Donald Trump ataca Papa Leão XIV e diz que "ele é péssimo em política externa”

Teófilo Benarrós de Mesquita
Frame: Rede Globo - Bom Dia Brasil
Manaus/AM - O Papa Leão XIV é o mais novo alvo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Ele é terrível em política externa”, escreveu Trump em rede social.

A opinião de Trump foi expressada após o Papa Leão XIV, que é estadunidense, se manifestar criticamente a ações militares dos Estados Unidos contra Venezuela e Irã.

Na noite de domingo (12/04), Donald Trump escreveu na rede social Truth Social, do qual é proprietário, que o Papa Leão XIV é “fraco em relação ao crime e péssimo em política externa”.

No texto, Trump afirma que Leão XIV deveria se concentrar na missão de “ser um grande Papa, não um político, porque está prejudicando a Igreja Católica”.

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A Truth Social foi fundada por Donald Trump em 2022, após ele ter sido expulso ou suspenso de várias outras redes sociais como Facebook, Instagram e X (antigamente Twitter).

As justificativas das plataformas foram riscos de incitação á violência reiterada, em postagens dos perfis de Trump.

Após ser derrotado pelo Democrata Joe Biden na tentativa de reeleição na escolha presidencial de Novembro de 2020 e não reconhecer a legitimidade do resultado, o então ex-presidente incentivou invasão violenta ao Capitólio.

A ação ocorreu em 6 de Janeiro de 2021, em episódio considerado como ataque sem precedentes à democracia americana e que resultou em 5 mortes e uma série de consequências políticas e sociais.

Donald Trump convocou seus seguidores para a invasão e postou em sua conta no Twitter: “Grande protesto em D.C. em 6 de Janeiro. Esteja lá, será selvagem!”.

Nesta data, o Congresso dos Estados Unidos se reunia para confirmar a vitória de Joe Biden, seguindo rito do processo eleitoral estadunidense.

CORTINA DE FUMAÇA
Após a derrota eleitoral, o tumulto no Capitólio e o banimento das principais redes sociais, Donald Trump voltou a ser eleito presidente dos Estados Unidos, em 2024.

Depois de um início de mandato sem grande polêmicas internas ou internacionais, Trump voltou a ter publicações e ações preocupantes e perigosas.

Em Junho de 2025 criou sobretaxas comerciais para diversos países, incluindo o Brasil. Neste caso, sob o argumento de haver desigualdade na balança comercial para os Estados Unidos, o que não é verdade.

Em Setembro de 2025, ele ameaçou cancelar licenças de TVs e rádios contraários as ações de seu governo.

No mesmo mês, afirmou que não ser escolhido como ganhador do Prêmio Nobel da Paz seria um insulto.

A partir de Novembro de 2025, com especulações de sua ligação no Caso Epstein, escândalo que envolve pelo menos 250 meninas menores de idade, através de uma rede de exploração sexual, Trump passou a figurar sempre entre polêmicas e ações bélicas.

No início de Janeiro deste ano, invadiu a Venezuela e sequestrou o presidente Nicolas Maduro.

Em seguida, ameçou tomar a Groelândia, possessão dinamarquesa na América do Norte.

Lançou, no site oficial da Casa Branca, sua versão pessoal sobre a invasão do Capitólio, alçando à condição de heróis seus apoiadores mortos na desastrosa ação.

Em Fevereiro, publicou vídeo criado por IA (Inteligência Artificial) onde retratava o ex-presidente Barak Obama e sua esposa Michele como macacos.

Em ação conjunta com Israel, bombardeou o Irã, sob o pretexto de conter a produção de bomba nuclear pelo país islâmico, fato nunca comprovado pelo governo dos Estados Unidos.

Em Março, os Estados Unidos registraram ataques violentos da ICE, Polícia da Imigração, contra latinos sem vistos de permanência, com ações que resultaram em mortes, seguida de onda de protesto de próprios estadunidenses.

No início de Abril, pouco antes de um cessar-fogo de 2 semanas, que depois se revelou fracassado, fez uma promessa de genocídio contra o Irã, na rede social de sua propriedade e controle.

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