Lincoln Chaves
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Foto: Rafael Ribeiro - CBF
São Paulo/SP - Além da classificação às Quartas de Final da Copa do Mundo, o Brasil mira o fim de 2 tabus no jogo deste domingo (05/07), às 17 horas (de Brasília/DF), contra a Noruega, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A Seleção Canarinho busca a primeira vitória na história sobre a equipe escandina e voltar a superar um adversário europeu em um confronto eliminatório de Mundial.
A Noruega é a única seleção, das que o Brasil já enfrentou, que nunca foi derrotada pela Amarelinha.
São 4 partidas, com 2 empates e 2 vitórias do time nórdico.
O primeiro embate foi realizado em 28 de Julho de 1988, no Ullevaal Stadion, em Oslo, capital norueguesa, e terminou em 1-1.
Os donos da casa saíram na frente com Jan Age Fjortoft e o atacante Edmar, Medalhista de Prata na Olimpíada de Seul (na Coreia do Sul) no mesmo ano, deixou tudo igual.
Comandada por Carlos Alberto Silva, aquela Seleção Brasileira contava com 3 nomes que seriam Tetracampeões do Mundo em 1994: Taffarel, Jorginho e Romário.
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O time da Noruega, por sua vez, reunia jogadores cujos filhos são da atual geração.
Casos do goleiro Erik Thorstvedt, pai do meia Kristian Thorstvedt e de Goran Sorloth, cujo filho é o atacante Alexander Sorloth.
Os países voltaram a se encontrar em 30 de Maio de 1997, outra vez no Ullevaal. O Brasil detinha uma invencibilidade de 42 meses, anterior à conquista do Tetra, em 1994.
Mesmo com a dupla Ronaldo e Romário à frente, a Seleção dirigida por Zagallo levou 4-2 da Noruega, que balançou as redes com o meia Petter Rudi e os atacantes Egil Ostenstad e Tore André Flo. Este último marcou duas vezes e infernizou a defesa brasileira com seu 1,93 metro.
Aquela equipe também possui relação com a atual. O lateral Alf-Inge Haaland é pai do atacante Erling Haaland, principal jogador da Seleção Norueguesa.
Os negócios da família Haaland têm Ostenstad - que fez o quarto gol do triunfo nórdico - como um dos responsáveis. Já o meia Stale Solbakken é justamente o treinador da Noruega.
O terceiro duelo ocorreu no ano seguinte, na Copa da França, em Marselha.
Pela última rodada da Fase de Grupos, em 23 de Junho de 1998, o Brasil de Zagallo saiu na frente com o atacante Bebeto, mas levou a virada.
Flo, "carrasco brasileiro", deixou tudo igual e o meia Kjetil Rekdal, cobrando pênalti cometido pelo zagueiro Júnior Baiano, decretaram o 1-2.
Oito anos se passaram até que brasileiros e noruegueses realizaram o duelo mais recente do confronto.
Em 16 de Agosto de 2006, as seleções se enfrentaram mais uma vez em Oslo.
Os donos da casa abriram o placar com Morten Pedersen e o Daniel Carvalho garantiu o 1-1, evitando o revés na estreia de Dunga no comando do time Canarinho.
"Acho que isso [tabu contra a Noruega] pode servir para como motivação para que a gente possa tirar essa escrita. A gente espera que nesse jogo, que é tão especial para nós, possamos dar o melhor e sairmos felizes e contentes com a vitória", projetou o lateral brasileiro Douglas Santos, em entrevista coletiva na última sexta-feira (03/07).
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Ganhar da Noruega neste domingo (05/07) significaria, também, voltar a derrotar uma seleção da Europa em um jogo eliminatório de Copa desde a conquista do Pentacampeonato em 2002, em cima da Alemanha, em Yokohama, no Japão, com 2 gols do atacante Ronaldo Fenômeno.
Jejum que provocou quedas dolorosas e traumáticas nos últimos Mundiais.
A sequência negativa iniciou em 2006, na Copa da Alemanha. Nas Quartas de Final, o Brasil reencontrou a França sedento para vingar o Vice-Campeonato de 1998.
O problema é que o "carrasco" daquela final, o meia Zinedine Zidane, foi ainda mais brilhante.
Com gol do atacante Thierry Henry, os europeus venceram por 1-0 em Frankfurt e eliminaram os então atuais campeões, dirigidos por Carlos Alberto Parreira.
Quatro anos depois, na África do Sul, a Seleção Brasileira teve pela frente a Holanda.
