Ministro Alexandre de Moraes revoga uso de tornozeleira para ex-prefeito de Belford Roxo/RJ

Douglas Corrêa
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Foto: Perfil do Instagram de Márcio Canella
Rio de Janeiro/RJ - O Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes revogou o uso de tornozeleira eletrônica pelo ex-prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, Márcio Correia de Oliveira (conhecido como Márcio Canella) e pelo sargento da Polícia Militar Antônio Gomes da Silva Neto, responsável pela escolta do político.

Também por decisão de Moraes, ambos estavam desde o dia 10 de Julho em liberdade provisória, mediante o cumprimento de medidas cautelares, anuladas agora pelo Magistrado.

Ambos são investigados no Inquérito que apura a atuação de grupos criminosos violentos no Estado do Rio de Janeiro e suas possíveis conexões com agentes públicos.

O Inquérito é decorrente das medidas impostas pelo STF no julgamento da ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 635, conhecida como ADPF das Favelas.

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Márcio Canella e o policial militar Antônio da Silva Neto foram presos em flagrante por porte ilegal de arma de fogo no dia 7 deste mês, na sexta fase da operação Unha e Carne da Polícia Federal, que apura suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma rede de postos de combustíveis no Rio de Janeiro, que teria a participação de agentes políticos.

Na decisão, Moraes afirma que os elementos colhidos até o momento indicam que os esclarecimentos prestados pelas defesas de Canella e do policial militar “não permitem concluir que houve a prática do delito de porte ilegal de arma de fogo, uma vez que os artefatos bélicos apreendidos aparentam estar regularmente registrados e acautelados a policiais militares identificados pela própria PM”.

O relator observou que eventuais irregularidades relacionadas à cessão de policiais, ao acautelamento dos armamentos ou ao uso das armas em desacordo com normas internas da corporação devem ser apuradas na esfera administrativa pelos órgãos competentes.

Segundo o ministro Alexandre de Moraes, “neste momento, essas questões não apresentam repercussão penal imediata”.

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