Alice Rodrigues
Foto: Marcello Casal Júnior
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Brasília/DF - A fibromialgia é uma síndrome clínica que atinge de 2,5% a 5% da população brasileira. Neste mês, o Governo Federal anunciou uma série de novas diretrizes que visam ampliar a visibilidade da doença e implementar novas oportunidades de tratamento através do SUS (Sistema Único de Saúde).
Segundo o Reumatologista e presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, José Eduardo Martinez, em entrevista concedida ao Tarde Nacional – Amazônia nesta terça-feira (24/02), a fibromialgia é uma doença que causa dores constantes por todo o corpo, sem qualquer ligação com lesões ou inflamações.
“É a dor generalizada. Muitas vezes, se não na maior parte das vezes, essa dor vem acompanhada de fadiga, uma alteração no sono, distúrbios cognitivos, então esse conjunto de sintomas é o que a gente chama de fibromialgia”, conta.
Segundo estudos revisados pela revista Rheumatology e o National Institutes of Health, as mulheres representam mais de 80% dos casos, principalmente na faixa de 30 e 50 anos.
Não se sabe a origem da doença, mas questões hormonais e genéticas estão entre as possibilidades investigadas.
DIAGNÓSTICO
A fibromialgia não é uma doença inflamatória, ela gera uma disfunção dos neurônios ligados à dor, que se tornam excessivamente sensibilizados.
Dentre os sintomas mais comuns, estão:
. Dor constante no corpo
. Fadiga e falta de energia
. Formigamento nas mãos e nos pés
. Problemas no sono, incluindo crises de apneia e insônia
. Sensibilidade ao toque e a estímulos ambientais, como cheiros e barulhos
. Alterações de humor, como depressão e ansiedade
. Dificuldades de memória, concentração e atenção
Para José Eduardo Martinez, a identificação dos sintomas é uma questão complicada, e gera dificuldade no momento de fechar um diagnóstico.
“O diagnóstico é puramente clínico, é o paciente contando para o seu médico o que ele sente e o médico reconhecendo os sintomas típicos da fibromialgia. Depois, é importante que se faça um bom exame físico, porque o paciente com fibromialgia pode ter outras doenças”.
Ele reforça que é importante que o médico verifique se essas possíveis outras doenças não podem estar contribuindo para a dor que o paciente sente.
Por exemplo, que o médico saiba distinguir a fibromialgia de outras doenças que podem causar dor articular no corpo, como a artrose.
O Médico também explica que não existem exames específicos para fibromialgia. O ideal é que o paciente procure um reumatologista para investigar a possibilidade, ou busque atendimento primário onde for possível, como uma Unidade Básica de Saúde.
Em Janeiro, através da Lei 15.176/2025, sancionada em Julho de 2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a fibromialgia passou a ser reconhecida como deficiência.
A medida permite que pessoas com a doença possam acessar serviços garantidos por Lei como:
. Cotas em concursos públicos e seleções de emprego.
. Isenção de IPI, ICMS e IOF na compra de veículos adaptados.
. Aposentadoria por invalidez e auxílio-doença, mediante avaliação pericial.
. BPC (Benefício de Prestação Continuada), no caso de baixa renda.
. Pensão por morte, em situações em que a incapacidade para o trabalho for comprovada.
Outra medida foi implementada esse mês pelo Ministério da Saúde, um planejamento estruturado para o tratamento de fibromialgia pelo SUS, que visa ampliar o acesso a ajuda qualificada e melhorar a vida de quem convive com a síndrome.
A cartilha prevê a capacitação de profissionais, e também um tratamento multidisciplinar, com fisioterapia, apoio psicológico e terapia ocupacional.
A atividade física constante é também importante aliada, que pode ajudar a fortalecer o corpo e melhorar a qualidade de vida.
Para a Sociedade Brasileira de Reumatologia, tratamentos não fármacos - sem uso de remédios - são tão importantes para auxiliar o paciente quanto os fármacos, que ajudam a regular a percepção de dor.
“Alguns pacientes desenvolvem ansiedade e depressão, provavelmente o médico Reumatologista precisa do apoio de outros profissionais, seja o Psiquiatra, seja o Psicólogo, que trabalhem juntos, que conversem, por exemplo, um Psiquiatra que converse com o reumato sobre os remédios, para não haver interação”, completou o Martinez.
