Alegando obediência à decisão do Supremo Tribunal Federal, Campos Neto deixa de depor em Comissão

Alex Rodrigues
Foto: Paulo Pinto
Agência Brasil de Comunicação
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Brasília/DF - O ex-presidente do BC (Banco Central), Roberto Campos Neto, não compareceu à reunião da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, do Senado Federal, nesta quarta-feira (08/04).

Convocado na condição de testemunha qualificada, por seu conhecimento técnico, Neto faltou ao depoimento após seus advogados comunicarem ao colegiado que a obrigatoriedade de sua presença violaria decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).

Esta é a terceira tentativa frustrada da Comissão de ouvir o Economista, que presidiu o BC entre 2019 e 2024.

Segundo o presidente da Comissãoo, senador Fabiano Contarato (PT/ES), Neto foi, inicialmente convidado, depois, convocado, por ter condições de contribuir, de forma relevante, para os trabalhos da CPI, criada para apurar a atuação, expansão e o funcionamento de facções criminosas no Brasil.

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A primeira tentativa da CPI de ouvir Neto ocorreu em 3 de Março, quando o Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, transformou a convocação em convite, tornando facultativa a participação do ex-presidente do BC na reunião.

O colegiado insistiu no convite para que Neto participasse da reunião de 31 de Março.

Diante da recusa do Economista, a Comissão aprovou, na mesma data, a convocação de Neto para a reunião desta quarta-feira (08/04) – na qual os parlamentares ouviram o depoimento do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

A convocação, pela CPI, torna obrigatória a presença de qualquer pessoa.

Os membros da Comissão agora avaliam as medidas a serem tomadas em curto espaço de tempo, pois o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil/AP) decidiu não prorrogar os trabalhos da CPI, mantendo como limite o dia 14 de Abril.

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