Comitê de Política Monetária avalia indicadores econômicos para decidir sobre Taxa Selic

Luciano Nascimento
Foto: Marcello Casal Júnior
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
São Luís/MA - O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central se reúne nesta terça-feira (16/06) e quarta-feira (17/06) para decidir sobre a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,5%.

O Copom vai avaliar os indicadores da economia brasileira e global e deliberar se há espaço para uma queda nos juros ou se a taxa permanecerá elevada por mais tempo.

Na última reunião, em Abril, por unanimidade, o Copom cortou os juros em 0,25 ponto percentual.

Essa foi a segunda vez seguida que o Comitê reduziu os juros, mas o corte ocorreu em ritmo menor.

Como justificativa, foram apontadas as incertezas sobre os desdobramentos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio e as expectativas para inflação em alta por período mais prolongado.

A Selic é considerada a principal referência de juros do país, com impacto em financiamentos, empréstimos, investimentos e no crédito para empresas e consumidores.

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Na ata divulgada, o Comitê não deu pistas sobre a evolução dos juros e informou que está monitorando o conflito e os efeitos de um possível prolongamento sobre a inflação, mas disse que colaborou para esse cenário a permanência de incertezas com relação à política econômica dos Estados Unidos.

“O Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, diz a ata.

Diante desse cenário, o mercado financeiro passou a elevar a estimativa para a Selic.

A previsão, divulgada no Boletim Focus dessa segunda-feira (15/06), é de que até o final de 2026 os juros fiquem em 13,5% ao ano, ante os 13,75% da semana passada.

O Boletim aponta ainda que as expectativas de inflação, medidas pelo IPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), seguem em alta, passando de 5,11% para 5,3% este ano.

Com as pressões econômicas da guerra no Oriente Médio, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima quarta semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC (Banco Central).

Estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

ESCALA 6X1
Nesta terça-feira (16/06), há ainda a expectativa de que o plenário da Câmara dos Deputados vote o Projeto de Lei) 1838/26, do Governo Federal que acaba com a escala 6X1 e destrave a pauta de votações.

Na segunda-feira (15/06), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos/PB) anunciou que convocou para tarde desta terça-feira (16/06) reunião do colégio de líderes para tratar do projeto.

O objetivo é que o relator da proposta, o deputado federal Léo Prates (Republicanos/BA), esclareça pontos do texto.
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“Convoquei reunião de líderes para amanhã [terça-feira, dia 16], às 14 horas [de Brasília/DF]. Na ocasião, o deputado @leopratesba vai esclarecer pontos do seu parecer sobre o PL [Projeto de Lei] que acaba com a escala 6x1, apesar de já termos aprovado a PEC [Proposta de Emenda Constitucional] sobre a redução da jornada de trabalho. Com a apreciação da matéria, destravamos a pauta da Casa”, escreveu Motta em uma rede social.

O projeto, encaminhado pelo Governo Federal em Abril, define em 40 horas semanais o limite da jornada na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), e 8 diárias, além de garantir ao trabalhador 2 repousos semanais remunerados de 24 horas consecutivas.

Por ter sido encaminhada em regime de urgência, a proposta está trancando a pauta do plenário da Câmara que só pode deliberar PECs (Propostas de Emenda à Constituição), Projetos de Decreto Legislativo e Rquerimentos de urgência até que o Projeto seja votado.

Prates deve manter os mesmos pontos da PEC aprovada no final de Maio e que acabou com a escala 6X1.

O texto reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e estabelece a escala de 5 dias de trabalho por 2 de folga (5x2). Atualmente, a PEC está em análise no Senado Federal.

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