Bruno de Freitas Moura
Foto: Marcelo Camargo
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Rio de Janeiro/RJ - A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) divulgou nesta semana recomendações de políticas sustentáveis sobre o setor agrícola e sugestões de prioridades para candidatos a cargos legislativos e executivos nas Eleições de Outubro.
A publicação é baseada em evidências científicas e defende a ampliação e a estabilidade dos investimentos em Ciência, Tecnologia, inovação e inclusão socioprodutiva.
O documento Agenda Estratégica Para Agricultura do Brasil: Contribuições de Pesquisa e Inovação está disponível no site da empresa, vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária.
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Os técnicos da Embrapa entendem que a Agricultura ocupa posição estratégica para o Brasil, pela contribuição para a Economia, pela relação com a segurança alimentar e pela necessidade de adaptação às mudanças do clima, transição energética e o desenvolvimento territorial.
Para os autores, o conteúdo pode subsidiar programas de governo e iniciativas legislativas relacionadas ao setor agropecuário.
O documento ressalta o tamanho do agronegócio brasileiro.
De acordo com a Embrapa, o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos) do agro chegou a R$ 3,2 trilhões em 2025, representando 25% do PIB do país.
As atividades no campo ocupavam 28,4 milhões de pessoas no ano passado, quando o Brasil exportou US$ 169,2 bilhões (quase R$ 900 bilhões), o que equivale a 48,5% do total que o Brasil vendeu para o exterior.
A Embrapa trabalha, entre outras coisas, no melhoramento genético de sementes para aumentar a tolerância a estresses ambientais, como seca, calor, excesso de água e salinidade.
Nos cálculos da empresa de inovação agropecuária, cada real investido na Embrapa retorna R$ 27,12 à sociedade brasileira.
TEMAS ESTRATÉGICOS
A carta de recomendações destaca 6 temas estratégicos para a agricultura brasileira:
* Segurança alimentar e nutricional;
** Agricultura sustentável e resiliência à mudança do clima;
*** Bioeconomia e desenvolvimento sustentável;
**** Transição energética e bioenergia;
***** Desenvolvimento territorial e inclusão produtiva no meio rural;
****** Transformação digital no meio rural.
Ao defender a segurança alimentar, o documento inclui o objetivo de reduzir a dependência de insumos importados.
“A insuficiência de investimentos contínuos em pesquisa, inovação e inclusão produtiva aumenta as vulnerabilidades”, diz um trecho do documento.
“Amplia a dependência de insumos importados. Eleva a exposição a choques climáticos, sanitários e geopolíticos”, sustenta a Embrapa.
Ainda de acordo com a publicação, a agricultura brasileira pode se referência na produção sustentável.
“Como uma das maiores potências mundiais em agricultura tropical, o Brasil reúne condições únicas para se consolidar como referência global em produção sustentável e de baixa emissão de carbono, conciliando competitividade, segurança alimentar e conservação ambiental”.
A empresa cita projeção do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) de que a demora em adotar medidas para enfrentar as mudanças climáticas pode custar R$ 17,1 trilhões à Economia até 2050.
Os técnicos acreditam que, ao ampliar investimentos em Bioenergia, Biocombustíveis, Biogás, Biometano e Bioinsumos, o Brasil pode expandir a participação nos mercados da Economia de baixo carbono, agregar valor à produção agropecuária, diversificar a matriz energética e estimular o desenvolvimento regional.
“O fortalecimento dessas capacidades permitirá consolidar vantagens competitivas já existentes e posicionar o país como referência global em soluções sustentáveis para Energia, Clima e Bioeconomia”, escrevem.
A Embrapa contextualiza que a transformação digital está redefinindo a agricultura mundial.
São citados avanços como Inteligência Artificial, Internet das Coisas, sensoriamento remoto, automação, sistemas geoespaciais e agricultura de precisão.
“A ampliação da conectividade rural tornou-se condição essencial para a modernização da agricultura”, assinala.
Os autores da publicação entendem que a atuação do Poder Executivo na agenda agropecuária deve estar orientada pela consolidação de uma estratégia de desenvolvimento rural sustentável, competitividade econômica, segurança alimentar e inclusão produtiva.
Já o Legislativo deve se voltar à definição das condições institucionais, regulatórias e Orçamentárias.
“Sua atuação é determinante para assegurar estabilidade de políticas públicas e previsibilidade para investimentos de longo prazo”, aponta.
