Cristina Índio do Brasil
Foto: Tomaz Silva
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Rio de Janeiro/RJ - Processada pelo homicídio do filho, Henry Borel, Monique Medeiros da Costa e Silva se entregou à polícia nesta segunda-feira (20/04), na 34ª Delegacia de Polícia (Bangu), na Zona Oeste do Rio de Janeiro/RJ.
O retorno da ré à prisão foi determinado na semana passada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Monique foi levada para o Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, na Zona Norte, onde vai passar por exame de corpo de delito e audiência de custódia.
Depois disso, voltará à Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio de Janeiro/RJ.
O presídio é o mesmo onde estava presa quando teve o relaxamento da prisão concedido pela juíza Elizabeth Machado Louro, em 23 de Março.
Na ocasião, o julgamento de Monique e do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi adiado para 25 de Maio, depois que a equipe de advogados do réu abandonou o plenário.
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Com o adiamento, a defesa de Monique Medeiros pediu o relaxamento da prisão da sua cliente, por entender que ela foi prejudicada com o atraso provocado pela mudança de datas.
O pedido foi atendido e, no dia seguinte, a ré deixou a penitenciária.
Na sexta-feira (17/04), no entanto, o Ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), restabeleceu a prisão preventiva de Monique.
A decisão foi uma resposta à PGR (Procuradoria-Geral da República), que pediu a volta da ré à penitenciária, após reclamação encaminhada por Leniel Borel, assistente de acusação e pai de Henry Borel.
CASO HENRY
Na madrugada de 8 de Março de 2021, Monique e Jairinho levaram o menino Henry Borel, de 4 anos, a um hospital particular, alegando que ele tinha sofrido um acidente doméstico ao cair da cama no apartamento do casal. O menino não resistiu aos ferimentos e morreu.
O laudo da necropsia do IML (Instituto Médico Legal), entretanto, indicou 23 lesões por ação violenta sofridas por Henry, incluindo laceração hepática e hemorragia interna.
A investigação da Polícia Civil apontou que o menino era vítima de uma rotina de torturas praticadas pelo padrasto, e que a mãe tinha conhecimento das agressões.
Os réus Monique e Jairinho foram presos em Abril de 2021 e denunciados pelo MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro).
Jairinho responde por homicídio qualificado, e Monique, por homicídio e omissão de socorro.
O advogado Hugo Novais, que integra a defesa de Monique Medeiros, disse à Agência Brasil que a ré se entregou em cumprimento à decisão do ministro Gilmar Mendes.
Ele informou que a defesa apresentou 2 embargos de declaração ao ministro do STF.
Um deles alega que a cliente sofreu ameaças no sistema prisional, mas não foi atendido. O outro, sobre o qual não revelou detalhes, ainda aguardaria decisão.
Hugo Novais afirmou que tem confiança de que o julgamento vai ocorrer no próximo dia 25 de Maio e que Monique “tem total interesse no desfecho dessa situação, porque tem certeza absoluta e confia que a justiça será realizada, com a absolvição de Monique e a condenação de Jairo”.
O advogado acrescentou que a defesa vai apresentar até terça-feira (21/04) um agravo com pedido de reavaliação da decisão de Gilmar Mendes pelo colegiado do STF.
Novais destacou ainda que a defesa avalia questionar a Comissão Interamericana dos Direitos Humanos para fazer uma denúncia contra o Brasil por violência institucional e violação dos direitos fundamentais da cliente.
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Rio de Janeiro/RJ - Processada pelo homicídio do filho, Henry Borel, Monique Medeiros da Costa e Silva se entregou à polícia nesta segunda-feira (20/04), na 34ª Delegacia de Polícia (Bangu), na Zona Oeste do Rio de Janeiro/RJ.
O retorno da ré à prisão foi determinado na semana passada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Monique foi levada para o Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, na Zona Norte, onde vai passar por exame de corpo de delito e audiência de custódia.
Depois disso, voltará à Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio de Janeiro/RJ.
O presídio é o mesmo onde estava presa quando teve o relaxamento da prisão concedido pela juíza Elizabeth Machado Louro, em 23 de Março.
Na ocasião, o julgamento de Monique e do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi adiado para 25 de Maio, depois que a equipe de advogados do réu abandonou o plenário.
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Com o adiamento, a defesa de Monique Medeiros pediu o relaxamento da prisão da sua cliente, por entender que ela foi prejudicada com o atraso provocado pela mudança de datas.
O pedido foi atendido e, no dia seguinte, a ré deixou a penitenciária.
Na sexta-feira (17/04), no entanto, o Ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), restabeleceu a prisão preventiva de Monique.
A decisão foi uma resposta à PGR (Procuradoria-Geral da República), que pediu a volta da ré à penitenciária, após reclamação encaminhada por Leniel Borel, assistente de acusação e pai de Henry Borel.
CASO HENRY
Na madrugada de 8 de Março de 2021, Monique e Jairinho levaram o menino Henry Borel, de 4 anos, a um hospital particular, alegando que ele tinha sofrido um acidente doméstico ao cair da cama no apartamento do casal. O menino não resistiu aos ferimentos e morreu.
O laudo da necropsia do IML (Instituto Médico Legal), entretanto, indicou 23 lesões por ação violenta sofridas por Henry, incluindo laceração hepática e hemorragia interna.
A investigação da Polícia Civil apontou que o menino era vítima de uma rotina de torturas praticadas pelo padrasto, e que a mãe tinha conhecimento das agressões.
Os réus Monique e Jairinho foram presos em Abril de 2021 e denunciados pelo MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro).
Jairinho responde por homicídio qualificado, e Monique, por homicídio e omissão de socorro.
O advogado Hugo Novais, que integra a defesa de Monique Medeiros, disse à Agência Brasil que a ré se entregou em cumprimento à decisão do ministro Gilmar Mendes.
Ele informou que a defesa apresentou 2 embargos de declaração ao ministro do STF.
Um deles alega que a cliente sofreu ameaças no sistema prisional, mas não foi atendido. O outro, sobre o qual não revelou detalhes, ainda aguardaria decisão.
Hugo Novais afirmou que tem confiança de que o julgamento vai ocorrer no próximo dia 25 de Maio e que Monique “tem total interesse no desfecho dessa situação, porque tem certeza absoluta e confia que a justiça será realizada, com a absolvição de Monique e a condenação de Jairo”.
O advogado acrescentou que a defesa vai apresentar até terça-feira (21/04) um agravo com pedido de reavaliação da decisão de Gilmar Mendes pelo colegiado do STF.
Novais destacou ainda que a defesa avalia questionar a Comissão Interamericana dos Direitos Humanos para fazer uma denúncia contra o Brasil por violência institucional e violação dos direitos fundamentais da cliente.
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