Atividade econômica cai 0,7% em Março em razão da guerra do Irã

Gabriel Brum
Foto: Valter Campanato
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Brasília/DF - A atividade econômica brasileira caiu em Março, primeiro mês da guerra no Irã, segundo dados do BC (Banco Central) divulgados nesta segunda-feira (18/05).

O IBC-BR, índice que acompanha a Economia mês a mês, apontou recuo de 0,7% em relação a Fevereiro.

A queda foi registrada em todos os setores avaliados: arrecadação de impostos, agropecuária, indústria e serviços. Este último apresentou a maior redução, de 0,8%.

O Professor do Ibmec (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais), William Baghdassarian, explica que a Economia funciona com base em expectativas.

Com o cenário de incerteza provocado pela guerra, as empresas tendem a investir menos, o que leva a um menor movimento econômico.

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"O mundo inteiro acaba sendo afetado por isso. Essa forma de ser afetada tem efeitos em cadeia. Então, se você acredita que o combustível vai subir, você também acredita que a China vai ser afetada com isso. Se a China é afetada, a produção da China cai, ela importa menos. Logo se ela importa menos, o Brasil exporta menos. Então, você tem todo um efeito em cadeia, não por causa da guerra em si, mas pela expectativa. O medo de algo ruim acontecer é tão ruim quanto o algo ruim acontecer de fato".

William Baghdassarian acredita na resolução da guerra, mas alerta que as eleições podem ser outro fator de incerteza na Economia.

"Podemos ter, por exemplo, a resolução da guerra, mas com o aumento da incerteza política, o efeito prático será zero. Em política pública, para você conseguir isolar um efeito é muito difícil".

Apesar dos números negativos em Março, nos últimos 12 meses, o IBC-BR avançou 1,8%, segundo o Banco Central.

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