Alex Rodrigues
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Foto: Santos/SP - Divulgação
Brasília/DF - O mais famoso barbeiro da história do esporte brasileiro, João Araújo, o Didi, morreu nesta terça-feira (24/02), em Santos/SP, no litoral paulista.
Ele tinha 87 anos e ficou conhecido em todo o país por cuidar do cabelo do então jovem promissor Edson Arantes do Nascimento, que logo se consagraria mundialmente como Pelé, o Rei do Futebol.
A amizade entre Didi e Pelé durou 66 anos, até a morte do atleta, em 2022. Durante todo este tempo, e já vivendo longe de Santos/SP, Pelé continuou visitando a barbearia de Didi sempre que ia à cidade.
Conhecido pela simplicidade e pelo sorriso fácil, Didi gostava de contar a história de quando conheceu Pelé, então prestes a completar 15 anos e a estrear no Santos/SP – com um gol contra o Corinthians/SP de Santo André/SP.
O barbeiro também deixava a modéstia de lado para lembrar do topete que criou para o atleta e que, por muito tempo, foi moda entre os jovens do fim dos anos 1950, início da década de 1960.
Segundo o jogador, a ideia do topete foi dele, para homenagear seu pai, o também jogador Dondinho, mas foi Didi quem a executou à perfeição, a ponto do corte ter se tornado um símbolo facilmente reconhecido.
Duas grandes coincidências ajudaram a cimentar a amizade: nascido em Rio Pardo de Minas/MG, no norte mineiro, Didi chegou a Santos/SP no mesmo ano que Pelé, que também era mineiro, de Três Corações/MG.
“Assim que Pelé chegou ao salão, ficou meio desconfiado, afinal eu também era muito novo. Ele perguntou se eu conseguia cortar o cabelo, deixando um topete. Eu respondi: “Vamos tentar!”. Se você gostar eu ganharei um cliente; se não gostar, pelo menos você terá um amigo”, contou Didi, segundo um artigo publicado no site do Santos/SP, em 2018.
O sucesso do Rei fez o sucesso do barbeiro que assumiu as madeixas de outros craques do quase imbatível Santos Futebol Clube/SP, como Coutinho, Pepe, Mengálvio e tantos outros atletas que frequentaram o modesto salão localizado diante do portão nº 6 do Estádio Urbano Caldeira, no bairro da Vila Belmiro, em Santos/SP.
Em nota, o Santos/SP lamentou a morte do “lendário” Didi. Em suas redes sociais, o ex-ponta esquerda do Santos/SP e da Seleção Brasileira, Pepe (José Macia), comentou o falecimento “do nosso querido barbeiro”.
“Sua barbearia, ali ao lado da Vila Belmiro, nunca foi apenas um espaço de cuidado e vaidade. Era ponto de encontro de conversas animadas, risadas e amizades que atravessaram gerações”, escreveu Pepe, afirmando ficar a saudade “de um homem simples, generoso e sempre pronto para ouvir”.
A reportagem da Agência Brasil não conseguiu contato com parentes de Didi ou com o hospital onde ele faleceu.
Segundo veículos de imprensa regionais, ele sofreu uma parada cardiorrespiratória após passar por 2 cirurgias.
Seu velório aconteceu na Beneficência Portuguesa, e seu corpo foi cremado no Memorial Necrópole Ecumênica, também em Santos/SP.
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Brasília/DF - O mais famoso barbeiro da história do esporte brasileiro, João Araújo, o Didi, morreu nesta terça-feira (24/02), em Santos/SP, no litoral paulista.
Ele tinha 87 anos e ficou conhecido em todo o país por cuidar do cabelo do então jovem promissor Edson Arantes do Nascimento, que logo se consagraria mundialmente como Pelé, o Rei do Futebol.
A amizade entre Didi e Pelé durou 66 anos, até a morte do atleta, em 2022. Durante todo este tempo, e já vivendo longe de Santos/SP, Pelé continuou visitando a barbearia de Didi sempre que ia à cidade.
Conhecido pela simplicidade e pelo sorriso fácil, Didi gostava de contar a história de quando conheceu Pelé, então prestes a completar 15 anos e a estrear no Santos/SP – com um gol contra o Corinthians/SP de Santo André/SP.
O barbeiro também deixava a modéstia de lado para lembrar do topete que criou para o atleta e que, por muito tempo, foi moda entre os jovens do fim dos anos 1950, início da década de 1960.
Segundo o jogador, a ideia do topete foi dele, para homenagear seu pai, o também jogador Dondinho, mas foi Didi quem a executou à perfeição, a ponto do corte ter se tornado um símbolo facilmente reconhecido.
Duas grandes coincidências ajudaram a cimentar a amizade: nascido em Rio Pardo de Minas/MG, no norte mineiro, Didi chegou a Santos/SP no mesmo ano que Pelé, que também era mineiro, de Três Corações/MG.
“Assim que Pelé chegou ao salão, ficou meio desconfiado, afinal eu também era muito novo. Ele perguntou se eu conseguia cortar o cabelo, deixando um topete. Eu respondi: “Vamos tentar!”. Se você gostar eu ganharei um cliente; se não gostar, pelo menos você terá um amigo”, contou Didi, segundo um artigo publicado no site do Santos/SP, em 2018.
O sucesso do Rei fez o sucesso do barbeiro que assumiu as madeixas de outros craques do quase imbatível Santos Futebol Clube/SP, como Coutinho, Pepe, Mengálvio e tantos outros atletas que frequentaram o modesto salão localizado diante do portão nº 6 do Estádio Urbano Caldeira, no bairro da Vila Belmiro, em Santos/SP.
Em nota, o Santos/SP lamentou a morte do “lendário” Didi. Em suas redes sociais, o ex-ponta esquerda do Santos/SP e da Seleção Brasileira, Pepe (José Macia), comentou o falecimento “do nosso querido barbeiro”.
“Sua barbearia, ali ao lado da Vila Belmiro, nunca foi apenas um espaço de cuidado e vaidade. Era ponto de encontro de conversas animadas, risadas e amizades que atravessaram gerações”, escreveu Pepe, afirmando ficar a saudade “de um homem simples, generoso e sempre pronto para ouvir”.
A reportagem da Agência Brasil não conseguiu contato com parentes de Didi ou com o hospital onde ele faleceu.
Segundo veículos de imprensa regionais, ele sofreu uma parada cardiorrespiratória após passar por 2 cirurgias.
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