Vitor Abdala
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Foto: Luzitanija - Adobe Stock
Rio de Janeiro/RJ - O Governo Brasileiro divulgou nota repudiando a decisão dos Estados Unidos, anunciada nesta quarta-feira (15/07), de impor tarifas de 25% sobre produtos vindos do Brasil.
A medida estadunidense passa a valer a partir do próximo dia 22, com base em investigações feitas por Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos.
A nota, assinada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, destaca que o Brasil não reconhece a legitimidade dessas investigações, que não teriam amparo nas regras multilaterais de comércio.
E acrescenta que não há justificativa para medidas unilaterais dos Estados Unidos contra o Brasil.
“O dia 15 de Julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e Estados Unidos como um marco lastimável”.
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A nota diz ainda que a Lei de Reciprocidade Brasileira será acionada "imediatamente", além de instrumentos para solução de conflitos no âmbito da OMC (Organização Mundial do Comércio).
“O Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC”.
ALEGAÇÕES
A investigação iniciada há um ano pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu que certas práticas brasileiras são descabidas e oneram ou restringem o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores estadunidenses.
Entre as medidas citadas pelo USTR estão “práticas de comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais injustas; interferência anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal”.
Em sua defesa, no entanto, o Governo Brasileiro diz que as alegações contra o PIX e a regulação de plataformas digitais são descabidas.
“Bem como são absurdas as acusações sobre desmatamento. O PIX é um patrimônio do nosso povo e referência internacional de infraestrutura pública digital”, informa trecho da nota.
“No Brasil, não vamos abdicar de proteger nossas famílias e nossas crianças contra a ganância de um punhado de tecno-oligarcas”, completa.
Além disso, segue a nota, “a liberdade de expressão não é carta branca para a criminalidade. O mundo inteiro sabe que, a partir de 2023, combatemos de forma incisiva os ilícitos ambientais e reduzimos drasticamente o desmatamento em todos os biomas brasileiros”.
De acordo com a nota do Governo Brasileiro, nas Audiências Públicas promovidas pelo USTR na semana passada, houve 78 intervenções de representantes do setor privado dos dois países, das quais 63 foram contrárias ao tarifaço estadunidense.
“Segundo estatísticas do próprio governo norte-americano, os Estados Unidos acumularam nos últimos 15 anos US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil”, diz a nota da Presidência.
“Em 2025, 76% das importações originárias dos Estados Unidos entraram no país sem pagar imposto de importação, e a alíquota média efetivamente aplicada sobre produtos norte-americanos foi de apenas 3,1%”, acrescenta o texto.
A nota conclui informando que o Brasil continuará adotando medidas para reduzir os danos causados à economia do país e aos brasileiros e que seguirá buscando diversificar parceiros comerciais para abrir novos mercados para os produtos brasileiros.
“Por meio do Plano Brasil Soberano, manteremos medidas de proteção aos setores afetados por tarifas ilegais e arbitrariamente impostas pelo governo dos Estados Unidos, preservando empregos e a capacidade produtiva nacional”.
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Rio de Janeiro/RJ - O Governo Brasileiro divulgou nota repudiando a decisão dos Estados Unidos, anunciada nesta quarta-feira (15/07), de impor tarifas de 25% sobre produtos vindos do Brasil.
A medida estadunidense passa a valer a partir do próximo dia 22, com base em investigações feitas por Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos.
A nota, assinada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, destaca que o Brasil não reconhece a legitimidade dessas investigações, que não teriam amparo nas regras multilaterais de comércio.
E acrescenta que não há justificativa para medidas unilaterais dos Estados Unidos contra o Brasil.
“O dia 15 de Julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e Estados Unidos como um marco lastimável”.
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A nota diz ainda que a Lei de Reciprocidade Brasileira será acionada "imediatamente", além de instrumentos para solução de conflitos no âmbito da OMC (Organização Mundial do Comércio).
“O Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC”.
ALEGAÇÕES
A investigação iniciada há um ano pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu que certas práticas brasileiras são descabidas e oneram ou restringem o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores estadunidenses.
Entre as medidas citadas pelo USTR estão “práticas de comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais injustas; interferência anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal”.
Em sua defesa, no entanto, o Governo Brasileiro diz que as alegações contra o PIX e a regulação de plataformas digitais são descabidas.
“Bem como são absurdas as acusações sobre desmatamento. O PIX é um patrimônio do nosso povo e referência internacional de infraestrutura pública digital”, informa trecho da nota.
“No Brasil, não vamos abdicar de proteger nossas famílias e nossas crianças contra a ganância de um punhado de tecno-oligarcas”, completa.
Além disso, segue a nota, “a liberdade de expressão não é carta branca para a criminalidade. O mundo inteiro sabe que, a partir de 2023, combatemos de forma incisiva os ilícitos ambientais e reduzimos drasticamente o desmatamento em todos os biomas brasileiros”.
De acordo com a nota do Governo Brasileiro, nas Audiências Públicas promovidas pelo USTR na semana passada, houve 78 intervenções de representantes do setor privado dos dois países, das quais 63 foram contrárias ao tarifaço estadunidense.
“Segundo estatísticas do próprio governo norte-americano, os Estados Unidos acumularam nos últimos 15 anos US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil”, diz a nota da Presidência.
“Em 2025, 76% das importações originárias dos Estados Unidos entraram no país sem pagar imposto de importação, e a alíquota média efetivamente aplicada sobre produtos norte-americanos foi de apenas 3,1%”, acrescenta o texto.
A nota conclui informando que o Brasil continuará adotando medidas para reduzir os danos causados à economia do país e aos brasileiros e que seguirá buscando diversificar parceiros comerciais para abrir novos mercados para os produtos brasileiros.
“Por meio do Plano Brasil Soberano, manteremos medidas de proteção aos setores afetados por tarifas ilegais e arbitrariamente impostas pelo governo dos Estados Unidos, preservando empregos e a capacidade produtiva nacional”.
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