Vinícius Júnior comanda goleada do Real Madrid sobre Mônaco na Liga dos Campeões

Agência Brasil
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Foto: Site do Real Madrid
Rio de Janeiro/RJ - Três dias após ser vaiado por torcedores do Real Madrid em duelo em casa pelo Campeonato Espanhol, o atacante brasileiro Vinicius Júnior voltou ao Estádio Santiago Bernabéu e comandou a goleada do time madrileno por 6-1 sobre o Mônaco, da França, nesta terça-feira (20/01), na penúltima rodada da Primeira Fase da Liga dos Campeões.

Em tarde inspirada, o camisa 7 deu dribles desconcertantes, liderou contra-ataques, acertou um golaço e prestou assistências no segundo gol de Mbappé – o francês abriu o placar aos 4 minutos da etapa inicial – e depois no gol de Mastantuono no segundo tempo.

Após a atuação de gala, Vini Jr foi eleito o melhor jogador da partida. Os demais gols do Real foram de Bellingham e de Kehner (contra). O volante Teze descontou para o Mônaco.

Mesmo criticado por resultados do Real Madrid nos últimos jogos, Vini recebeu apoio total do técnico Arbeloa e do camisa 10 Mbappé.

O treinador foi claro ao afirmar “se eu quiser ter chances de vencer, preciso de Vinicus”, durante coletiva de imprensa na véspera do jogo contra o Mônaco.

No mesmo dia, o camisa 10 Mbappé defendera o brasileiro, ao discordar das vaias da torcida. “Não se deve criticar apenas um jogador. Não é culpa do Vini que estejamos jogando do jeito que estamos agora”.

Satisfeito com seu desempenho em campo nesta terça-feira (20/01), Vini Jr. revelou como se sentiu após ouvir as vaias dos torcedores do Real Madrid, no último sábado (17/01), em jogo contra o Levante, pela LaLiga.

“[Essa atuação] significa muito, por tudo o que vinha passando nos últimos dias. A troca de treinador, perder a final [da Supercopa da Espanha], cair da Copa do Rei. Jogar no maior clube do mundo as exigências são muito grandes. Às vezes ficamos sem entender [as vaias], mas sabemos do tamanho do time, os jogadores que temos aqui. Eles me deram muita força nos últimos jogos. Também sou humano. Fico chateado pelo que as pessoas falam, mas a cada dois, três dias, temos a oportunidade de nos provar”, disse o camisa 7, em entrevista à emissora TNT Sports.

O atacante de 23 anos, nascido em São Gonçalo/RJ, região metropolitana do Rio de Janeiro, tornou-se hoje o maior assistente da história do Real Madrid na Liga dos Campeões, com 30 passes que resultaram em gols.

O total superou os 27 registrados tanto por Benzema quanto por e Cristiano Ronaldo.

“A única coisa que posso fazer é dentro de campo, entrar e dar o meu máximo. Nem sempre vou estar na minha melhor fase tecnicamente. Mas sempre vou me doar pela equipe. A imprensa fala o que quer, a torcida entende que tem que me criticar. O último ano não foi fácil pra mim, não estava conseguindo jogar como eu quero. Mas quero seguir aqui [no Real Madrid] por muito tempo”, conclui o camisa 7.

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