Hipertensão: silenciosa e hereditária, doença pede mudança de hábitos

Paula Laboissière
Foto: Marcelo Camargo
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Brasília/DF - O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, lembrado neste domingo (26/04), alerta para uma doença silenciosa e que, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), afeta não apenas pessoas adultas ou idosas, já que cada vez mais adolescentes e mesmo crianças têm apresentado alterações na pressão arterial.

O Ministério da Saúde define a hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, como uma doença crônica caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias.

“A pressão alta faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal para fazer com que o sangue seja distribuído corretamente no corpo”, detalhou o Ministério da Saúde, ao citar a hipertensão arterial como um dos principais fatores de risco para acidente vascular cerebral, enfarte, aneurisma arterial e insuficiência renal e cardíaca.

Siga o perfil do Blog do Teófilo no Facebook

Ainda segundo o Ministério, a hipertensão arterial é herdada dos pais em 90% dos casos, mas há diversos fatores que influenciam nos níveis de pressão arterial de cada indivíduo, incluindo:
* tabagismo;
* consumo de bebidas alcoólicas;
* obesidade;
*estresse;
* elevado consumo de sal;
*níveis altos de colesterol;
*sedentarismo.

PADRÃO 12X8
Em Setembro do ano passado, uma nova Diretriz brasileira de manejo da pressão arterial passou a considerar a aferição 12 por 8 não mais como pressão normal, mas como indicador de pré-hipertensão.

O documento foi elaborado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e pela Sociedade Brasileira de Hipertensão.

De acordo com a Diretriz, a reclassificação tem como objetivo identificar precocemente indivíduos em risco e incentivar intervenções mais proativas e não medicamentosas no intuito de prevenir a progressão do quadro de hipertensão dos pacientes.

Para que a aferição seja considerada pressão normal, portanto, ela precisa ser inferior a 12 por 8.

Valores iguais ou superiores a 14 por 9 permanecem sendo considerados quadros de hipertensão em estágios 1, 2 e 3, a depender da aferição feita pelo profissional de saúde em consultório.

Os sintomas da hipertensão arterial costumam aparecer somente quando a pressão sobe muito, quadro que pode gerar dores no peito, dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal.

CUIDADOS
Medir a pressão regularmente, segundo o Ministério, é a única maneira de diagnosticar a hipertensão arterial.

A orientação é que pessoas acima de 20 anos meçam a pressão ao menos uma vez por ano.

“Se houver casos de pessoas com pressão alta na família, deve-se medir no mínimo 2 vezes por ano”.

A pressão alta não tem cura, mas tem tratamento e pode ser controlada.

“Somente o Médico poderá determinar o melhor método para cada paciente”.

O SUS (Sistema Único de Saúde) fornece medicamentos indicados para o tratamento da hipertensão arterial, por meio de UBS (Unidades Básicas de Saúde) e do programa Farmácia Popular.

Para retirar os remédios, basta apresentar documento de identidade com foto; CPF (Cadastro de Pessoa Física); e receita médica dentro do prazo de validade, de 120 dias.

A receita pode ser emitida tanto por um profissional do SUS quanto por um Mmédico que atende em hospitais ou clínicas privadas.

Além do uso de medicamentos, o Ministério classifica como imprescindível a adoção de um estilo de vida saudável, incluindo:
* manter o peso adequado, se necessário, mudando hábitos alimentares;
* não abusar do sal, utilizando outros temperos que ressaltam o sabor dos alimentos;
* praticar atividade física regular;
* aproveitar momentos de lazer;
* abandonar o fumo;
* moderar o consumo de álcool;
* evitar alimentos gordurosos;
* controlar o diabetes.

Siga o perfil do Blog do Teófilo no Facebook

Comentários