Rafael Cardoso
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Foto: Rawpick - FreepicK
Rio de Janeiro/RJ - Teve início nesta sexta-feira (29/05), no Rio de Janeiro/RJ, a 7ª Edição do Festival 3i.
O evento, que se estende até domingo (31/05), marca os 5 anos da AJOR (Associação de Jornalismo Digital) e reúne especialistas brasileiros e estrangeiros para debater os rumos da imprensa digital, o avanço da IA (Inteligência Artificial) e os desafios da cobertura das Eleições de 2026.
O Festival conta com a presença de referências globais do jornalismo contemporâneo.
Entre os convidados estão o italiano Mattia Peretti, especialista em IA aplicada às redações e fundador do News Alchemists; a paraguaia Jazmin Acuña, cofundadora do El Surti; a norte-americana Madison Karas, especialista em design de serviços para mídia; a queniana Daisy Okoti, editora de impacto do Nation Media Group; e Elizabeth Otálvaro, codiretora executiva do veículo colombiano Mutante.
Para a Diretora Executiva da AJOR, Maia Fortes, o Festival ocorre em um momento crucial para a Democracia e para o ecossistema de mídia no país.
“As eleições majoritárias de 2026 acontecem em um cenário de transformação acelerada. A Inteligência Artificial generativa reconfigura a relação com o público, a desinformação se amplifica em velocidade e escala sem precedentes e a sustentabilidade financeira segue como um desafio estrutural”, destacou Maia Fortes.
Siga o perfil do Blog do Teófilo no Facebook
A busca por relevância e a função social da profissão pautaram uma das principais discussões do dia.
A queniana Daisy Okoti, do Daily Nation, explicou que sua organização divide o retorno social em 3 categorias bem definidas.
“Para mim, o impacto é a evidência de que o Jornalismo cumpriu a sua promessa. Nós medimos isso em nível macro, quando uma denúncia gera a demissão de um funcionário corrupto; intermediário, quando há uma resposta institucional; e micro, quando um leitor nos escreve dizendo que aquele artigo o ajudou”, detalhou Okoti.
A colombiana Elizabeth Otálvaro apresentou a metodologia do Mutante, batizada de "conversa social", que se baseia em falar, compreender e agir para mudar a vida cotidiana das comunidades.
Ela citou como exemplo uma grande investigação sobre o vírus HPV.
“Identificamos pelo monitoramento social que as mulheres tinham medo e não falavam do diagnóstico por desinformação, achando que iam morrer. Convidamos um grupo para uma roda de conversa sobre o impacto emocional e isso se transformou em uma comunidade viva no WhatsApp. Foi um dos conteúdos mais visitados da nossa história e muito transformador”, relatou Otálvaro.
Para a paraguaia Jazmin Acuña, repensar as métricas tradicionais permitiu que o El Surtidor passasse a se enxergar não apenas como distribuidor de conteúdo, mas como veículo capaz de gerar mudanças.
Segundo ela, o site decidiu romper o isolamento da internet para estreitar os laços de confiança com a audiência.
“Decidimos não ficar apenas nas telas. Colaboramos com o público em investigações, organizamos fóruns, cruzamos arte com Jornalismo e abrimos as portas da nossa Redação. O melhor tipo de impacto é que as pessoas simplesmente se conectem e se organizem em relação aos assuntos que cobrimos”, defendeu Acuña.
AUDIÊNCIAS E FINANÇAS
A transformação nos hábitos de consumo de informação também pauta os debates.
Dados recentes apontam que 32% dos veículos online no Brasil são iniciativas individuais ou Blogs, e que 33% dos brasileiros afirmam se informar por meio de influenciadores digitais.
A viabilidade econômica dos veículos independentes e tradicionais fecha a agenda de urgências do setor.
O Festival joga luz sobre a queda no mercado de assinaturas e conteúdos pagos no Brasil, cujo percentual de leitores pagantes recuou de 20% em 2023 para 17% em 2025.
