Bruno de Freitas Moura
Foto: José Cruz
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Rio de Janeiro/RJ - A Economia brasileira cresceu 0,1% no quarto trimestre de 2025 na comparação com o terceiro trimestre. Com esse desempenho, o ano de 2025 fechou com expansão de 2,3%.
O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.
O resultado do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) foi divulgado na manhã desta terça-feira (03/03) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 12,7 trilhões, no ano passado.
O PIB per capita ─ valor do PIB dividido pela população do país ─ alcançou R$ 59.687, crescimento real (descontada a inflação) de 1,9% na comparação com 2024.
Tanto o PIB corrente quanto o per capita estão no maior patamar já calculado pela série histórica do IBGE, iniciada em 1996.
Veja o comportamento da Economia brasileira nos últimos cinco anos com crescimento:
* Em 2021, crescimento de 4,8%
* Em 2022, crescimento de 3%
* Em 2023, crescimento de 3,2%
* Em 2024, crescimento de 3,4%
* Em 2025, crescimento de 2,3%
O PIB pode ser calculado pela ótica da produção (análise do desempenho das atividades econômicas) ou do consumo (gastos e investimentos).
Em uma avaliação pela perspectiva da produção, os dados mostram que todas as atividades apresentaram expansão, com destaque para a Agropecuária (crescimento de 11,7%), Serviços (1,8%) e Indústria (1,4%).
O crescimento da Agropecuária é explicado, principalmente, pelo aumento na produção e ganhos na produtividade de várias culturas, como o milho (23,6%) e a soja (14,6%), que alcançaram recordes em 2025.
Na Indústria, o destaque foi a extração de petróleo e gás, que colaborou para que o valor adicionado das indústrias extrativas fechasse o ano com alta de 8,6%.
A Construção ficou estável, com variação positiva de 0,5%.
O setor de Serviços mostrou aquecimento, segundo o IBGE, com crescimento em todas as atividades: informação e comunicação (6,5%), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,9%), transporte, armazenagem e correio (2,1%), outras atividades de serviços (2,0%), atividades imobiliárias (2,0%), comércio (1,1%) e administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,5%).
O desempenho da Agropecuária teve peso de 32,8% do crescimento do PIB em 2025.
As 4 atividades que mais contribuíram para a expansão da Economia - Agropecuária, Indústria Extrativa, outras atividades de Serviço, e Informação e Comunicação - somaram 72% do crescimento do PIB do ano passado.
CONSUMO DAS FAMÍLIAS
Pelo lado do consumo, o segmento consumo das famílias cresceu 1,3% em 2025, empurrado pela melhora no mercado de trabalho, o aumento do crédito e os programas governamentais de transferência de renda.
Apesar de estar no campo positivo, o desempenho representa desaceleração em relação ao crescimento de 2024, quando o segmento avançou 5,1%.
A explicação para perda de ritmo, segundo o IBGE, está principalmente na política monetária contracionista, ou seja, patamar alto de juros.
O consumo do governo cresceu 2,1% em 2025.
A Formação Bruta de Capital Fixo, isto é, o volume de investimentos, cresceu 2,9% em 2025.
O desempenho foi puxado pelo aumento da importação de bens de capital (máquinas e equipamentos) e pelo desenvolvimento de software, além da alta na indústria da construção.
A taxa de investimento em 2025 foi de 16,8% do PIB, contra 16,9% em 2024. A taxa de poupança, por sua vez, foi de 14,4% em 2025, ante 14,1% em 2024.
A variação de 0,1% no quarto trimestre em comparação com o terceiro trimestre revela que, pela ótica do consumo, os serviços e a agropecuária cresceram 0,8% e 0,5%, respectivamente. Já a Indústria recuou 0,7%.
Pela ótica da despesa, o consumo do governo cresceu 1%, enquanto o das famílias ficou estável (0%). A Formação Bruta de Capital Fixo recuou 3,5%.
“O PIB ficou estável em relação ao terceiro trimestre, mesmo com a queda nos investimentos, por conta da estabilidade do consumo das famílias e do crescimento no consumo do governo”, disse a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.
O aperto monetário que fez o PIB desacelerar em 2025 se refere à alta taxa de juros.
Em Setembro de 2024, preocupado com a trajetória da inflação, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central iniciou uma escalada da taxa básica de juros da economia, a Selic, então em 10,5% ao ano, elevando-a até 15% em junho de 2025, assim permanecendo até os dias atuais.
A meta de inflação do Governo é de 3% no acumulado de 12 meses, com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos.
O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), considerado o número oficial da inflação, chegou a ficar 13 meses fora do intervalo de tolerância, o que inclui praticamente todo o ano de 2025.
A Selic influencia todas as demais taxas de juros do país e, quando elevada, age de forma restritiva na Economia, ou seja, encarece operações de crédito e desestimula investimentos e consumo.
O impacto esperado é a menor procura por produtos e serviços, esfriando a inflação. O efeito colateral é que a Economia em marcha lenta tende a diminuir a geração de empregos.
Apesar da pressão restritiva, 2025 terminou com o menor percentual já registrado na taxa de desemprego, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
O PIB é o conjunto de todos os bens e serviços produzidos em uma localidade em determinado período.
Com o dado, é possível traçar o comportamento da economia do país, estado ou cidade, assim como fazer comparações internacionais.
O PIB é calculado com o auxílio de diversas pesquisas setoriais, como Comércio, Serviços e Indústria.
Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Dessa forma, levam em consideração também os impostos cobrados.
O PIB ajuda a compreender a realidade de um país, mas não expressa fatores como distribuição de renda e condição de vida.
É possível, por exemplo, um país ter PIB alto e padrão de vida relativamente baixo, assim como pode haver nação com PIB baixo e altíssima qualidade de vida.
