Da Assessoria
Texto: Vivian Oliveira
Fotos: Acervo do Maracatu Pedra Encantada
Manaus/AM - O Maracatu Pedra Encantada dá início a um novo ciclo de oficinas gratuitas de Baque Virado, marcando as ações em celebração aos 10 anos de atuação do grupo em Manaus/AM, completados em 2026.
As atividades ocorrem aos sábados, das 17 horas às 19 horas (de Manaus/AM), na sede da CUFA (Central Única das Favelas), na Avenida Joaquim Nabuco, número 2274, no Centro da capital amazonense.
As oficinas são abertas ao público e voltadas tanto para iniciantes quanto para pessoas com experiência em percussão.
Fundado em 2016 por Erika Tahiane e Marcelo Rosa, com o objetivo de preservar e difundir tradições de matriz africana, o grupo mantém uma linhagem direta com a Nação de Maracatu Porto Rico, de Recife/PE, uma das mais tradicionais do país, com 106 anos de atuação.
A relação garante que os conhecimentos compartilhados nas oficinas respeitem os fundamentos e os toques do Maracatu de Baque Virado.
A partir dessa conexão, o grupo também promove o intercâmbio cultural entre as regiões Norte e Nordeste, fortalecendo vínculos entre os territórios.
Durante os encontros, é trabalhado o Baque Virado a partir de tambores, caixas, agbês, atabaque e gonguê, instrumentos que compõem a base da técnica.
A prática reúne as loas (músicas do Maracatu), marcadas pela cadência e pelas viradas rítmicas conduzidas pelos tambores, que organizam o ritmo do cortejo de rua.
Ela integra música, corpo e tradição, sendo transmitida de forma coletiva entre os integrantes.
TRAJETÓRIA
Desde a sua fundação, o Maracatu Pedra Encantada atua na ocupação de espaços urbanos por meio da Arte, reunindo diferentes públicos em torno da cultura popular.
Ao longo da trajetória, oficinas, reuniões e apresentações foram realizadas em ruas, praças, espaços culturais dissidentes e nos Prosamins do Centro de Manaus/AM.
Mas foi em 2025 que o grupo encontrou, na CUFA, um espaço fixo para suas atividades.
A parceria marcou um novo momento para o Pedra Encantada, que passou a realizar oficinas de forma contínua no local, além de contar com a estrutura adequada no armazenamento e na manutenção dos instrumentos.
A aproximação foi articulada pelo Rapper e Agente Cultural Dacota MC, responsável pelo núcleo cultural da instituição.
A parceria também se estende à participação do grupo em diversas ações da CUFA, como a última Expo Favela, realizada no Centro de Convenções Vasco Vasques em 2025, além do envolvimento nas reuniões e atividades promovidas pela organização.
Além do Pedra Encantada, outros grupos culturais e iniciativas de periferia também encontram espaço na CUFA, que desenvolve uma série de ações voltadas à comunidade.
Entre elas, está a Caravana do Bem, que oferece mensalmente serviços gratuitos, como atendimentos médicos e doações de alimentos e de brinquedos para crianças.
Na sede, também ocorrem atividades como aulas de Jiu-Jítsu, Jazz, Break Dance e Hip Hop, fortalecendo o espaço como um polo de formação e acesso à Cultura na cidade.
É nesse contexto de troca e construção coletiva que o grupo chega aos 10 anos de trajetória, carregando uma história marcada por resistência.
A parceria com a CUFA representa um fortalecimento desse percurso ao garantir um espaço fixo para ensaios e oficinas, superando desafios antigos relacionados à falta de estrutura. Segundo Erika, essa parceria também contribui para a continuidade das atividades e amplia o acesso à Cultura na cidade.
“São 10 anos de caminhada, mantendo viva a tradição do Maracatu de Baque Virado, mas também abrindo espaço para que mais pessoas tenham acesso a essa Cultura aqui em Manaus/AM. A gente acredita muito nessa construção coletiva, de aprender junto e valorizar nossas raízes”, destaca Erika Tahiane. Siga o perfil do Blog do Teófilo no Facebook
Texto: Vivian Oliveira
Fotos: Acervo do Maracatu Pedra Encantada
Manaus/AM - O Maracatu Pedra Encantada dá início a um novo ciclo de oficinas gratuitas de Baque Virado, marcando as ações em celebração aos 10 anos de atuação do grupo em Manaus/AM, completados em 2026.
