Do Site da CBF
Foto: Thiago Ribeiro - Staff Images/CBF
Confederação Brasileira de Futebol
www.cbf.com.br
Rio de Janeiro/RJ - A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) fez nesta segunda-feira (21/09), no Rio de Janeiro/RJ, a 4ª reunião com clubes das Séries A e B dentro do processo de construção de uma liga do Futebol Brasileiro e valorização das competições.
Em votação, clubes e federações aprovaram a redução gradativa do limite de atletas estrangeiros em súmula e a reformulação das grades e dos horários das partidas das 2 Divisões do Campeonato Brasileiro.
Na oportunidade, representantes dos 40 clubes das Séries A e B e das federações estaduais assistiram a uma apresentação sobre o atual cenário do futebol brasileiro.
O conteúdo faz parte de um estudo da CBF Academy a partir na revisão das regras de inscrição de atletas, incluindo o número de estrangeiros, e a padronização dos dias e horários das partidas das Séries A e B.
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“Com o objetivo de melhorar o produto do Futebol Brasileiro, trouxemos hoje duas medidas: uma relacionada à dimensão de jovens talentos, a gente tem um diagnóstico de que os jogadores Sub-23 brasileiros têm jogado cada vez menos, em contrapartida o número de estrangeiros aumentou substancialmente nos últimos anos, e isso fez com que os jovens brasileiros tenham cada vez menos espaço”, disse o Diretor Executivo da CBF, Helder Melillo.
“A medida que propomos agora mantém um número importante de estrangeiros, entendemos a importância do estrangeiro no futebol brasileiro, mas, tanto com a redução do limite de estrangeiros, quanto com alterações no molde de inscrição de atletas na competição, tentamos dar mais espaço para os jogadores Sub-23 e melhorar a qualidade técnica dos nossos times, principalmente no médio e longo prazo”, continuou Melillo.
“O segundo objetivo, em relação à padronização de horários, é que temos um diagnóstico que hoje os jogos concorrem em variados horários”.
“A nossa proposta foi de trazer uma grade fixa de horários para depois debater com os detentores que compraram o Campeonato Brasileiro, tanto da Série A quanto da Série B, para a gente ter de fato um horário padrão do futebol brasileiro”, conclui Helder Melillo.
O estudo elaborado pela CBF Academy e apresentado pela CBF aponta uma elevação da idade média dos jogadores da Série A, que passou de 27,3 anos em 2021 para 28,5 em 2026.
O comparativo apresentado mostra que o Brasil possui a maior média de idade entre as 6 ligas analisadas (Espanha, Alemanha, Inglaterra, França e Itália completam a análise).
O cenário também aparece nas contratações: a idade média dos reforços que chegam aos clubes brasileiros é de 26,3 anos, acima das principais ligas europeias analisadas.
O cenário se reflete também nos indicadores físicos: os dados apresentados mostram que o Brasileirão registra menor volume de corridas em alta velocidade (entre 20 e 25 quilômetros por hora) e de sprints (acima de 25 quilômetros por hora) na comparação com as principais ligas europeias.
O estudo aponta ainda que jogadores entre 18 e 24 anos apresentam desempenho superior nessas métricas de intensidade, justamente a faixa etária que vem perdendo participação no futebol brasileiro.
O recorte analisado evidencia que estes dados coincidem com a mudança no perfil de contratações e a atual composição do futebol brasileiro.
Enquanto a chegada de jogadores veteranos e estrangeiros aumenta neste período, a minutagem de jogadores formados nas categorias de base dos clubes brasileiros diminui.
Em 2026, atletas Sub-23 registraram 13,8% dos minutos disputados na Série A.
O percentual é inferior ao registrado em França (38%), Inglaterra (32%), Espanha (31%), Alemanha (28%) e Itália (28%).
Entre 2020 e 2026, a participação de estrangeiros com mais de 23 anos cresceu 3,2 vezes, passando de 7,8% para 25% dos minutos da Série A.
