Lincoln Chaves
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Fotos: Site da FIFA
São Paulo/SP - Foram 16 anos de espera até que uma nova e talentosa geração recolocasse a Espanha no topo do futebol.
Muitos dos ídolos da conquista de 2010, na África do Sul, estiveram em Nova Jersey, nos Estados Unidos, neste domingo (19/07).
Iker Casillas, Xavi Hernández, Carles Puyol, Andrés Iniesta - autor do gol daquele título - e até mesmo Joan Capdevilla, liberado de última hora para viajar aos Estados Unidos e que chegou lá a tempo de se emocionar com a sonhada segunda estrela.
Sim, a Fúria é, mais uma vez, Campeã da Copa do Mundo.
Os espanhóis tiveram pela frente os atuais donos da taça.
A vitória por 1-0 sobre a Argentina, na prorrogação, após um verdadeiro "amasso" durante 120 minutos de jogo, colocou a seleção europeia no grupo seleto de Bicampeões Mundiais, que também tem Uruguai e França - além, claro, daqueles com 3 ou mais títulos, como os próprios argentinos e, o maior de todos os ganhadores e único Pentacampeão, o Brasil.
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Diferentemente de 2010, o herói do título saiu do banco de reservas.
Mas, Ferran Torres e Iniesta têm algo em comum. No momento em que decidiram a Copa para a Espanha, ambos representavam o Barcelona.
Ao contrário do ex-meio-campista, revelado no clube catalão, o atacante Ferran Torres, de 26 anos, é cria do Valência e passou pelo Manchester City, da Inglaterra, antes de chegar ao Barça.
Com a sexta menor média de idade da Copa (26,2), a Fúria deixou um recado claro para 2030, quando será uma das sedes: é favorita para buscar o Tricampeonato.
Afinal, possui nomes como os meias Gavi e Pedri e o atacante Nico Williams - que sequer terão completado 30 anos - a caminho do terceiro Mundial.
Mesmo os veteranos do elenco, como o volante Rodri (terá 34 anos) ou o lateral Marc Cucurella (32), podem muito bem chegar lá.
E o que dizer de Lamine Yamal? O atacante de 19 anos é o mais jovem Campeão Mundial desde Ronaldo Fenômeno, que tinha 17 anos no Tetracampeonato, em 1994. Detalhe: o brasileiro nem a campo foi naquela campanha, enquanto Yamal é simplesmente a estrela da companhia espanhola - apesar de atuação discreta neste domingo (19/07).
O craque se tornou, também, o quarto mais novo da história a vencer uma Copa.
O líder da estatística? Pelé, na Suécia, em 1958, com 17 anos e 249 dias.
A Espanha ainda atingiu dois marcos históricos com a conquista deste domingo (19/07).
É a primeira vez que um país assegura, de forma simultânea, os títulos mundiais em ambos os gêneros. A Fúria foi a Campeã do Mundo Feminina em 2023, na edição realizada na Austrália e na Nova Zelândia.
No ano que vem, o Brasil sediará a Copa das mulheres. Será a vez das espanholas tentarem manter a unificação das taças.
Além disso, a Espanha tornou-se a Seleção com mais jogos de invencibilidade na história - e justamente em uma Final de Copa.
Com o triunfo sobre a Argentina, são agora 38 partidas sem derrotas, superando a sequência da Itália entre 2018 e 2021.
Curiosamente, a série positiva teve início contra o Brasil de Dorival Júnior, em um empate por 3-3, em 26 de Março de 2024, na capital Madri.
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Do lado argentino, frustração pelo adiamento do sonho do Tetracampeonato e do desejo de "vingar" a Copa de 1994, também nos Estados Unidos, quando Diego Maradona foi suspenso durante o torneio por doping.
Sem esquecer do adeus de Lionel Messi às Copas. Aos 39 anos, no sexto Mundial da carreira, o camisa 10 se despede com o título de 2022, dois vices (2014 e 2026) e o posto de segundo maior artilheiro da história do evento, com 21 gols.
Durante boa parte da Copa, Messi liderou a estatística, assumida na estreia, na vitória por 3-0 sobre a Argélia.