As atividades ocorrem aos sábados, das 17 horas às 19 horas (de Manaus/AM), na sede da CUFA (Central Única das Favelas), na Avenida Joaquim Nabuco, número 2274, no Centro da capital amazonense.
As oficinas são abertas ao público e voltadas tanto para iniciantes quanto para pessoas com experiência em percussão.
Fundado em 2016 por Erika Tahiane e Marcelo Rosa, com o objetivo de preservar e difundir tradições de matriz africana, o grupo mantém uma linhagem direta com a Nação de Maracatu Porto Rico, de Recife/PE, uma das mais tradicionais do país, com 106 anos de atuação.
A relação garante que os conhecimentos compartilhados nas oficinas respeitem os fundamentos e os toques do Maracatu de Baque Virado.
A partir dessa conexão, o grupo também promove o intercâmbio cultural entre as regiões Norte e Nordeste, fortalecendo vínculos entre os territórios.
Durante os encontros, é trabalhado o Baque Virado a partir de tambores, caixas, agbês, atabaque e gonguê, instrumentos que compõem a base da técnica.
A prática reúne as loas (músicas do Maracatu), marcadas pela cadência e pelas viradas rítmicas conduzidas pelos tambores, que organizam o ritmo do cortejo de rua.
Ela integra música, corpo e tradição, sendo transmitida de forma coletiva entre os integrantes.
TRAJETÓRIA
Desde a sua fundação, o Maracatu Pedra Encantada atua na ocupação de espaços urbanos por meio da Arte, reunindo diferentes públicos em torno da cultura popular.
Ao longo da trajetória, oficinas, reuniões e apresentações foram realizadas em ruas, praças, espaços culturais dissidentes e nos Prosamins do Centro de Manaus/AM.
Mas foi em 2025 que o grupo encontrou, na CUFA, um espaço fixo para suas atividades.
A parceria marcou um novo momento para o Pedra Encantada, que passou a realizar oficinas de forma contínua no local, além de contar com a estrutura adequada no armazenamento e na manutenção dos instrumentos.
A aproximação foi articulada pelo Rapper e Agente Cultural Dacota MC, responsável pelo núcleo cultural da instituição.
A parceria também se estende à participação do grupo em diversas ações da CUFA, como a última Expo Favela, realizada no Centro de Convenções Vasco Vasques em 2025, além do envolvimento nas reuniões e atividades promovidas pela organização.
Além do Pedra Encantada, outros grupos culturais e iniciativas de periferia também encontram espaço na CUFA, que desenvolve uma série de ações voltadas à comunidade.
Entre elas, está a Caravana do Bem, que oferece mensalmente serviços gratuitos, como atendimentos médicos e doações de alimentos e de brinquedos para crianças.
Na sede, também ocorrem atividades como aulas de Jiu-Jítsu, Jazz, Break Dance e Hip Hop, fortalecendo o espaço como um polo de formação e acesso à Cultura na cidade.
É nesse contexto de troca e construção coletiva que o grupo chega aos 10 anos de trajetória, carregando uma história marcada por resistência.
A parceria com a CUFA representa um fortalecimento desse percurso ao garantir um espaço fixo para ensaios e oficinas, superando desafios antigos relacionados à falta de estrutura. Segundo Erika, essa parceria também contribui para a continuidade das atividades e amplia o acesso à Cultura na cidade.
“São 10 anos de caminhada, mantendo viva a tradição do Maracatu de Baque Virado, mas também abrindo espaço para que mais pessoas tenham acesso a essa Cultura aqui em Manaus/AM. A gente acredita muito nessa construção coletiva, de aprender junto e valorizar nossas raízes”, destaca Erika Tahiane. Siga o perfil do Blog do Teófilo no Facebook




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