Ministro André Mendonça assume relatoria do Caso Master

André Richter
Agência Brasil de Comunicação
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Foto: Carlos Moura - SCO/STF
Brasília/DF - O Ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi escolhido nesta quinta-feira (12/02) novo relator do inquérito que trata das fraudes do Banco Master.

A escolha do Ministro foi feita de forma eletrônica após Dias Toffoli pedir para deixar a relatoria do caso, depois de a PF (Polícia Federal) ter informado ao presidente Edson Fachin que há menções a Toffoli em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, que teve o aparelho apreendido durante busca e apreensão.

A menção está em segredo de Justiça.

A partir de agora, os próximos passos da investigação serão comandados por Mendonça, que também é relator do inquérito que trata dos descontos indevidos de mensalidades associativas nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Mais cedo, Toffoli, que estava à frente do caso Master desde Novembro do ano passado, pediu para deixar a relatoria após uma reunião convocada pelo presidente Edson Fachin, para dar ciência do relatório da PF aos demais membros do Tribunal.

Em nota oficial, os membros do STF demonstraram apoio a Toffoli e afirmaram que não há motivos para suspeição ou impedimento do Ministro.

“[Os ministros] Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e Procuradoria Geral da República”.

A nota ressalta que a saída do processo foi a pedido de Toffoli.

"Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição".

Durante reunião, que durou cerca de 3 horas, os Ministros tomaram ciência do relatório da PF que mostra menções a Toffoli no celular de Vorcaro.

Os Ministros também ouviram a defesa de Toffoli, que pediu para continuar na relatoria do caso. Contudo, diante da pressão pública para deixar o caso, o Ministro aceitou deixar o comando do processo.

Desde o mês passado, Toffoli é criticado por permanecer na condição de relator do caso após matérias jornalísticas informarem que a Polícia Federal encontrou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master.

O fundo comprou uma participação no resort Tayayá, localizado no Paraná, que era de propriedade de familiares do Ministro.

Mais cedo, Toffoli divulgou nota à imprensa, confirmando que é um dos sócios do resort e disse que não recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro.

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