No melhor primeiro tempo do time comandado por Dunga naquele Mundial, Robinho colocou o Brasil em vantagem.
Na pior segunda etapa possível, o volante Felipe Melo foi expulso e o meia Wesley Sneijder virou o placar. No fim, triunfo holandês por 2-1 em Port Elizabeth.
A queda na Copa de 2014 é a mais dolorosa.
Por um lado, a melhor campanha do Brasil desde o Penta, já que a equipe foi as Semifinais. Por outro, teve o inesquecível 7-1 aplicado pela Alemanha no Mineirão, em Belo Horizonte/MG.
Os volantes Toni Kroos (2) e Sami Khedira e os atacantes Thomas Müller, Miroslav Klose e André Schürrle (2) anotaram os gols do massacre. O meia Oscar fez o do time anfitrião.
Em 2018, na primeira Copa da "era Tite", nova eliminação nas Quartas de Final, desta vez para a Bélgica, com derrota por 1-2 em Kazan, na Rússia.
O gol contra do volante Fernandinho e o chute de fora da área do atacante Romelu Lukaku complicaram a missão brasileira já no primeiro tempo.
O meia Renato Augusto descontou na etapa final, mas foi insuficiente.
Na Copa anterior, em 2022, outra eliminação dolorida nas Quartas de Final.
Em Doha, capital do Catar, Brasil e Croácia ficaram no 0-0 no tempo normal. Na prorrogação, Neymar colocou a seleção de Tite em vantagem. A 4 minutos do fim, o também atacante Bruno Petkovic igualou e levou para os pênaltis.
Na marca da cal, os europeus levaram a melhor por 4-2, com o zagueiro Marquinhos perdendo a cobrança decisiva.
"Temos até certas conversas sobre o momento exato da eliminação [em edições anteriores] porque muitos dos nossos jogadores passaram por isso, mas é muito mais sobre não querer reviver aquele dia do que propriamente sobre o adversário ou a escola de onde ele vem, no caso a europeia. Para ganhar a Copa do Mundo, temos de passar por essas dificuldades. Que agora seja diferente e possamos contar uma outra história", sentenciou o atacante Matheus Cunha, também em entrevista coletiva na última sexta-feira (03/07).
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São Paulo/SP - Além da classificação às Quartas de Final da Copa do Mundo, o Brasil mira o fim de 2 tabus no jogo deste domingo (05/07), às 17 horas (de Brasília/DF), contra a Noruega, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A Seleção Canarinho busca a primeira vitória na história sobre a equipe escandina e voltar a superar um adversário europeu em um confronto eliminatório de Mundial.
A Noruega é a única seleção, das que o Brasil já enfrentou, que nunca foi derrotada pela Amarelinha.
São 4 partidas, com 2 empates e 2 vitórias do time nórdico.
O primeiro embate foi realizado em 28 de Julho de 1988, no Ullevaal Stadion, em Oslo, capital norueguesa, e terminou em 1-1.
Os donos da casa saíram na frente com Jan Age Fjortoft e o atacante Edmar, Medalhista de Prata na Olimpíada de Seul (na Coreia do Sul) no mesmo ano, deixou tudo igual.
Comandada por Carlos Alberto Silva, aquela Seleção Brasileira contava com 3 nomes que seriam Tetracampeões do Mundo em 1994: Taffarel, Jorginho e Romário.
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O time da Noruega, por sua vez, reunia jogadores cujos filhos são da atual geração.
Casos do goleiro Erik Thorstvedt, pai do meia Kristian Thorstvedt e de Goran Sorloth, cujo filho é o atacante Alexander Sorloth.
Os países voltaram a se encontrar em 30 de Maio de 1997, outra vez no Ullevaal. O Brasil detinha uma invencibilidade de 42 meses, anterior à conquista do Tetra, em 1994.
Mesmo com a dupla Ronaldo e Romário à frente, a Seleção dirigida por Zagallo levou 4-2 da Noruega, que balançou as redes com o meia Petter Rudi e os atacantes Egil Ostenstad e Tore André Flo. Este último marcou duas vezes e infernizou a defesa brasileira com seu 1,93 metro.
Aquela equipe também possui relação com a atual. O lateral Alf-Inge Haaland é pai do atacante Erling Haaland, principal jogador da Seleção Norueguesa.
Os negócios da família Haaland têm Ostenstad - que fez o quarto gol do triunfo nórdico - como um dos responsáveis. Já o meia Stale Solbakken é justamente o treinador da Noruega.
