Lula defende que a Organização das Nações Unidas lidere governança da Inteligência Artificial

Paula Laboissière
Agência Brasil de Comunicação
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Foto: Ricardo Stuckert - Presidência da República
Brasília/DF - Em discurso na Cúpula sobre o Impacto da inteligência Artificial, em Nova Délhi, na Índia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira (19/02) um modelo de governança global da IA (Inteligência Artificial) liderada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

“A Quarta Revolução Industrial avança rapidamente enquanto o multilateralismo recua perigosamente. É nesse contexto que a governança global da inteligência artificial assume um papel estratégico. Toda inovação tecnológica de grande impacto possui caráter dual e nos confronta com questões éticas e políticas”, disse.

Em sua fala, Lula também destacou a iniciativa chinesa de criação de uma organização internacional para cooperação em Inteligência Artificial, com foco em países em desenvolvimento, além da Parceria Global em Inteligência Artificial, desenvolvida no âmbito do G7 (o grupo das maiores economias do mundo) sob as presidências canadense e francesa.

“Mas nenhum desses foros substitui a universalidade das Nações Unidas para uma governança internacional da Inteligência Artificial que seja multilateral, inclusiva e orientada ao desenvolvimento”, avaliou o presidente.

Lula acrescentou que a revolução digital e a Inteligência Aartificial impactam positivamente a produtividade industrial, os serviços públicos, a medicina, a segurança alimentar e energética, mas também podem fomentar discursos de ódio, desinformação, pornografia infantil e feminicídio.

“Conteúdos falsos manipulados por Inteligência Artificial distorcem processos eleitorais e põem em risco a Democracia. Os algoritmos não são apenas aplicações de códigos matemáticos que sustentam o mundo digital”, disse.

“O Brasil defende uma governança que reconheça a diversidade de trajetórias nacionais e garanta que a Inteligência Artificial fortaleça a Democracia, a coesão social e a soberania dos países”, concluiu.

A Cúpula sobre o Impacto da inteligência Artificial em Nova Délhi é o quarto encontro do chamado Processo de Bletchley, uma série de reuniões intergovernamentais sobre segurança e governança de Inteligência Artificial, iniciada em Bletchley Park, no Reino Unido, em Novembro de 2023.

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