Andreia Verdélio
Foto: Joédson Alves
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Brasília/DF - A previsão do mercado financeiro para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), referência oficial da inflação no país, passou de 4,86% para 4,89% este ano.
A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (04/05), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC (Banco Central) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela oitava semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.
Estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.
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Em Março, a alta dos preços em Transportes e Alimentação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,88% – ante 0,7% em Fevereiro.
O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,14%, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Para 2027, a projeção da inflação permaneceu em 4%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,64% e 3,5%, respectivamente.
TAXA SELIC
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,5% ao ano pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do BC.
Na última reunião, na semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio.
De Junho de 2025 a Março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos.
O Copom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação.
No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom.
Em nota, o colegiado não deu pistas sobre a evolução dos juros. O texto informou que está monitorando o conflito e os efeitos de um possível prolongamento sobre a inflação.
O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 16 e 17 de Junho.
Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 13% ao ano.
Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 11% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano.
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da Economia.
Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
PIB E CÂMBIO
Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%.
Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) caiu de 1,8% para 1,75%.
Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os 2 anos.
Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE.
Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.
No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,25 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,30.
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Brasília/DF - A previsão do mercado financeiro para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), referência oficial da inflação no país, passou de 4,86% para 4,89% este ano.
A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (04/05), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC (Banco Central) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela oitava semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.
Estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.
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Em Março, a alta dos preços em Transportes e Alimentação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,88% – ante 0,7% em Fevereiro.
O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,14%, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Para 2027, a projeção da inflação permaneceu em 4%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,64% e 3,5%, respectivamente.
TAXA SELIC
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,5% ao ano pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do BC.
Na última reunião, na semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio.
De Junho de 2025 a Março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos.
O Copom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação.
No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom.
Em nota, o colegiado não deu pistas sobre a evolução dos juros. O texto informou que está monitorando o conflito e os efeitos de um possível prolongamento sobre a inflação.
O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 16 e 17 de Junho.
Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 13% ao ano.
Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 11% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano.
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da Economia.
Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
PIB E CÂMBIO
Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%.
Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) caiu de 1,8% para 1,75%.
Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os 2 anos.
Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE.
Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.
No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,25 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,30.
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