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Rio de Janeiro/RJ - A Economia brasileira cresceu 0,1% no quarto trimestre de 2025 na comparação com o terceiro trimestre. Com esse desempenho, o ano de 2025 fechou com expansão de 2,3%.
O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.
O resultado do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) foi divulgado na manhã desta terça-feira (03/03) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 12,7 trilhões, no ano passado.
O PIB per capita ─ valor do PIB dividido pela população do país ─ alcançou R$ 59.687, crescimento real (descontada a inflação) de 1,9% na comparação com 2024.
Tanto o PIB corrente quanto o per capita estão no maior patamar já calculado pela série histórica do IBGE, iniciada em 1996.
Veja o comportamento da Economia brasileira nos últimos cinco anos com crescimento:
* Em 2021, crescimento de 4,8%
* Em 2022, crescimento de 3%
* Em 2023, crescimento de 3,2%
* Em 2024, crescimento de 3,4%
* Em 2025, crescimento de 2,3%
O PIB pode ser calculado pela ótica da produção (análise do desempenho das atividades econômicas) ou do consumo (gastos e investimentos).
Em uma avaliação pela perspectiva da produção, os dados mostram que todas as atividades apresentaram expansão, com destaque para a Agropecuária (crescimento de 11,7%), Serviços (1,8%) e Indústria (1,4%).
O crescimento da Agropecuária é explicado, principalmente, pelo aumento na produção e ganhos na produtividade de várias culturas, como o milho (23,6%) e a soja (14,6%), que alcançaram recordes em 2025.
Na Indústria, o destaque foi a extração de petróleo e gás, que colaborou para que o valor adicionado das indústrias extrativas fechasse o ano com alta de 8,6%.
A Construção ficou estável, com variação positiva de 0,5%.
O setor de Serviços mostrou aquecimento, segundo o IBGE, com crescimento em todas as atividades: informação e comunicação (6,5%), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,9%), transporte, armazenagem e correio (2,1%), outras atividades de serviços (2,0%), atividades imobiliárias (2,0%), comércio (1,1%) e administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,5%).
O desempenho da Agropecuária teve peso de 32,8% do crescimento do PIB em 2025.
As 4 atividades que mais contribuíram para a expansão da Economia - Agropecuária, Indústria Extrativa, outras atividades de Serviço, e Informação e Comunicação - somaram 72% do crescimento do PIB do ano passado.
CONSUMO DAS FAMÍLIAS
Pelo lado do consumo, o segmento consumo das famílias cresceu 1,3% em 2025, empurrado pela melhora no mercado de trabalho, o aumento do crédito e os programas governamentais de transferência de renda.
Apesar de estar no campo positivo, o desempenho representa desaceleração em relação ao crescimento de 2024, quando o segmento avançou 5,1%.
A explicação para perda de ritmo, segundo o IBGE, está principalmente na política monetária contracionista, ou seja, patamar alto de juros.
O consumo do governo cresceu 2,1% em 2025.
A Formação Bruta de Capital Fixo, isto é, o volume de investimentos, cresceu 2,9% em 2025.
O desempenho foi puxado pelo aumento da importação de bens de capital (máquinas e equipamentos) e pelo desenvolvimento de software, além da alta na indústria da construção.
A taxa de investimento em 2025 foi de 16,8% do PIB, contra 16,9% em 2024. A taxa de poupança, por sua vez, foi de 14,4% em 2025, ante 14,1% em 2024.
A variação de 0,1% no quarto trimestre em comparação com o terceiro trimestre revela que, pela ótica do consumo, os serviços e a agropecuária cresceram 0,8% e 0,5%, respectivamente. Já a Indústria recuou 0,7%.
Pela ótica da despesa, o consumo do governo cresceu 1%, enquanto o das famílias ficou estável (0%). A Formação Bruta de Capital Fixo recuou 3,5%.
“O PIB ficou estável em relação ao terceiro trimestre, mesmo com a queda nos investimentos, por conta da estabilidade do consumo das famílias e do crescimento no consumo do governo”, disse a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.
O aperto monetário que fez o PIB desacelerar em 2025 se refere à alta taxa de juros.
Em Setembro de 2024, preocupado com a trajetória da inflação, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central iniciou uma escalada da taxa básica de juros da economia, a Selic, então em 10,5% ao ano, elevando-a até 15% em junho de 2025, assim permanecendo até os dias atuais.
A meta de inflação do Governo é de 3% no acumulado de 12 meses, com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos.
O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), considerado o número oficial da inflação, chegou a ficar 13 meses fora do intervalo de tolerância, o que inclui praticamente todo o ano de 2025.
A Selic influencia todas as demais taxas de juros do país e, quando elevada, age de forma restritiva na Economia, ou seja, encarece operações de crédito e desestimula investimentos e consumo.
O impacto esperado é a menor procura por produtos e serviços, esfriando a inflação. O efeito colateral é que a Economia em marcha lenta tende a diminuir a geração de empregos.
Apesar da pressão restritiva, 2025 terminou com o menor percentual já registrado na taxa de desemprego, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
O PIB é o conjunto de todos os bens e serviços produzidos em uma localidade em determinado período.
Com o dado, é possível traçar o comportamento da economia do país, estado ou cidade, assim como fazer comparações internacionais.
O PIB é calculado com o auxílio de diversas pesquisas setoriais, como Comércio, Serviços e Indústria.
Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Dessa forma, levam em consideração também os impostos cobrados.
O PIB ajuda a compreender a realidade de um país, mas não expressa fatores como distribuição de renda e condição de vida.
É possível, por exemplo, um país ter PIB alto e padrão de vida relativamente baixo, assim como pode haver nação com PIB baixo e altíssima qualidade de vida.
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