Ação busca isenção de IPTU para templos de matriz africana em Manaus/AM

Gabriel Corrêa
Repórter da Rádio Nacional
Foto: Marcello Casal Júnior
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
São Luís/MA - A Constituição Federal determina a não incidência do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) sobre templos de qualquer culto.

Os templos de religiões de matriz africana de Manaus/AM tentam garantir esse direito sem precisar de CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) ou criar associações formais.

Esse é o objetivo de uma Ação Civil Pública movida pelo MPF (Ministério Público Federal) contra a Prefeitura da capital do Amazonas.

Para conseguir a isenção, as comunidades de terreiro de Manaus/AM são obrigadas a apresentar documentos, como Estatuto Social e a inscrição no CNPJ.

O problema é que muitas delas funcionam de forma comunitária e tradicional, sem a estrutura de PJ (Pessoa Jurídica).

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De acordo com o MPF, a exigência dos documentos, na prática, atrapalha o exercício da fé, além de ser uma forma de discriminação e racismo religioso institucional contra dezenas de terreiros já mapeados na capital.

Nenhum terreiro conseguiu imunidade do IPTU até agora. Só que o benefício é garantido pela Constituição Federal para todos os templos religiosos, e tem sido acessado por outras denominações.

Ainda segundo a Procuradoria, a Prefeitura de Manaus/AM manteve a exigência do CNPJ, sob o argumento de "insegurança jurídica", por meio de uma portaria interna da Secretaria de Finanças.

Entretanto, uma Lei Municipal diz que basta comprovar a propriedade ou posse do imóvel, e que ele seja usado para fins religiosos.

A reportagem tentou contato com a prefeitura de Manaus, mas ainda não obteve resposta.

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