No mesmo intervalo, a minutagem dos brasileiros Sub-23 caiu de 28,3% para 11,5%.
Somados brasileiros e estrangeiros, os atletas Sub-23 ocupam atualmente 13,8% dos minutos no país, enquanto nas principais ligas europeias analisadas o índice varia entre 28% e 38%.
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Em votação, clubes e federações aprovaram a redução gradativa do limite de atletas estrangeiros em súmula e a reformulação das grades e dos horários das partidas das 2 Divisões do Campeonato Brasileiro.
Na oportunidade, representantes dos 40 clubes das Séries A e B e das federações estaduais assistiram a uma apresentação sobre o atual cenário do futebol brasileiro.
O conteúdo faz parte de um estudo da CBF Academy a partir na revisão das regras de inscrição de atletas, incluindo o número de estrangeiros, e a padronização dos dias e horários das partidas das Séries A e B.
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“Com o objetivo de melhorar o produto do Futebol Brasileiro, trouxemos hoje duas medidas: uma relacionada à dimensão de jovens talentos, a gente tem um diagnóstico de que os jogadores Sub-23 brasileiros têm jogado cada vez menos, em contrapartida o número de estrangeiros aumentou substancialmente nos últimos anos, e isso fez com que os jovens brasileiros tenham cada vez menos espaço”, disse o Diretor Executivo da CBF, Helder Melillo.
“A medida que propomos agora mantém um número importante de estrangeiros, entendemos a importância do estrangeiro no futebol brasileiro, mas, tanto com a redução do limite de estrangeiros, quanto com alterações no molde de inscrição de atletas na competição, tentamos dar mais espaço para os jogadores Sub-23 e melhorar a qualidade técnica dos nossos times, principalmente no médio e longo prazo”, continuou Melillo.
“O segundo objetivo, em relação à padronização de horários, é que temos um diagnóstico que hoje os jogos concorrem em variados horários”.
“A nossa proposta foi de trazer uma grade fixa de horários para depois debater com os detentores que compraram o Campeonato Brasileiro, tanto da Série A quanto da Série B, para a gente ter de fato um horário padrão do futebol brasileiro”, conclui Helder Melillo.
O estudo elaborado pela CBF Academy e apresentado pela CBF aponta uma elevação da idade média dos jogadores da Série A, que passou de 27,3 anos em 2021 para 28,5 em 2026.
O comparativo apresentado mostra que o Brasil possui a maior média de idade entre as 6 ligas analisadas (Espanha, Alemanha, Inglaterra, França e Itália completam a análise).
O cenário também aparece nas contratações: a idade média dos reforços que chegam aos clubes brasileiros é de 26,3 anos, acima das principais ligas europeias analisadas.
O cenário se reflete também nos indicadores físicos: os dados apresentados mostram que o Brasileirão registra menor volume de corridas em alta velocidade (entre 20 e 25 quilômetros por hora) e de sprints (acima de 25 quilômetros por hora) na comparação com as principais ligas europeias.
O estudo aponta ainda que jogadores entre 18 e 24 anos apresentam desempenho superior nessas métricas de intensidade, justamente a faixa etária que vem perdendo participação no futebol brasileiro.
O recorte analisado evidencia que estes dados coincidem com a mudança no perfil de contratações e a atual composição do futebol brasileiro.
Enquanto a chegada de jogadores veteranos e estrangeiros aumenta neste período, a minutagem de jogadores formados nas categorias de base dos clubes brasileiros diminui.
Em 2026, atletas Sub-23 registraram 13,8% dos minutos disputados na Série A.
O percentual é inferior ao registrado em França (38%), Inglaterra (32%), Espanha (31%), Alemanha (28%) e Itália (28%).
Entre 2020 e 2026, a participação de estrangeiros com mais de 23 anos cresceu 3,2 vezes, passando de 7,8% para 25% dos minutos da Série A.
No mesmo intervalo, a minutagem dos brasileiros Sub-23 caiu de 28,3% para 11,5%.
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