lá por uma rota clandestina, porque a fronteira estava fechada no início da manhã.

"Tivemos que passar por uma rota alternativa", relatou.

Segundo ele, após conseguir chegar ao lado brasileiro, autoridades venezuelanas passaram a permitir apenas que brasileiros pudessem sair pela fronteira, mas não cidadãos venezuelanos.

A passagem do Brasil para a Venezuela, por parte do governo vizinho, também seguia fechada. Apesar de alguma apreensão, o servidor contou que a situação na região aparentava uma certa normalidade.

"Eu estava agora pela manhã, mas por lá estava tudo tranquilo. Só os brasileiros que estavam lá no hotel apreensivos com relação à situação. Mas, de forma geral, em relação à população em si não percebemos nenhuma alteração", relatou.

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