Bruno de Freitas Moura
Foto: Agência Brasil - Arquivo
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Rio de Janeiro/RJ - A Petrobras informou que destituiu do cargo o Diretor Executivo de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Romeo Schlosser.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (06/04), após reunião do Conselho de Administração da estatal de petróleo.
Claudio Schlosser era responsável pela área da empresa que realizou, na última terça-feira (31/03), o leilão de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), o gás de cozinha, que teve ágio de mais de 100%, ou seja, o combustível foi vendido para distribuidoras por mais que o dobro do preço de tabela.
Dois dias após o leilão, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a realização do certame, indicando que tinha sido feito contra a orientação da empresa.
Lula classificou o leilão como “cretinice, bandidagem” e mencionou o interesse de anular a venda.
“As pessoas sabiam da orientação do Governo, da orientação da Petrobras de não aumentar o GLP. Pois fizeram um leilão contra a vontade da direção da Petrobras”, declarou, na ocasião, em entrevista à TV Record Bahia.
No mesmo dia das declarações de Lula, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), órgão regulador do setor e vinculado ao Ministério de Minas e Energia, realizou uma fiscalização em refinarias da Petrobras para apurar “suspeitas de prática de preços com ágios elevados” no leilão de gás de cozinha.
Apesar de ser conhecido como gás de cozinha, o GLP também é utilizado como combustível por indústrias.
O leilão foi feito em cenário de escalada internacional do preço do petróleo e de derivados por causa da guerra no Irã, que levou distúrbios à cadeia produtiva da matéria-prima, ameaçando o produto de escassez.
Ao mesmo tempo, o Governo estudava meios para suavizar os efeitos da alta do petróleo e derivados.
A destituição do Diretor da Petrobras ocorreu no mesmo dia em que o Governo anunciou medidas que incluem zeragem de impostos e subsídios para o diesel e gás de cozinha.
A Diretoria ocupada até essa segunda-feira (06/04) por Schlosser é uma das 8 que ficam sob o guarda-chuva da presidente da estatal, Magda Chambriard.
Entre as atribuições da diretoria está decidir para quem e por quanto a Petrobras vende seus produtos.
A estatal informou que a então Diretora Executiva de Transição Energética e Sustentabilidade, Angélica Laureano, assume a Diretoria de Logística, Comercialização e Mercados.
Já o Diretor Executivo de Processos Industriais e Produtos, William França, acumulará, de forma temporária, as funções que eram de Laureano.
Claudio Schlosser é Engenheiro Químico e Advogado. Ele entrou na Petrobras em 1987, no cargo de Engenheiro de Processamento de Petróleo.
Estava na Diretoria desde Março de 2023, quando a companhia era presidida pelo antecessor de Chambriard, Jean Paul Prates.
A Petrobras informou, também, que o Conselho de Administração elegeu Marcelo Weick Pogliese como presidente do colegiado até a próxima Assembleia-Geral, que deve acontecer dentro de 10 dias.
Marcelo Weick Pogliese substitui Bruno Moretti, que renunciou na última terça-feira (31/03) para assumir o Ministério do Planejamento e Orçamento em substituição a Simone Tebet, que deve disputar o Senado pelo Estado de São Paulo.
O Conselho de Administração é um órgão de orientação e direção superior da Petrobras, responsável pela definição das estratégias.
É composto por 7 a 11 membros eleitos pelos acionistas. A presidente Magda Chambriard é uma das integrantes do colegiado.
O Governo é o acionista controlador da empresa e, por isso, indica o presidente do Conselho.
A Petrobras informou que recebeu, ainda na segunda-feira (06/04), a indicação do nome do atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Santos Mello, para o posto.
Em comunicado ao mercado, a estatal informou que a indicação “será submetida à análise dos requisitos legais de gestão e integridade pertinentes”.
Mello tem Doutorado em Ciência Econômica pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Mestrado em Economia Política pela PUC/SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e graduações em Ciências Sociais pela USP (Universidade de São PauloP) e Ciências Econômicas pela PUC/SP).
É Professor licenciado do IE (Instituto de Economia) da Unicamp, onde atua como coordenador do programa de pós-graduação em desenvolvimento econômico.
O indicado também pertence a 2 Conselhos de Administração de empresas públicas: presidente do Conselho de Administração do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e integrante do Conselho de Administração da PPSA (Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. - Pré-Sal Petróleo S.A.).
