Em Janeiro, brasileiros sacaram R$ 403,29 milhões esquecidos em bancos

Andreia Verdélio
Foto: Marcello Casal Júnior
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br

Brasília/DF - Os brasileiros sacaram, em Janeiro deste ano, R$ 403,29 milhões em valores esquecidos no sistema financeiro, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (10/03) pelo BC (Banco Central).

O SVR (Sistema de Valores a Receber) já devolveu R$ 13,76 bilhões a clientes bancários, mas ainda há R$ 10,5 bilhões disponíveis.

O SRV é um serviço do BC por meio do qual o cidadão pode consultar se ele próprio, sua empresa ou pessoa falecida tem dinheiro esquecido em algum banco, consórcio ou outra instituição, como financeiras e corretoras.

Para a consulta, não é preciso fazer login, basta informar o CPF (Cadastro de Pessoa Física) e data de nascimento ou o CNPJ (Cadastro de Pessoa Jurídica) e a data de abertura da empresa, inclusive para empresas já fechadas.

Caso haja algum valor, é preciso acessar o sistema e verificar quanto há para receber, a origem desse valor, a instituição que deve fazer a devolução; além de informações de contato e outras adicionais.

Para isso, é necessário fazer login com a conta Gov.br, nos níveis prata ou ouro e verificação em duas etapas.

O dinheiro pode ser resgatado de três formas: a primeira é entrar em contato diretamente com a instituição responsável pelo valor e solicitar o recebimento; a segunda é fazer a solicitação pelo próprio Sistema de Valores a Receber; e a terceira é a função de solicitação automática de resgate de valores.

Com a ferramenta, o cidadão não precisará consultar o sistema periodicamente nem registrar manualmente a solicitação de cada valor que existe em seu nome.

Caso seja disponibilizado algum recurso por instituições financeiras, o crédito será feito diretamente na conta do cidadão.

A solicitação automática de resgate é exclusiva para pessoas físicas e está disponível apenas para quem tem chave PIX do tipo CPF. A adesão ao serviço é facultativa.

Os valores esquecidos são originados de:
* contas-correntes ou poupanças encerradas;
* cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito;
* recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados;
* tarifas cobradas indevidamente;
* parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente;
*contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas;
*contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas; e
* outros recursos disponíveis nas instituições para devolução.

As estatísticas do SVR são divulgadas pelo BC com 2 meses de defasagem, com a atualização de novas fontes de valores esquecidos no sistema financeiro.

Em relação ao número de beneficiários, até o fim de Janeiro, 37.719.258 correntistas haviam resgatado valores, sendo 33.740.425 Pessoas Físicas e 3.978.833 Pessoas Jurídicas.

Ainda não sacaram seus recursos 54.612.272 beneficiários, sendo que 49.520.452 são Pessoas Físicas e 5.091.820 Pessoas Jurídicas.

A maior parte das pessoas e empresas têm direito a pequenas quantias. Os valores a receber de até R$ 10,00 concentram 64,57% dos beneficiários.

Os valores entre R$ 10,01 e R$ 100,00 correspondem a 23,49% dos correntistas. As quantias entre R$ 100,01 e R$ 1 mil representam 10,04% dos clientes. Só 1,9% tem direito a receber mais de R$ 1 mil.

GOLPES
O Banco Central alerta os correntistas a terem cuidado com golpes de estelionatários que alegam fazer a intermediação para supostos resgates de valores esquecidos.

O BC ressalta que todos os serviços do Sistema de Valores a Receber são totalmente gratuitos, e que não envia links, nem entra em contato para tratar sobre valores a receber ou para confirmar dados pessoais.

A autarquia também pede que nenhuma pessoa forneça senhas e esclarece que ninguém está autorizado a fazer esse tipo de pedido.

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