Rafael Cardoso
Foto: Tomaz Silva
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Rio de Janeiro/RJ - Em uma das salas de aula da Escola Municipal Murilo Mendes, em Juiz de Fora/MG, a Auxiliar de Cozinha Daniele Saldanha tenta reorganizar a vida.
Os pertences estão distribuídos de forma improvisada em cadeiras, e há colchonetes espalhados pelo chão sobre um tapete de borracha infantil.
A casa em que Daniele morava com a família no Alto Grajaú, na Zona Leste da cidade, foi condenada pela Defesa Civil: apenas uma coluna mantém a estrutura de pé, depois do deslizamento de terra que aconteceu no barranco próximo.
“Perdemos nossa casa e agora é esperar para ver o que vai acontecer. Muito difícil, ainda mais porque estou com 6 crianças e um pai idoso. Estamos nos ajeitando aqui como podemos. Tentando ligar um pouco a televisão para distrair as crianças, que ficam muito agitadas com tudo isso”, conta a Auxiliar de Cozinha.
Ansiedade e angústia aumentam porque, além de não ter nenhuma previsão sobre uma moradia fixa no futuro, Daniele está há meses pagando as contas apenas com o auxílio-desemprego.
Poucas horas depois da entrevista, a prefeitura de Juiz de Fora/MG informou que, por questão de segurança, o abrigo que funcionava na Escola Municipal Murilo Mendes estava sendo transferido para a Escola Estadual Padre Frederico Vienken, no Bairro Bonfim, também na Zona Leste.
A última atualização do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais indicava um total de 3 mil desabrigados em Juiz de Fora/MG e 26 em Ubá/MG, principais Municípios afetados pelas chuvas e deslizamentos de terra que começaram na segunda-feira (23/02).
Até o momento, foram confirmadas 47 mortes, e 20 pessoas estão desaparecidas.
Com a situação de calamidade, outros setores da sociedade também passaram a se mobilizar para ajudar os desabrigados.
A presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Juiz de Fora/MG, Flávia Gonzaga Costa, conta que transformou um espaço comercial no Bairro Industrial, na Zona Norte, em ponto de apoio.
A região fica muito próxima do Rio Paraibuna, que transbordou durante esta semana.
O grupo liderado por Flávia conseguiu botes para levar água e alimento para os que ficaram em áreas ilhadas do Bairro.
“Não esperava tanta colaboração do povo. Estamos com volume de doações grande aqui. A gente mandou alimentação, óleo, itens de açougue, marmitas. Tem distribuição de almoço e jantar para os desabrigados e para os trabalhadores”, diz Flávia.
“E os moradores que conseguem chegar até aqui vêm com barro na altura da canela. Pedem rodo, vassouras, material de limpeza, água sanitária, tudo o que possa ajudar dentro de casa”, complementa.
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Rio de Janeiro/RJ - Em uma das salas de aula da Escola Municipal Murilo Mendes, em Juiz de Fora/MG, a Auxiliar de Cozinha Daniele Saldanha tenta reorganizar a vida.
Os pertences estão distribuídos de forma improvisada em cadeiras, e há colchonetes espalhados pelo chão sobre um tapete de borracha infantil.
A casa em que Daniele morava com a família no Alto Grajaú, na Zona Leste da cidade, foi condenada pela Defesa Civil: apenas uma coluna mantém a estrutura de pé, depois do deslizamento de terra que aconteceu no barranco próximo.
“Perdemos nossa casa e agora é esperar para ver o que vai acontecer. Muito difícil, ainda mais porque estou com 6 crianças e um pai idoso. Estamos nos ajeitando aqui como podemos. Tentando ligar um pouco a televisão para distrair as crianças, que ficam muito agitadas com tudo isso”, conta a Auxiliar de Cozinha.
Ansiedade e angústia aumentam porque, além de não ter nenhuma previsão sobre uma moradia fixa no futuro, Daniele está há meses pagando as contas apenas com o auxílio-desemprego.
Poucas horas depois da entrevista, a prefeitura de Juiz de Fora/MG informou que, por questão de segurança, o abrigo que funcionava na Escola Municipal Murilo Mendes estava sendo transferido para a Escola Estadual Padre Frederico Vienken, no Bairro Bonfim, também na Zona Leste.
A última atualização do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais indicava um total de 3 mil desabrigados em Juiz de Fora/MG e 26 em Ubá/MG, principais Municípios afetados pelas chuvas e deslizamentos de terra que começaram na segunda-feira (23/02).
Até o momento, foram confirmadas 47 mortes, e 20 pessoas estão desaparecidas.
Com a situação de calamidade, outros setores da sociedade também passaram a se mobilizar para ajudar os desabrigados.
A presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Juiz de Fora/MG, Flávia Gonzaga Costa, conta que transformou um espaço comercial no Bairro Industrial, na Zona Norte, em ponto de apoio.
A região fica muito próxima do Rio Paraibuna, que transbordou durante esta semana.
O grupo liderado por Flávia conseguiu botes para levar água e alimento para os que ficaram em áreas ilhadas do Bairro.
“Não esperava tanta colaboração do povo. Estamos com volume de doações grande aqui. A gente mandou alimentação, óleo, itens de açougue, marmitas. Tem distribuição de almoço e jantar para os desabrigados e para os trabalhadores”, diz Flávia.
“E os moradores que conseguem chegar até aqui vêm com barro na altura da canela. Pedem rodo, vassouras, material de limpeza, água sanitária, tudo o que possa ajudar dentro de casa”, complementa.
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