Ele, porém, foi ultrapassado no último sábado (18/07) pelo atacante Kylian Mbappé. O francês chegou a 22 gols na derrota por 4-6 para a Inglaterra, em Miami, nos Estados Unidos, na disputa do terceiro lugar.
POUCO FUTEBOL
Depois de um sábado (18/07) repleto de gols e ainda com a memória da movimentada final de 2022, com quatro gols no tempo normal e dois na prorrogação, a expectativa era de um primeiro tempo tão animado quanto neste domingo (19/07).
Bem longe disso. Com atuações abaixo do que podem apresentar, Espanha e Argentina demonstraram nervosismo e não saíram do zero.
A Fúria teve a iniciativa e as únicas oportunidades de gol, ainda que nenhuma dela realmente clara.
Aos 4 minutos, Yamal tabelou com o meia Dani Olmo, invadiu a área pela direita e finalizou, mas o chute desviou no zagueiro Lisandro Martínez e facilitou a defesa de Dibu Martínez.
Corta, então, para os 38 minutos, quando o meia Fabian Ruiz acionou Olmo na entrada da área e o meia, com um leve toquinho de calcanhar, ajeitou para Mikel Oyarzabal, de frente para o gol.
O atacante poderia ter devolvido para Ruiz, que passava sozinho pelas costas da marcação na esquerda, mas tentou o chute de primeira, parando em Dibu.
Já aos 42 minutos, foi a vez do lateral Marc Cucurella, acionado pela esquerda, bater cruzado, de fora da área, e mandar a bola rente à trave.
Foi o último lance de perigo da primeira etapa. A Argentina não conseguiu efetuar nenhuma finalização antes do intervalo.
ATAQUE CONTRA DEFESA
A pressão espanhola se intensificou na volta para o segundo tempo.
Com menos de um minuto, o volante Ezequiel Paredes - que tinha acabado de entrar, no lugar do meia Nico González - errou o passe na intermediária e a bola ficou com Alex Baena. O atacante carregou até a entrada da área e arrematou no canto esquerdo, mas Dibu se esticou para agarrar.
Sem deixar os argentinos passarem do meio-campo, a Espanha encurralava os sul-americanos com marcação, pressão e troca rápida de passes, procurando espaço para finalização.
Como aos 18 minutos, quando Olmo recebeu do meia Pedri (que substituiu Fabián Ruiz) na entrada da área e chutou. Dibu salvou e evitou o primeiro gol.
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Três minutos depois, foi a vez de Yamal ser lançado na área pela direita e fazer o cruzamento praticamente em cima da linha de fundo.
O atacante Ferran Torres - que entrara em campo um pouco antes, no lugar de Oyarzabal - conseguiu a cabeçada, mas mandou em cima do goleiro da Argentina.
A Espanha não diminuía o ritmo. Aos 31 minutos, o zagueiro Pau Cubarsi apareceu no ataque e arriscou da intermediária.
Dibu deu rebote e o meia Mikel Merino - outra novidade do técnico Luis de la Fuente para o segundo tempo, no lugar de Olmo - teve a chance de concluir na pequena área.
O chute, porém, acabou saindo alto e muito para o lado esquerdo, quase saindo pela linha lateral.
Se a missão da Argentina estava complicada no 11 contra 11, ela ficou mais difícil aos 47 do segundo tempo.
Em disputa no meio-campo, o volante Enzo Fernández acertou uma entrada forte em cima de Cubarsi e recebeu o segundo amarelo. A primeira expulsão em uma final de Copa desde o francês Zinedine Zidane na Decisão de 2006, na Alemanha, contra a Itália.
Aos 52 minutos, a Espanha teve uma última oportunidade, em cobrança de falta de Yamal, próxima à meia-lua.
O atacante buscou o ângulo esquerdo, mas a bola saiu um pouco mais baixa que o esperado. Dibu se esticou e espalmou, mais uma vez salvando os hermanos e levando o duelo para a prorrogação. A primeira dos espanhóis e a terceira dos argentinos na Copa.
