Produtor do filme sobre Jair Bolsonaro, Mário Frias foge de notificação judicial

Rafael Cardoso
Foto: Marcello Casal Júnior
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Rio de Janeiro/RJ - O STF (Supremo Tribunal Federal) não conseguiu notificar o deputado federal Mário Frias (PL/SP) para prestar esclarecimentos sobre o envio de emendas parlamentares para uma ONG (Organização Não Governamental) ligada à produtora responsável pelas gravações da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Apontado como produtor-executivo do filme, Frias é alvo de uma apuração preliminar no STF sobre o suposto desvio de finalidade na destinação de R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil, uma entidade ligada à produtora audiovisual Go Up Entertainment, responsável pelas gravações do filme "Dark Horse", que ainda não foi lançado e retrata a trajetória política do ex-presidente.

Nesta segunda-feira (18/05), um oficial de justiça foi até o endereço do parlamentar em Brasília/DF, mas o porteiro do edifício informou que Frias não mora no local há 2 anos.

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O endereço foi indicado pela Câmara dos Deputados após o Ministro Flávio Dino, relator do caso, determinar a indicação do local de residência do parlamentar.

Na quarta-feira passada (13/05), o oficial fez uma ligação telefônica para o gabinete de Frias na Câmara dos Deputados, e a secretária do parlamentar disse que ele “estava em uma missão internacional” e não tem previsão de retorno.

O Supremo já tentou notificar Mário Frias em 31 de Março e nos dias 7 e 14 de Abril.

O caso chegou ao STF por meio de uma representação feita pela deputada Tabata Amaral (PSB/SP).
Frias sustenta que não há irregularidades nas emendas e cita um parecer da Advocacia da Câmara, que atesta a ausência de inconsistências ou vícios formais.

O filme que retrata a vida política de Bolsonaro veio à tona após o site The Intercept Brasil revelar que o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar as gravações.

Após a divulgação da conversa entre Flávio e Vorcaro, ocorrida em Novembro do ano passado, o senador negou ter combinado qualquer vantagem indevida com o banqueiro e disse que os recursos eram privados.

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