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Agência Brasil de Comunicação
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Rio de Janeiro/RJ - A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) divulgou nesta semana recomendações de políticas sustentáveis sobre o setor agrícola e sugestões de prioridades para candidatos a cargos legislativos e executivos nas Eleições de Outubro.
A publicação é baseada em evidências científicas e defende a ampliação e a estabilidade dos investimentos em Ciência, Tecnologia, inovação e inclusão socioprodutiva.
O documento Agenda Estratégica Para Agricultura do Brasil: Contribuições de Pesquisa e Inovação está disponível no site da empresa, vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária.
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Os técnicos da Embrapa entendem que a Agricultura ocupa posição estratégica para o Brasil, pela contribuição para a Economia, pela relação com a segurança alimentar e pela necessidade de adaptação às mudanças do clima, transição energética e o desenvolvimento territorial.
Para os autores, o conteúdo pode subsidiar programas de governo e iniciativas legislativas relacionadas ao setor agropecuário.
O documento ressalta o tamanho do agronegócio brasileiro.
De acordo com a Embrapa, o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos) do agro chegou a R$ 3,2 trilhões em 2025, representando 25% do PIB do país.
As atividades no campo ocupavam 28,4 milhões de pessoas no ano passado, quando o Brasil exportou US$ 169,2 bilhões (quase R$ 900 bilhões), o que equivale a 48,5% do total que o Brasil vendeu para o exterior.
A Embrapa trabalha, entre outras coisas, no melhoramento genético de sementes para aumentar a tolerância a estresses ambientais, como seca, calor, excesso de água e salinidade.
Nos cálculos da empresa de inovação agropecuária, cada real investido na Embrapa retorna R$ 27,12 à sociedade brasileira.
TEMAS ESTRATÉGICOS
A carta de recomendações destaca 6 temas estratégicos para a agricultura brasileira:
* Segurança alimentar e nutricional;
** Agricultura sustentável e resiliência à mudança do clima;
*** Bioeconomia e desenvolvimento sustentável;
**** Transição energética e bioenergia;
***** Desenvolvimento territorial e inclusão produtiva no meio rural;
****** Transformação digital no meio rural.
Ao defender a segurança alimentar, o documento inclui o objetivo de reduzir a dependência de insumos importados.
“A insuficiência de investimentos contínuos em pesquisa, inovação e inclusão produtiva aumenta as vulnerabilidades”, diz um trecho do documento.
“Amplia a dependência de insumos importados. Eleva a exposição a choques climáticos, sanitários e geopolíticos”, sustenta a Embrapa.
Ainda de acordo com a publicação, a agricultura brasileira pode se referência na produção sustentável.
“Como uma das maiores potências mundiais em agricultura tropical, o Brasil reúne condições únicas para se consolidar como referência global em produção sustentável e de baixa emissão de carbono, conciliando competitividade, segurança alimentar e conservação ambiental”.
A empresa cita projeção do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) de que a demora em adotar medidas para enfrentar as mudanças climáticas pode custar R$ 17,1 trilhões à Economia até 2050.
Os técnicos acreditam que, ao ampliar investimentos em Bioenergia, Biocombustíveis, Biogás, Biometano e Bioinsumos, o Brasil pode expandir a participação nos mercados da Economia de baixo carbono, agregar valor à produção agropecuária, diversificar a matriz energética e estimular o desenvolvimento regional.
“O fortalecimento dessas capacidades permitirá consolidar vantagens competitivas já existentes e posicionar o país como referência global em soluções sustentáveis para Energia, Clima e Bioeconomia”, escrevem.
A Embrapa contextualiza que a transformação digital está redefinindo a agricultura mundial.
São citados avanços como Inteligência Artificial, Internet das Coisas, sensoriamento remoto, automação, sistemas geoespaciais e agricultura de precisão.
“A ampliação da conectividade rural tornou-se condição essencial para a modernização da agricultura”, assinala.
Os autores da publicação entendem que a atuação do Poder Executivo na agenda agropecuária deve estar orientada pela consolidação de uma estratégia de desenvolvimento rural sustentável, competitividade econômica, segurança alimentar e inclusão produtiva.
Já o Legislativo deve se voltar à definição das condições institucionais, regulatórias e Orçamentárias.
“Sua atuação é determinante para assegurar estabilidade de políticas públicas e previsibilidade para investimentos de longo prazo”, aponta.
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