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Rio de Janeiro/RJ - A Petrobras informou que destituiu do cargo o Diretor Executivo de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Romeo Schlosser.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (06/04), após reunião do Conselho de Administração da estatal de petróleo.
Claudio Schlosser era responsável pela área da empresa que realizou, na última terça-feira (31/03), o leilão de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), o gás de cozinha, que teve ágio de mais de 100%, ou seja, o combustível foi vendido para distribuidoras por mais que o dobro do preço de tabela.
Dois dias após o leilão, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a realização do certame, indicando que tinha sido feito contra a orientação da empresa.
Lula classificou o leilão como “cretinice, bandidagem” e mencionou o interesse de anular a venda.
“As pessoas sabiam da orientação do Governo, da orientação da Petrobras de não aumentar o GLP. Pois fizeram um leilão contra a vontade da direção da Petrobras”, declarou, na ocasião, em entrevista à TV Record Bahia.
No mesmo dia das declarações de Lula, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), órgão regulador do setor e vinculado ao Ministério de Minas e Energia, realizou uma fiscalização em refinarias da Petrobras para apurar “suspeitas de prática de preços com ágios elevados” no leilão de gás de cozinha.
Apesar de ser conhecido como gás de cozinha, o GLP também é utilizado como combustível por indústrias.
O leilão foi feito em cenário de escalada internacional do preço do petróleo e de derivados por causa da guerra no Irã, que levou distúrbios à cadeia produtiva da matéria-prima, ameaçando o produto de escassez.
Ao mesmo tempo, o Governo estudava meios para suavizar os efeitos da alta do petróleo e derivados.
A destituição do Diretor da Petrobras ocorreu no mesmo dia em que o Governo anunciou medidas que incluem zeragem de impostos e subsídios para o diesel e gás de cozinha.
A Diretoria ocupada até essa segunda-feira (06/04) por Schlosser é uma das 8 que ficam sob o guarda-chuva da presidente da estatal, Magda Chambriard.
Entre as atribuições da diretoria está decidir para quem e por quanto a Petrobras vende seus produtos.
A estatal informou que a então Diretora Executiva de Transição Energética e Sustentabilidade, Angélica Laureano, assume a Diretoria de Logística, Comercialização e Mercados.
Já o Diretor Executivo de Processos Industriais e Produtos, William França, acumulará, de forma temporária, as funções que eram de Laureano.
Claudio Schlosser é Engenheiro Químico e Advogado. Ele entrou na Petrobras em 1987, no cargo de Engenheiro de Processamento de Petróleo.
Estava na Diretoria desde Março de 2023, quando a companhia era presidida pelo antecessor de Chambriard, Jean Paul Prates.
A Petrobras informou, também, que o Conselho de Administração elegeu Marcelo Weick Pogliese como presidente do colegiado até a próxima Assembleia-Geral, que deve acontecer dentro de 10 dias.
Marcelo Weick Pogliese substitui Bruno Moretti, que renunciou na última terça-feira (31/03) para assumir o Ministério do Planejamento e Orçamento em substituição a Simone Tebet, que deve disputar o Senado pelo Estado de São Paulo.
O Conselho de Administração é um órgão de orientação e direção superior da Petrobras, responsável pela definição das estratégias.
É composto por 7 a 11 membros eleitos pelos acionistas. A presidente Magda Chambriard é uma das integrantes do colegiado.
O Governo é o acionista controlador da empresa e, por isso, indica o presidente do Conselho.
A Petrobras informou que recebeu, ainda na segunda-feira (06/04), a indicação do nome do atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Santos Mello, para o posto.
Em comunicado ao mercado, a estatal informou que a indicação “será submetida à análise dos requisitos legais de gestão e integridade pertinentes”.
Mello tem Doutorado em Ciência Econômica pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Mestrado em Economia Política pela PUC/SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e graduações em Ciências Sociais pela USP (Universidade de São PauloP) e Ciências Econômicas pela PUC/SP).
É Professor licenciado do IE (Instituto de Economia) da Unicamp, onde atua como coordenador do programa de pós-graduação em desenvolvimento econômico.
O indicado também pertence a 2 Conselhos de Administração de empresas públicas: presidente do Conselho de Administração do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e integrante do Conselho de Administração da PPSA (Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. - Pré-Sal Petróleo S.A.).
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