Nos Jogos Universitários Futebol, mulheres contam com campo exclusivo para disputa da competição

Rodrigo Ricardo (*)
Repórter da EBC
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Foto: Hugo Soares - CBDU
Confederação Brasileiras de Desporto Universtiário
Aracaju/SE - No gramado da Arena Delas, apenas chuteiras calçadas por mulheres podem jogar.

O local fica dentro do Parque da Sementeira, em uma área pública gerida pela Prefeitura de Aracaju/SE, mas naquele palco apenas o Futebol Feminino pode ser praticado.

Tal estrutura foi um dos atrativos para a CBDU (Confederação Brasileira de Desporto Universitário) levar os Jogos Universitários de Futebol para Sergipe.

“Foi um diferencial na escolha de Aracaju/SE como sede. A estrutura dedicada ao Futebol Feminino, juntamente com a disponibilidade de mais campos, permitiu a otimização dos horários e a ampliação da visibilidade do esporte. Tudo isso foi um fator decisivo na candidatura da cidade, que volta a sediar este evento após 16 anos”, declarou o Diretor de Marketing e Comunicação da CBDU, Paulo Souza.

As mulheres são 643 dos 1,5 mil atletas universitários inscritos nos jogos deste ano.

Paulo detalha a política de equidade de gênero da CBDU para igualar esses números nos próximos eventos da entidade.

“O incentivo é direcionado às Universidades que inscrevem equipes femininas. Arcar com os custos de hospedagem da equipe masculina é uma contrapartida da presença do Futebol Feminino. Com isso, temos visto um crescimento exponencial da participação feminina em todas as modalidades do JUBs. Hoje, a participação feminina está em 43%, mas a meta é alcançar a paridade”.

Siga o perfil do Blog do Teófilo no Facebook

A atleta da UniFTC/BA Rafaela Maciel diz que a iniciativa poderia inspirar outras cidades pelo país.

“Tudo muito bonito. Não só a Arena, mas a infraestrutura toda do Parque. Essa criatividade poderia ser levada para outros lugares”.

Natural de Aracaju/SE, a árbitra Diana Santos, que não participou de um JUBs quando estudante, destaca a competição como incentivo ao desenvolvimento do Futebol Feminino.

“Queria ter participado de uma competição dessas. É uma oportunidade para elas mostrarem o seu valor. Apitando os jogos, dá para notar vários talentos e potenciais jogadoras profissionais”.

Tanto Rafaela quanto Diana relatam diversos preconceitos e insultos machistas por se envolverem com o Futebol, mas nenhuma delas foi intimidada, e seguem acreditando que é possível ser feliz e ganhar a vida dentro de campo.

(*) Rodrigo Ricaro, Repórter da Empresa Brasil de Comunicação, viajou a convite da CBDU - Confederação Brasileira de Desporto Universitário.


Siga o perfil do Blog do Teófilo no Facebook

Comentários