Banco Master é uma pancada no sistema bancário brasileiro, diz Fernando Haddad

Elaine Patrícia Cruz
Foto: Rovena Rosa
Agência Brasil de Comunicação
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São Paulo/SP - O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira (27/02) que a crise do Banco Master não representa um risco sistêmico para a economia brasileira, já que estaria restrito ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que é mantido pelas instituições financeiras para cobrir eventuais quebras e liquidações no sistema.

“Não tem risco sistêmico porque está concentrado no Fundo Garantidor de Crédito. Machuca o Fundo Garantidor de Crédito para valer. Está pegando aí de 30 a 50% do volume do fundo, mas está restrito a isso. Agora, isso é uma pancada como nunca se viu na história do sistema financeiro brasileiro”, disse em entrevista ao Flow Podcast.

Apesar de reforçar que não há risco sistêmico, ele voltou a dizer que considera o caso do Banco Master “a maior fraude bancária da história do Brasil” e que o Governo Federal “está 100% alinhado em levar isso [as investigações] até o fim e dentro da lei”.

Durante a entrevista, o Ministro afirmou mais uma vez que o Banco Central começou a rever as normas de segurança do sistema financeiro para que situações como esta que envolvem o Banco Master não voltem a ocorrer no país.

“As brechas que permitiram ao Banco Master fazer essa operação não podem existir mais. Algumas normas já foram alteradas pelo Banco Central. O Banco Central está fazendo a revisão das normas para que isso não venha a acontecer de novo”, falou.

Haddad disse que não conheceu Daniel Vorcaro e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nunca teve uma agenda oficial com o dono do Banco Master, apenas um encontro em que o banqueiro se queixou de que estaria sofrendo perseguição de grandes bancos.

Em resposta a isso, Lula teria dito que, em seu Governo, ninguém seria perseguido ou favorecido – apenas se cumpriria a Lei.

“Parece que o presidente do Banco Central foi chamado [ao encontro] e o presidente Lula disse na frente dos dois: ‘Olha, não existe isso no meu Governo, não vai ter perseguição e nem favorecimento. O que quer que aconteça com teu banco, vai ser uma decisão técnica de um órgão independente do Governo, que é o Banco Central, que tem autonomia para tomar a decisão que quiser. Não haverá pressão nem para um lado nem para o outro. O que tiver que acontecer vai acontecer na forma da lei’. Essa foi a única frase que o presidente falou, segundo o relato de quem estava lá”, disse o Ministro.

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