Brasil monitora impacto da guerra na distribuição de medicamentos

Pedro Rafael Valela
Foto: Arquivo - Agência Brasil
Agência Brasil de Comunicação
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Brasília/DF - A intensificação da guerra no Oriente Médio, que opõe Estados Unidos e Israel ao Irã, ameaça afetar também a cadeia global de distribuição de medicamentos.

A preocupação foi manifestada pelo Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que disse estar monitorando o cenário.

"Toda a guerra faz mal à saúde. Ela mata pessoas, mata inocentes, destrói unidades de Saúde e ela pode afetar a cadeia de distribuição global, disse ele neste sábado (21/03) à Agência Brasil, durante visita ao HUB (Hospital Universitário de Brasília/DF).

O Ministro acompanhou o mutirão de exames e cirurgias voltado para mulheres pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde).

Ele disse que o Ministério continua monitorando a distribuição de medicamentos e que, até este momento, não houve impacto em custos logísticos.

Desde o início da guerra, no fim de Fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, o maior impacto tem sido no suprimento de petróleo, base da indústria de combustíveis, mas também de outros setores, incluindo medicamentos.

O preço do barril de petróleo chegou ao pico de US$ 120 e momentos de maior volatilidade.

Há análises de mercado que não descartam elevações superiores, especialmente por causa da dificuldade de transporte do petróleo no Estreito de Ormuz, controlado pelo Irã, e por onde são comercializados cerca de 25% do volume global da mercadoria.

Padilha afirmou ter conversado com autoridades da China e da Índia, em viagens recentes, sobre os impactos da guerra no Irã nas rotas de entrada e saída de insumos para medicamentos.

"Esse risco existe. A base inicial de muitos medicamentos é de produtos derivados do petróleo. Então, se você tem um aumento do preço do petróleo internacional, se você dificulta a chegada do petróleo nos países que mais fazem essas matérias-primas, como a China e a Índia, a guerra pode afetar isso", observou.


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