TENTATIVA DE PÊNALTIS
A estratégia da Argentina era clara: diminuir o quanto fosse possível o ritmo para desequilibrar a Espanha e tentar forçar uma decisão para os pênaltis.
Dibu precisou trabalhar logo aos 2 minutos, defendendo uma cabeçada de Nico Williams (que entrou no lugar de Baena) na pequena área, após levantamento de Pedri.
Três minutos depois, o lateral Pedro Porro recebeu na direita e cruzou rasteiro para a área. Merino ganhou a dividida contra o zagueiro Nicolás Otamendi (que substituiu Lisandro Martínez, contundido, no fim do primeiro tempo) e a bola sobrou com Nico Williams, que mandou para as redes.
O gol foi anulado por falta de Merino, para desespero da Espanha.
Aos 12 minutos, mais uma vez, Nico Williams chamou o jogo. Agora na ponta esquerda. O atacante cruzou na medida para Merino, que desviou de cabeça e mandou a bola rente à trave.
Foi a 19ª finalização espanhola na partida, contra nenhuma - sim, nenhuma - dos argentinos até aquele momento.
A insistência da Fúria foi, enfim, coroada no primeiro ataque do segundo tempo da prorrogação: cruzamento de Pedro Porro da direita, ajeitada de Nico Williams para atrás na pequena área e Ferran Torres, de primeira, chutando forte para colocar a Espanha à frente. O próprio Ferran chegou a balançar as redes pouco depois, aos 7 minutos, ao finalizar na saída de Dibu. O lance, contudo, foi anulado por impedimento do atacante no momento da assistência de Yamal.
Somente aos 9 minutos a Argentina conseguiu registrar uma finalização, em cruzamento perigoso de Messi pela direita, que quase surpreendeu o goleiro Unai Simon.
Dois minutos depois, o camisa 10 assustou novamente, ao acertar um chute forte que só não foi em direção ao gol porque explodiu no rosto de Merino.
Nos instantes finais, a pressão mudou de lado e passou a ser da Argentina, em sequenciais cobranças de escanteio. Mas a Espanha, com somente um gol sofrido na Copa, segurou-se bem o suficiente para garantir a taça.
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São Paulo/SP - Foram 16 anos de espera até que uma nova e talentosa geração recolocasse a Espanha no topo do futebol.
Muitos dos ídolos da conquista de 2010, na África do Sul, estiveram em Nova Jersey, nos Estados Unidos, neste domingo (19/07).
Iker Casillas, Xavi Hernández, Carles Puyol, Andrés Iniesta - autor do gol daquele título - e até mesmo Joan Capdevilla, liberado de última hora para viajar aos Estados Unidos e que chegou lá a tempo de se emocionar com a sonhada segunda estrela.
Sim, a Fúria é, mais uma vez, Campeã da Copa do Mundo.
Os espanhóis tiveram pela frente os atuais donos da taça.
A vitória por 1-0 sobre a Argentina, na prorrogação, após um verdadeiro "amasso" durante 120 minutos de jogo, colocou a seleção europeia no grupo seleto de Bicampeões Mundiais, que também tem Uruguai e França - além, claro, daqueles com 3 ou mais títulos, como os próprios argentinos e, o maior de todos os ganhadores e único Pentacampeão, o Brasil.
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Diferentemente de 2010, o herói do título saiu do banco de reservas.
Mas, Ferran Torres e Iniesta têm algo em comum. No momento em que decidiram a Copa para a Espanha, ambos representavam o Barcelona.
Ao contrário do ex-meio-campista, revelado no clube catalão, o atacante Ferran Torres, de 26 anos, é cria do Valência e passou pelo Manchester City, da Inglaterra, antes de chegar ao Barça.
Com a sexta menor média de idade da Copa (26,2), a Fúria deixou um recado claro para 2030, quando será uma das sedes: é favorita para buscar o Tricampeonato.
Afinal, possui nomes como os meias Gavi e Pedri e o atacante Nico Williams - que sequer terão completado 30 anos - a caminho do terceiro Mundial.
Mesmo os veteranos do elenco, como o volante Rodri (terá 34 anos) ou o lateral Marc Cucurella (32), podem muito bem chegar lá.
