André Richter
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Foto: Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo
Brasília/DF - O Ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu proibir a gravação das conversas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e seus advogados na Penitenciária Federal em Brasília/DF, presídio de segurança máxima onde o empresário está preso.
A decisão foi proferida na noite de segunda-feira (09/03), após os advogados de Vorcaro solicitarem ao Supremo a flexibilização das medidas de segurança, que são inerentes ao funcionamento do presídio e devem ser cumpridas por todos os detentos.
Além de proibir as gravações, Mendonça também autorizou que os advogados realizem visitas sem agendamento prévio e tomem notas escritas durante o encontro com Vorcaro.
A defesa também poderá levar cópias impressas dos processos que tramitam contra o banqueiro.
O Ministro é o relator das investigações da Operação Compliance Zero, que apura as fraudes no Banco Master.
Daniel Vorcaro foi preso na quarta-feira (04/03) da semana passada, na terceira fase da Operação Compliance Zero, e estava custodiado na Penitenciária de Potim, no interior paulista.
Na sexta-feira (06/03), ele foi transferido para a Penitenciária Federal em Brasília/DF.
No ano passado, o empresário também foi alvo de um mandado de prisão da operação, mas ganhou direito à liberdade provisória, mediante uso de tornozeleira eletrônica.
A nova prisão, na última semana, foi fundamentada em mensagens encontradas no celular do banqueiro, apreendido na primeira fase da operação.
Nas mensagens, Vorcaro ameaça jornalistas e pessoas que teriam contrariado seus interesses.
FRAUDES BILIONÁRIAS
A Compliance Zero apura fraudes bilionárias no Banco Master, que causaram um rombo de até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos para o ressarcimento a investidores. Mais de 1,5 milhão de clientes foram afetados.
Controlado pelo banqueiro, o Master cresceu rapidamente ao oferecer CDB (Certificados de Depósito Bancário) com rentabilidade muito acima da média do mercado.
Para sustentar o modelo, segundo investigadores, o banco passou a assumir riscos excessivos e a estruturar operações que inflavam artificialmente seu balanço, enquanto a liquidez real (dinheiro imediatamente disponível para ressarcir os investidores) se deteriorava.
O Banco Master teve a liquidação decretada pelo Banco Central em Novembro de 2025, e a mesma medida alcançou também a gestora de investimentos Reag e o Will Bank, em Janeiro.
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Brasília/DF - O Ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu proibir a gravação das conversas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e seus advogados na Penitenciária Federal em Brasília/DF, presídio de segurança máxima onde o empresário está preso.
A decisão foi proferida na noite de segunda-feira (09/03), após os advogados de Vorcaro solicitarem ao Supremo a flexibilização das medidas de segurança, que são inerentes ao funcionamento do presídio e devem ser cumpridas por todos os detentos.
Além de proibir as gravações, Mendonça também autorizou que os advogados realizem visitas sem agendamento prévio e tomem notas escritas durante o encontro com Vorcaro.
A defesa também poderá levar cópias impressas dos processos que tramitam contra o banqueiro.
O Ministro é o relator das investigações da Operação Compliance Zero, que apura as fraudes no Banco Master.
Daniel Vorcaro foi preso na quarta-feira (04/03) da semana passada, na terceira fase da Operação Compliance Zero, e estava custodiado na Penitenciária de Potim, no interior paulista.
Na sexta-feira (06/03), ele foi transferido para a Penitenciária Federal em Brasília/DF.
No ano passado, o empresário também foi alvo de um mandado de prisão da operação, mas ganhou direito à liberdade provisória, mediante uso de tornozeleira eletrônica.
A nova prisão, na última semana, foi fundamentada em mensagens encontradas no celular do banqueiro, apreendido na primeira fase da operação.
Nas mensagens, Vorcaro ameaça jornalistas e pessoas que teriam contrariado seus interesses.
FRAUDES BILIONÁRIAS
A Compliance Zero apura fraudes bilionárias no Banco Master, que causaram um rombo de até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos para o ressarcimento a investidores. Mais de 1,5 milhão de clientes foram afetados.
Controlado pelo banqueiro, o Master cresceu rapidamente ao oferecer CDB (Certificados de Depósito Bancário) com rentabilidade muito acima da média do mercado.
Para sustentar o modelo, segundo investigadores, o banco passou a assumir riscos excessivos e a estruturar operações que inflavam artificialmente seu balanço, enquanto a liquidez real (dinheiro imediatamente disponível para ressarcir os investidores) se deteriorava.
O Banco Master teve a liquidação decretada pelo Banco Central em Novembro de 2025, e a mesma medida alcançou também a gestora de investimentos Reag e o Will Bank, em Janeiro.
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