Bruno de Freitas Moura
Foto: Fernando Frazão - Arquivo
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Rio de Janeiro/RJ - O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), também conhecido como “inflação do aluguel”, sentiu a pressão de produtos agropecuários e derivados do petróleo e fechou o mês de Março em 0,52%, o que representa uma reversão em relação ao 0,73% de Fevereiro.
Com o resultado conhecido nesta segunda-feira (30/03), o IGP-M acumula deflação de 1,83% em 12 meses, ou seja, na média, os preços recuaram.
Os dados são do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV (Fundação Getulio Vargas).
Nos últimos 12 meses, metade dos resultados foram positivos e metade negativos. Em Março de 2025, havia ficado em -0,34%.
A FGV leva em conta 3 componentes para apurar o IGP-M.
O de maior peso é o IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que mede a inflação sentida pelos produtores e responde por 60% do IGP-M cheio.
Em Março, o IPA apresentou alta de 0,61%.
O Economista do Ibre Matheus Dias explica que a pressão de alta de preços no IPA veio da agropecuária, com destaque para as contribuições de bovinos, ovos, leite, feijão e milho.
No caso dos ovos, o aumento no mês foi 16,95%, depois de já ter subido 14,16% em Fevereiro.
O feijão encareceu 20,91% em Março, seguindo a alta de 13,77% em Fevereiro.
O Economista acrescenta que o cenário externo levou reflexos para o IGP-M.
“O agravamento do cenário geopolítico no Oriente Médio já se reflete nos preços de derivados de petróleo, indicando a disseminação dessas pressões para outros segmentos”, aponta.
Ele detalha que o subgrupo produtos derivados do petróleo subiu 1,16% em Março, contra deflação de 4,63% em Fevereiro, “sinalizando mudança no sinal da variação e possível reversão da trajetória recente”.
Dias pondera que, em 12 meses, esse subgrupo apresenta patamar “bastante baixo”, de -14,13%.
A guerra no Oriente Médio foi desencadeada em 28 de Fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã.
A região concentra países produtores de petróleo e rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz ─ por onde passam 20% da produção mundial ─, o que levou distorções à cadeia de petróleo e escalada de preços no mercado global.
Outro componente do IGP-M é o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que responde por 30% do indicador. Em Março, o IPC subiu 0,30%.
Na cesta de consumo das famílias, o preço que mais pressionou os custos em Março foi o da gasolina, com expansão de 1,12%.
O terceiro componente medido pela FGV é o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), que subiu 0,36% no mês.
O IGP-M é conhecido como inflação do aluguel porque o acumulado de 12 meses costuma ser base para cálculo de reajuste anual de contratos imobiliários.
Além disso, o indexador é utilizado para reajustar algumas tarifas públicas e serviços essenciais.
No entanto, o IGP-M acumulado negativo não é certeza de que os aluguéis serão reajustados para baixo.
Isso acontece porque alguns contratos incluem a expressão “reajuste conforme variação positiva do IGP-M”, o que faz, na prática, que só haja reajuste se o índice for positivo.
A FGV faz a coleta de preços em Belo Horizonte/MG, Brasília/DF, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Rio de Janeiro/RJ, São Paulo/SP e Salvador/BA.
O período de levantamento do IGP-M foi 21 de Fevereiro a 20 de Março.
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Rio de Janeiro/RJ - O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), também conhecido como “inflação do aluguel”, sentiu a pressão de produtos agropecuários e derivados do petróleo e fechou o mês de Março em 0,52%, o que representa uma reversão em relação ao 0,73% de Fevereiro.
Com o resultado conhecido nesta segunda-feira (30/03), o IGP-M acumula deflação de 1,83% em 12 meses, ou seja, na média, os preços recuaram.
Os dados são do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV (Fundação Getulio Vargas).
Nos últimos 12 meses, metade dos resultados foram positivos e metade negativos. Em Março de 2025, havia ficado em -0,34%.
A FGV leva em conta 3 componentes para apurar o IGP-M.
O de maior peso é o IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que mede a inflação sentida pelos produtores e responde por 60% do IGP-M cheio.
Em Março, o IPA apresentou alta de 0,61%.
O Economista do Ibre Matheus Dias explica que a pressão de alta de preços no IPA veio da agropecuária, com destaque para as contribuições de bovinos, ovos, leite, feijão e milho.
No caso dos ovos, o aumento no mês foi 16,95%, depois de já ter subido 14,16% em Fevereiro.
O feijão encareceu 20,91% em Março, seguindo a alta de 13,77% em Fevereiro.
O Economista acrescenta que o cenário externo levou reflexos para o IGP-M.
“O agravamento do cenário geopolítico no Oriente Médio já se reflete nos preços de derivados de petróleo, indicando a disseminação dessas pressões para outros segmentos”, aponta.
Ele detalha que o subgrupo produtos derivados do petróleo subiu 1,16% em Março, contra deflação de 4,63% em Fevereiro, “sinalizando mudança no sinal da variação e possível reversão da trajetória recente”.
Dias pondera que, em 12 meses, esse subgrupo apresenta patamar “bastante baixo”, de -14,13%.
A guerra no Oriente Médio foi desencadeada em 28 de Fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã.
A região concentra países produtores de petróleo e rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz ─ por onde passam 20% da produção mundial ─, o que levou distorções à cadeia de petróleo e escalada de preços no mercado global.
Outro componente do IGP-M é o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que responde por 30% do indicador. Em Março, o IPC subiu 0,30%.
Na cesta de consumo das famílias, o preço que mais pressionou os custos em Março foi o da gasolina, com expansão de 1,12%.
O terceiro componente medido pela FGV é o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), que subiu 0,36% no mês.
O IGP-M é conhecido como inflação do aluguel porque o acumulado de 12 meses costuma ser base para cálculo de reajuste anual de contratos imobiliários.
Além disso, o indexador é utilizado para reajustar algumas tarifas públicas e serviços essenciais.
No entanto, o IGP-M acumulado negativo não é certeza de que os aluguéis serão reajustados para baixo.
Isso acontece porque alguns contratos incluem a expressão “reajuste conforme variação positiva do IGP-M”, o que faz, na prática, que só haja reajuste se o índice for positivo.
A FGV faz a coleta de preços em Belo Horizonte/MG, Brasília/DF, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Rio de Janeiro/RJ, São Paulo/SP e Salvador/BA.
O período de levantamento do IGP-M foi 21 de Fevereiro a 20 de Março.
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