Procuradoria-Geral da República emite parecer favorável à prisão domiciliar de Bolsonaro

Felipe Pontes
Foto: José Cruz
Agência Brasil de Comunicação
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Brasília/DF - O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal), nesta segunda-feira (23/03), parecer favorável à prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro, por motivos de saúde.

O documento será avaliado pelo Ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal de Bolsonaro no STF.

“Ao ver da Procuradoria-Geral da República, está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro”, escreveu Gonet.

Bolsonaro foi condenado pelo Supremo a 27 anos e 3 meses de prisão por 5 crimes praticados contra a Democracia.

O ex-presidente foi considerado culpado por liderar uma organização criminosa armada que tentou um Golpe de Estado.

Com 71 anos, o ex-presidente cumpre pena na Papudinha, como é conhecida uma ala de celas especiais dentro do 19ª Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.

Em 13 de Março, Bolsonaro passou mal em sua cela e foi levado às pressas para atendimento hospitalar.

Ao chegar ao hospital, Bolsonaro foi internado em UTI (Unidade de Tratamento Intensiva), com sudorese, calafrios e baixa oxigenação.

Ele foi depois diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. Ele segue internado no Hospital DF Star, em Brasília/DF.

Após a internação, a defesa voltou a pedir a prisão domiciliar de Bolsonaro, alegando sobretudo o risco de morte do ex-presidente por algum mal súbito, havendo a necessidade de monitoramento constante do estado de saúde.

Na última sexta-feira (20/03), o Ministro Alexandre de Moraes pediu a manifestação da PGR sobre o novo pedido.

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