Professor de Direito Penal é preso por abuso sexual em crianças entre 10 e 14 anos

Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Rio de Janeiro/RJ - Policiais Civis da DCAV (Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima) do Rio de Janeiro/RJ prenderam, nesta terça-feira (10/03), um professor universitário acusado de abusar sexualmente de 4 menores de idade, além de produzir e armazenar vídeos e fotografias dos abusos.

O professor de Direito foi capturado em sua residência no bairro do Grajaú, na Zona Norte do Rio de Janeiro/RJ.

As investigações apontaram que o homem explorava a carência financeira de famílias em vulnerabilidade social, que eram auxiliadas por um projeto de assistência jurídica do qual ele fazia parte.

O criminoso usava da relação de confiança vinda da sua posição como advogado para aliciar crianças e adolescentes.

Durante as diligências desta terça-feira (10/03), os agentes encontraram na residência substâncias entorpecentes, que serão objeto de apuração.

Os policiais da DCAV cumpriram mandado de prisão temporária por estupro de vulnerável e produção e posse de pornografia infantil.

Segundo a corporação, a investigação teve início a partir da troca de informações com organismos internacionais, que apontavam a produção e o armazenamento de imagens de pornografia infantil em aparelhos eletrônicos vinculados ao homem.

“A partir de intenso trabalho investigativo, cruzamento de dados e análise de inteligência, os agentes da DCAV identificaram duas vítimas, de 10 e 14 anos, ambas moradoras de comunidade do Rio de Janeiro/RJ, havendo ainda indícios da existência de outras vítimas”, informa a polícia.

De acordo com a apuração, o preso é advogado e também atua como professor universitário de Direito Penal, atuando no Núcleo de Prática Jurídica na universidade.

Com esse trabalho, mantinha contato direto com famílias em situação de vulnerabilidade social e econômica atendidas pelo grupo.

Era nesse contexto que aproveitava para aliciar as crianças e adolescentes atendidos pelo projeto.

“Como forma de atrair e manter a proximidade com as vítimas, ele oferecia pequenos benefícios, especialmente lanches e alimentos, criando um ambiente de aparente informalidade e confiança”, diz a corporação.

Segundo os agentes, as vítimas frequentavam a residência do criminoso, local onde os abusos sexuais eram praticados e registrados em vídeo e fotos.

Nos materiais produzidos, o próprio homem aparece de forma evidente interagindo com as crianças e adolescentes durante os atos.

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