André Richter
Foto: Lula Marques
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Brasília/DF - A tornozeleira eletrônica que monitorava o cumprimento da prisão domiciliar do ex-diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal) Silvinei Vasques parou de emitir sinal na madrugada de quinta-feira (25/12).
De acordo com a PF (Polícia Federal), o ex-diretor violou a tornozeleira eletrônica e fugiu para o Paraguai, onde foi detido pelas autoridades locais, nesta sexta-feira (26/12), ao tentar embarcar para outro país com passaporte falso.
As informações da fuga foram enviadas ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que decretou a prisão de Silvinei após a fuga.
Condenado a 24 anos e 6 meses de prisão na Ação Penal do Núcleo 2 da trama golpista, o ex-diretor cumpria prisão domiciliar e era monitorado por tornozeleira eletrônica.
De acordo com a PF, a tornozeleira parou de emitir sinal de GPS por volta das 3 horas da madrugada (de Brasília/DF) de quinta-feira (25/12).
Em seguida, agentes foram ao apartamento do ex-diretor, localizado em São José/SC, e constataram que ele não estava na residência.
Após verificarem os sistema de câmeras do prédio, os agentes concluíram que ele esteve no apartamento até as 19h22min (de Brasília/DF) da véspera de Natal, na quarta-feira (24/12).
As imagens do circuito interno de TV mostraram Vasques colocando bolsas no porta-malas de um carro. Ele usava uma calça de moletom preta, camiseta cinza e um boné preto.
A PF também apontou que a fuga deve ter ocorrido com um carro alugado.
Na manhã de sexta-feira (26/12), a corporação confirmou que Silvinei foi preso no Paraguai e deve ser mandado de volta para o Brasil.
TRAMA GOLPISTA
Vasques foi condenado pelos crimes de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, Golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
Segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República) e a PF, Vasques determinou a realização de blitzes em localidades em que a chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha mais intenções de voto, com o objetivo de dificultar o acesso dos eleitores à urna, beneficiando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que tentava reeleição.
O ex-diretor da PRF foi preso preventivamente em Agosto de 2023 e passou um ano detido até o Ministro Alexandre de Moraes lhe conceder liberdade, provisória mediante o cumprimento de uma série de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e o cancelamento de seu passaporte.
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Brasília/DF - A tornozeleira eletrônica que monitorava o cumprimento da prisão domiciliar do ex-diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal) Silvinei Vasques parou de emitir sinal na madrugada de quinta-feira (25/12).
De acordo com a PF (Polícia Federal), o ex-diretor violou a tornozeleira eletrônica e fugiu para o Paraguai, onde foi detido pelas autoridades locais, nesta sexta-feira (26/12), ao tentar embarcar para outro país com passaporte falso.
As informações da fuga foram enviadas ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que decretou a prisão de Silvinei após a fuga.
Condenado a 24 anos e 6 meses de prisão na Ação Penal do Núcleo 2 da trama golpista, o ex-diretor cumpria prisão domiciliar e era monitorado por tornozeleira eletrônica.
De acordo com a PF, a tornozeleira parou de emitir sinal de GPS por volta das 3 horas da madrugada (de Brasília/DF) de quinta-feira (25/12).
Em seguida, agentes foram ao apartamento do ex-diretor, localizado em São José/SC, e constataram que ele não estava na residência.
Após verificarem os sistema de câmeras do prédio, os agentes concluíram que ele esteve no apartamento até as 19h22min (de Brasília/DF) da véspera de Natal, na quarta-feira (24/12).
As imagens do circuito interno de TV mostraram Vasques colocando bolsas no porta-malas de um carro. Ele usava uma calça de moletom preta, camiseta cinza e um boné preto.
A PF também apontou que a fuga deve ter ocorrido com um carro alugado.
Na manhã de sexta-feira (26/12), a corporação confirmou que Silvinei foi preso no Paraguai e deve ser mandado de volta para o Brasil.
TRAMA GOLPISTA
Vasques foi condenado pelos crimes de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, Golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
Segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República) e a PF, Vasques determinou a realização de blitzes em localidades em que a chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha mais intenções de voto, com o objetivo de dificultar o acesso dos eleitores à urna, beneficiando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que tentava reeleição.
O ex-diretor da PRF foi preso preventivamente em Agosto de 2023 e passou um ano detido até o Ministro Alexandre de Moraes lhe conceder liberdade, provisória mediante o cumprimento de uma série de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e o cancelamento de seu passaporte.
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