André Mendonça nega acesso a dados de celular de Vorcaro a outros Ministros

Marcelo Brandão
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Foto: Carlos Moura - SCO/STF
Secretaria de Comunicação do Supremo Tribunal Federal
Brasília/DF - André Mendonça, Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) afirmou, neste domingo (13/09), que disponibilizar aos colegas de Tribunal todos os dados do telefone celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro contribuiria para “tumultuar o julgamento” marcado para a próxima terça-feira (15/09) e colocar as investigações em risco.

Nesta data, o STF terá uma sessão plenária extraordinária para decidir sobre a abertura de uma possível investigação a respeito de supostas relações do Ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro.

Segundo o Ministro Mendonça, “todo o material utilizado para o julgamento” do dia 15 já está disponível aos Ministros.

Por outro lado, ele questionou a pertinência de revelar a todos os Ministros todo o conteúdo extraído do telefone do ex-dono do Banco Master.

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“A inserção de elementos adicionais, que não constam dos autos até o presente momento, o que inclui a abertura de todas as informações contidas no celular do senhor Daniel Vorcaro, somente contribuiria para tumultuar o julgamento, bem como colocaria em risco todo o seguimento e êxito das investigações, dando ensejo à suscitação de questionamentos de toda ordem, para desviar o feito especificamente apregoado para julgamento de seu caminho natural”, disse Mendonça em despacho publicado neste domingo (13/09).

O posicionamento de Mendonça veio como resposta a uma demanda de outros Ministros para ter acesso à integra dos dados encontrados no aparelho do dono do Banco Master.

Os Ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin já manifestaram interesse em receber esses dados.

CRISE INTERNA
Até o momento, foram tornados públicos dados do celular de Vorcaro relativos a conversas com o Ministro Alexandre de Moraes.

Mendonça também derrubou o sigilo de conversas de Vorcaro com aliados sobre o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e o Diretor-Geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

A revelação das conversas envolvendo o banqueiro, atualmente preso sob acusação de fraudes financeiras, com Moraes, desencadeou uma crise na STF.

Em resposta, Moraes incluiu acusações contra Mendonça no âmbito do inquérito das Fake News.

O relatório dizia que Mendonça teria, em tese, praticado uma série de condutas tipificadas como improbidade administrativa, abuso de autoridade e favorecimento a determinados grupos políticos.

Como efeito imediato da troca de farpas entre Mendonça e Moraes, Fachin decidiu tirar de Moraes a relatoria do inquérito das Fake News.

Além disso, no próximo dia 23 está marcada uma outra sessão na STF, para analisar o pedido de investigação contra André Mendonça.

Segundo Fachin, o procedimento envolvendo o Ministro ainda está em fase de instrução e não reúne, neste momento, todos os elementos necessários para ser levado ao plenário.

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