E o que dizer de Lamine Yamal? O atacante de 19 anos é o mais jovem Campeão Mundial desde Ronaldo Fenômeno, que tinha 17 anos no Tetracampeonato, em 1994. Detalhe: o brasileiro nem a campo foi naquela campanha, enquanto Yamal é simplesmente a estrela da companhia espanhola - apesar de atuação discreta neste domingo (19/07).
O craque se tornou, também, o quarto mais novo da história a vencer uma Copa.
O líder da estatística? Pelé, na Suécia, em 1958, com 17 anos e 249 dias.
A Espanha ainda atingiu dois marcos históricos com a conquista deste domingo (19/07).
É a primeira vez que um país assegura, de forma simultânea, os títulos mundiais em ambos os gêneros. A Fúria foi a Campeã do Mundo Feminina em 2023, na edição realizada na Austrália e na Nova Zelândia.
No ano que vem, o Brasil sediará a Copa das mulheres. Será a vez das espanholas tentarem manter a unificação das taças.
Além disso, a Espanha tornou-se a Seleção com mais jogos de invencibilidade na história - e justamente em uma Final de Copa.
Com o triunfo sobre a Argentina, são agora 38 partidas sem derrotas, superando a sequência da Itália entre 2018 e 2021.
Curiosamente, a série positiva teve início contra o Brasil de Dorival Júnior, em um empate por 3-3, em 26 de Março de 2024, na capital Madri.
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Do lado argentino, frustração pelo adiamento do sonho do Tetracampeonato e do desejo de "vingar" a Copa de 1994, também nos Estados Unidos, quando Diego Maradona foi suspenso durante o torneio por doping.
Sem esquecer do adeus de Lionel Messi às Copas. Aos 39 anos, no sexto Mundial da carreira, o camisa 10 se despede com o título de 2022, dois vices (2014 e 2026) e o posto de segundo maior artilheiro da história do evento, com 21 gols.
Durante boa parte da Copa, Messi liderou a estatística, assumida na estreia, na vitória por 3-0 sobre a Argélia.
Ele, porém, foi ultrapassado no último sábado (18/07) pelo atacante Kylian Mbappé. O francês chegou a 22 gols na derrota por 4-6 para a Inglaterra, em Miami, nos Estados Unidos, na disputa do terceiro lugar.
POUCO FUTEBOL
Depois de um sábado (18/07) repleto de gols e ainda com a memória da movimentada final de 2022, com quatro gols no tempo normal e dois na prorrogação, a expectativa era de um primeiro tempo tão animado quanto neste domingo (19/07).
Bem longe disso. Com atuações abaixo do que podem apresentar, Espanha e Argentina demonstraram nervosismo e não saíram do zero.
A Fúria teve a iniciativa e as únicas oportunidades de gol, ainda que nenhuma dela realmente clara.
Aos 4 minutos, Yamal tabelou com o meia Dani Olmo, invadiu a área pela direita e finalizou, mas o chute desviou no zagueiro Lisandro Martínez e facilitou a defesa de Dibu Martínez.
Corta, então, para os 38 minutos, quando o meia Fabian Ruiz acionou Olmo na entrada da área e o meia, com um leve toquinho de calcanhar, ajeitou para Mikel Oyarzabal, de frente para o gol.
O atacante poderia ter devolvido para Ruiz, que passava sozinho pelas costas da marcação na esquerda, mas tentou o chute de primeira, parando em Dibu.
Já aos 42 minutos, foi a vez do lateral Marc Cucurella, acionado pela esquerda, bater cruzado, de fora da área, e mandar a bola rente à trave.
Foi o último lance de perigo da primeira etapa. A Argentina não conseguiu efetuar nenhuma finalização antes do intervalo.
ATAQUE CONTRA DEFESA
A pressão espanhola se intensificou na volta para o segundo tempo.
Com menos de um minuto, o volante Ezequiel Paredes - que tinha acabado de entrar, no lugar do meia Nico González - errou o passe na intermediária e a bola ficou com Alex Baena. O atacante carregou até a entrada da área e arrematou no canto esquerdo, mas Dibu se esticou para agarrar.
