Em carta deixada em vestiário, Seleção Iraniana pede paz entre nações

Paula Laboissière
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Foto: Site da FIFA
Brasília/DF - Em carta escrita à mão deixada no vestiário do Estádio de Los Angeles, nos Estados Unidos, a seleção de futebol do Irã agradeceu à cidade e aos iranianos que torceram pelo time em solo estadunidense e fez um apelo pela paz entre as nações.

Escrita em inglês, a mensagem foi encontrada quando a delegação já havia deixado o local, após o empate em 0-0 contra a Bélgica na fase classificatória da Copa do Mundo 2026, sediada nos Estados Unidos, no Canadá e no México.

“Da Pérsia antiga de milhares de anos atrás ao Irã civilizado de hoje, o espírito do Irã permanece vivo e inabalável”, descreve o texto.

“Viemos para Los Angeles com orgulho, competimos com honra e partimos com dignidade”.

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A carta cita a hospitalidade da cidade de Los Angeles e agradece aos iranianos que torceram pelo time durante a passagem na Califórnia.

“Que a paz, o respeito e a amizade prevaleçam entre todas as nações”, finaliza o texto.

INTOLERÂNCIA
Desde o início da competição, após cada partida disputada nos Estados Unidos, a Seleção Iraniana precisa retornar para Tijuana, no México, devido às restrições impostas à permanência da delegação em território estadunidense.

Inicialmente os iranianos ficariam hospedados no Arizona, nos Estados Unidos. Dias antes do início do torneio, porém, ficou acertada a mudança para a cidade de Tijuana, no México.

As três partidas da seleção do Irã na primeira fase, no entanto, ocorreram nos Estados Unidos.

Em meio ao imbróglio envolvendo os vistos estadunidenses para a delegação iraniana, a poucos dias do início do torneio, um funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos confirmou à agência Reuters a emissão dos documentos de entrada no país, destacando a concessão “aos atletas e à equipe de apoio necessária”.

“Não permitiremos que a Seleção Iraniana abuse desse sistema para levar terroristas para os Estados Unidos sob falsos pretextos”, acrescentou o funcionário do governo estadunidense na ocasião.

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