O terceiro duelo ocorreu no ano seguinte, na Copa da França, em Marselha.
Pela última rodada da Fase de Grupos, em 23 de Junho de 1998, o Brasil de Zagallo saiu na frente com o atacante Bebeto, mas levou a virada.
Flo, "carrasco brasileiro", deixou tudo igual e o meia Kjetil Rekdal, cobrando pênalti cometido pelo zagueiro Júnior Baiano, decretaram o 1-2.
Oito anos se passaram até que brasileiros e noruegueses realizaram o duelo mais recente do confronto.
Em 16 de Agosto de 2006, as seleções se enfrentaram mais uma vez em Oslo.
Os donos da casa abriram o placar com Morten Pedersen e o Daniel Carvalho garantiu o 1-1, evitando o revés na estreia de Dunga no comando do time Canarinho.
"Acho que isso [tabu contra a Noruega] pode servir para como motivação para que a gente possa tirar essa escrita. A gente espera que nesse jogo, que é tão especial para nós, possamos dar o melhor e sairmos felizes e contentes com a vitória", projetou o lateral brasileiro Douglas Santos, em entrevista coletiva na última sexta-feira (03/07).
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Ganhar da Noruega neste domingo (05/07) significaria, também, voltar a derrotar uma seleção da Europa em um jogo eliminatório de Copa desde a conquista do Pentacampeonato em 2002, em cima da Alemanha, em Yokohama, no Japão, com 2 gols do atacante Ronaldo Fenômeno.
Jejum que provocou quedas dolorosas e traumáticas nos últimos Mundiais.
A sequência negativa iniciou em 2006, na Copa da Alemanha. Nas Quartas de Final, o Brasil reencontrou a França sedento para vingar o Vice-Campeonato de 1998.
O problema é que o "carrasco" daquela final, o meia Zinedine Zidane, foi ainda mais brilhante.
Com gol do atacante Thierry Henry, os europeus venceram por 1-0 em Frankfurt e eliminaram os então atuais campeões, dirigidos por Carlos Alberto Parreira.
Quatro anos depois, na África do Sul, a Seleção Brasileira teve pela frente a Holanda.
No melhor primeiro tempo do time comandado por Dunga naquele Mundial, Robinho colocou o Brasil em vantagem.
Na pior segunda etapa possível, o volante Felipe Melo foi expulso e o meia Wesley Sneijder virou o placar. No fim, triunfo holandês por 2-1 em Port Elizabeth.
A queda na Copa de 2014 é a mais dolorosa.
Por um lado, a melhor campanha do Brasil desde o Penta, já que a equipe foi as Semifinais. Por outro, teve o inesquecível 7-1 aplicado pela Alemanha no Mineirão, em Belo Horizonte/MG.
Os volantes Toni Kroos (2) e Sami Khedira e os atacantes Thomas Müller, Miroslav Klose e André Schürrle (2) anotaram os gols do massacre. O meia Oscar fez o do time anfitrião.
Em 2018, na primeira Copa da "era Tite", nova eliminação nas Quartas de Final, desta vez para a Bélgica, com derrota por 1-2 em Kazan, na Rússia.
O gol contra do volante Fernandinho e o chute de fora da área do atacante Romelu Lukaku complicaram a missão brasileira já no primeiro tempo.
O meia Renato Augusto descontou na etapa final, mas foi insuficiente.
Na Copa anterior, em 2022, outra eliminação dolorida nas Quartas de Final.
Em Doha, capital do Catar, Brasil e Croácia ficaram no 0-0 no tempo normal. Na prorrogação, Neymar colocou a seleção de Tite em vantagem. A 4 minutos do fim, o também atacante Bruno Petkovic igualou e levou para os pênaltis.
Na marca da cal, os europeus levaram a melhor por 4-2, com o zagueiro Marquinhos perdendo a cobrança decisiva.
"Temos até certas conversas sobre o momento exato da eliminação [em edições anteriores] porque muitos dos nossos jogadores passaram por isso, mas é muito mais sobre não querer reviver aquele dia do que propriamente sobre o adversário ou a escola de onde ele vem, no caso a europeia. Para ganhar a Copa do Mundo, temos de passar por essas dificuldades. Que agora seja diferente e possamos contar uma outra história", sentenciou o atacante Matheus Cunha, também em entrevista coletiva na última sexta-feira (03/07).
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