Sem deixar os argentinos passarem do meio-campo, a Espanha encurralava os sul-americanos com marcação, pressão e troca rápida de passes, procurando espaço para finalização.
Como aos 18 minutos, quando Olmo recebeu do meia Pedri (que substituiu Fabián Ruiz) na entrada da área e chutou. Dibu salvou e evitou o primeiro gol.
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Três minutos depois, foi a vez de Yamal ser lançado na área pela direita e fazer o cruzamento praticamente em cima da linha de fundo.
O atacante Ferran Torres - que entrara em campo um pouco antes, no lugar de Oyarzabal - conseguiu a cabeçada, mas mandou em cima do goleiro da Argentina.
A Espanha não diminuía o ritmo. Aos 31 minutos, o zagueiro Pau Cubarsi apareceu no ataque e arriscou da intermediária.
Dibu deu rebote e o meia Mikel Merino - outra novidade do técnico Luis de la Fuente para o segundo tempo, no lugar de Olmo - teve a chance de concluir na pequena área.
O chute, porém, acabou saindo alto e muito para o lado esquerdo, quase saindo pela linha lateral.
Se a missão da Argentina estava complicada no 11 contra 11, ela ficou mais difícil aos 47 do segundo tempo.
Em disputa no meio-campo, o volante Enzo Fernández acertou uma entrada forte em cima de Cubarsi e recebeu o segundo amarelo. A primeira expulsão em uma final de Copa desde o francês Zinedine Zidane na Decisão de 2006, na Alemanha, contra a Itália.
Aos 52 minutos, a Espanha teve uma última oportunidade, em cobrança de falta de Yamal, próxima à meia-lua.
O atacante buscou o ângulo esquerdo, mas a bola saiu um pouco mais baixa que o esperado. Dibu se esticou e espalmou, mais uma vez salvando os hermanos e levando o duelo para a prorrogação. A primeira dos espanhóis e a terceira dos argentinos na Copa.
TENTATIVA DE PÊNALTIS
A estratégia da Argentina era clara: diminuir o quanto fosse possível o ritmo para desequilibrar a Espanha e tentar forçar uma decisão para os pênaltis.
Dibu precisou trabalhar logo aos 2 minutos, defendendo uma cabeçada de Nico Williams (que entrou no lugar de Baena) na pequena área, após levantamento de Pedri.
Três minutos depois, o lateral Pedro Porro recebeu na direita e cruzou rasteiro para a área. Merino ganhou a dividida contra o zagueiro Nicolás Otamendi (que substituiu Lisandro Martínez, contundido, no fim do primeiro tempo) e a bola sobrou com Nico Williams, que mandou para as redes.
O gol foi anulado por falta de Merino, para desespero da Espanha.
Aos 12 minutos, mais uma vez, Nico Williams chamou o jogo. Agora na ponta esquerda. O atacante cruzou na medida para Merino, que desviou de cabeça e mandou a bola rente à trave.
Foi a 19ª finalização espanhola na partida, contra nenhuma - sim, nenhuma - dos argentinos até aquele momento.
A insistência da Fúria foi, enfim, coroada no primeiro ataque do segundo tempo da prorrogação: cruzamento de Pedro Porro da direita, ajeitada de Nico Williams para atrás na pequena área e Ferran Torres, de primeira, chutando forte para colocar a Espanha à frente. O próprio Ferran chegou a balançar as redes pouco depois, aos 7 minutos, ao finalizar na saída de Dibu. O lance, contudo, foi anulado por impedimento do atacante no momento da assistência de Yamal.
Somente aos 9 minutos a Argentina conseguiu registrar uma finalização, em cruzamento perigoso de Messi pela direita, que quase surpreendeu o goleiro Unai Simon.
Dois minutos depois, o camisa 10 assustou novamente, ao acertar um chute forte que só não foi em direção ao gol porque explodiu no rosto de Merino.
Nos instantes finais, a pressão mudou de lado e passou a ser da Argentina, em sequenciais cobranças de escanteio. Mas a Espanha, com somente um gol sofrido na Copa, segurou-se bem o suficiente para garantir a taça.
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