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Brasília/DF - A fibromialgia é uma síndrome clínica que atinge de 2,5% a 5% da população brasileira. Neste mês, o Governo Federal anunciou uma série de novas diretrizes que visam ampliar a visibilidade da doença e implementar novas oportunidades de tratamento através do SUS (Sistema Único de Saúde).
Segundo o Reumatologista e presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, José Eduardo Martinez, em entrevista concedida ao Tarde Nacional – Amazônia nesta terça-feira (24/02), a fibromialgia é uma doença que causa dores constantes por todo o corpo, sem qualquer ligação com lesões ou inflamações.
“É a dor generalizada. Muitas vezes, se não na maior parte das vezes, essa dor vem acompanhada de fadiga, uma alteração no sono, distúrbios cognitivos, então esse conjunto de sintomas é o que a gente chama de fibromialgia”, conta.
Segundo estudos revisados pela revista Rheumatology e o National Institutes of Health, as mulheres representam mais de 80% dos casos, principalmente na faixa de 30 e 50 anos.
Não se sabe a origem da doença, mas questões hormonais e genéticas estão entre as possibilidades investigadas.
DIAGNÓSTICO
A fibromialgia não é uma doença inflamatória, ela gera uma disfunção dos neurônios ligados à dor, que se tornam excessivamente sensibilizados.
Dentre os sintomas mais comuns, estão:
. Dor constante no corpo
. Fadiga e falta de energia
. Formigamento nas mãos e nos pés
. Problemas no sono, incluindo crises de apneia e insônia
. Sensibilidade ao toque e a estímulos ambientais, como cheiros e barulhos
. Alterações de humor, como depressão e ansiedade
. Dificuldades de memória, concentração e atenção
Para José Eduardo Martinez, a identificação dos sintomas é uma questão complicada, e gera dificuldade no momento de fechar um diagnóstico.
“O diagnóstico é puramente clínico, é o paciente contando para o seu médico o que ele sente e o médico reconhecendo os sintomas típicos da fibromialgia. Depois, é importante que se faça um bom exame físico, porque o paciente com fibromialgia pode ter outras doenças”.
Ele reforça que é importante que o médico verifique se essas possíveis outras doenças não podem estar contribuindo para a dor que o paciente sente.
Por exemplo, que o médico saiba distinguir a fibromialgia de outras doenças que podem causar dor articular no corpo, como a artrose.
O Médico também explica que não existem exames específicos para fibromialgia. O ideal é que o paciente procure um reumatologista para investigar a possibilidade, ou busque atendimento primário onde for possível, como uma Unidade Básica de Saúde.
Em Janeiro, através da Lei 15.176/2025, sancionada em Julho de 2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a fibromialgia passou a ser reconhecida como deficiência.
A medida permite que pessoas com a doença possam acessar serviços garantidos por Lei como:
. Cotas em concursos públicos e seleções de emprego.
. Isenção de IPI, ICMS e IOF na compra de veículos adaptados.
. Aposentadoria por invalidez e auxílio-doença, mediante avaliação pericial.
. BPC (Benefício de Prestação Continuada), no caso de baixa renda.
. Pensão por morte, em situações em que a incapacidade para o trabalho for comprovada.
Outra medida foi implementada esse mês pelo Ministério da Saúde, um planejamento estruturado para o tratamento de fibromialgia pelo SUS, que visa ampliar o acesso a ajuda qualificada e melhorar a vida de quem convive com a síndrome.
A cartilha prevê a capacitação de profissionais, e também um tratamento multidisciplinar, com fisioterapia, apoio psicológico e terapia ocupacional.
A atividade física constante é também importante aliada, que pode ajudar a fortalecer o corpo e melhorar a qualidade de vida.
Para a Sociedade Brasileira de Reumatologia, tratamentos não fármacos - sem uso de remédios - são tão importantes para auxiliar o paciente quanto os fármacos, que ajudam a regular a percepção de dor.
“Alguns pacientes desenvolvem ansiedade e depressão, provavelmente o médico Reumatologista precisa do apoio de outros profissionais, seja o Psiquiatra, seja o Psicólogo, que trabalhem juntos, que conversem, por exemplo, um Psiquiatra que converse com o reumato sobre os remédios, para não haver interação”, completou o Martinez.
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