Siga o perfil do Blog do Teófilo no Facebook
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Foto: Rawpick - FreepicK
Rio de Janeiro/RJ - Teve início nesta sexta-feira (29/05), no Rio de Janeiro/RJ, a 7ª Edição do Festival 3i.
O evento, que se estende até domingo (31/05), marca os 5 anos da AJOR (Associação de Jornalismo Digital) e reúne especialistas brasileiros e estrangeiros para debater os rumos da imprensa digital, o avanço da IA (Inteligência Artificial) e os desafios da cobertura das Eleições de 2026.
O Festival conta com a presença de referências globais do jornalismo contemporâneo.
Entre os convidados estão o italiano Mattia Peretti, especialista em IA aplicada às redações e fundador do News Alchemists; a paraguaia Jazmin Acuña, cofundadora do El Surti; a norte-americana Madison Karas, especialista em design de serviços para mídia; a queniana Daisy Okoti, editora de impacto do Nation Media Group; e Elizabeth Otálvaro, codiretora executiva do veículo colombiano Mutante.
Para a Diretora Executiva da AJOR, Maia Fortes, o Festival ocorre em um momento crucial para a Democracia e para o ecossistema de mídia no país.
“As eleições majoritárias de 2026 acontecem em um cenário de transformação acelerada. A Inteligência Artificial generativa reconfigura a relação com o público, a desinformação se amplifica em velocidade e escala sem precedentes e a sustentabilidade financeira segue como um desafio estrutural”, destacou Maia Fortes.
Siga o perfil do Blog do Teófilo no Facebook
A busca por relevância e a função social da profissão pautaram uma das principais discussões do dia.
A queniana Daisy Okoti, do Daily Nation, explicou que sua organização divide o retorno social em 3 categorias bem definidas.
“Para mim, o impacto é a evidência de que o Jornalismo cumpriu a sua promessa. Nós medimos isso em nível macro, quando uma denúncia gera a demissão de um funcionário corrupto; intermediário, quando há uma resposta institucional; e micro, quando um leitor nos escreve dizendo que aquele artigo o ajudou”, detalhou Okoti.
A colombiana Elizabeth Otálvaro apresentou a metodologia do Mutante, batizada de "conversa social", que se baseia em falar, compreender e agir para mudar a vida cotidiana das comunidades.
Ela citou como exemplo uma grande investigação sobre o vírus HPV.
“Identificamos pelo monitoramento social que as mulheres tinham medo e não falavam do diagnóstico por desinformação, achando que iam morrer. Convidamos um grupo para uma roda de conversa sobre o impacto emocional e isso se transformou em uma comunidade viva no WhatsApp. Foi um dos conteúdos mais visitados da nossa história e muito transformador”, relatou Otálvaro.
Para a paraguaia Jazmin Acuña, repensar as métricas tradicionais permitiu que o El Surtidor passasse a se enxergar não apenas como distribuidor de conteúdo, mas como veículo capaz de gerar mudanças.
Segundo ela, o site decidiu romper o isolamento da internet para estreitar os laços de confiança com a audiência.
“Decidimos não ficar apenas nas telas. Colaboramos com o público em investigações, organizamos fóruns, cruzamos arte com Jornalismo e abrimos as portas da nossa Redação. O melhor tipo de impacto é que as pessoas simplesmente se conectem e se organizem em relação aos assuntos que cobrimos”, defendeu Acuña.
AUDIÊNCIAS E FINANÇAS
A transformação nos hábitos de consumo de informação também pauta os debates.
Dados recentes apontam que 32% dos veículos online no Brasil são iniciativas individuais ou Blogs, e que 33% dos brasileiros afirmam se informar por meio de influenciadores digitais.
A viabilidade econômica dos veículos independentes e tradicionais fecha a agenda de urgências do setor.
O Festival joga luz sobre a queda no mercado de assinaturas e conteúdos pagos no Brasil, cujo percentual de leitores pagantes recuou de 20% em 2023 para 17% em 2025.
Siga o perfil do Blog do Teófilo no Facebook

Comentários
Postar um comentário