André Richter
Foto: Valter Campanato
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Brasília/DF - O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) começa a analisar na manhã desta terça-feira (15/09) se o Ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado pela suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O plenário da Corte foi acionado pelo Ministro André Mendonça, antigo relator do Caso Master, após a apuração da PF (Polícia Federal) identificar que Vorcaro entrou em contato com um número de celular atribuído a Moraes.
As mensagens foram captadas pela PF a partir da quebra do sigilo do celular do ex-banqueiro, que está preso pelas investigações da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo BRB (Banco de Brasília), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal.
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De acordo com o procedimento definido pelo presidente do STF e novo relator do caso, Ministro Edson Fachin, a sessão será aberta às 10 horas (de Brasília/DF).
Em seguida, a secretária da sessão fará a leitura da ata da sessão anterior, e Fachin vai fazer as saudações de praxe a todos os Ministros.
O Ministro chamará o processo para julgamento e fará a leitura do relatório do caso.
Depois, a palavra será dada à PGR (Procuradoria-Geral da República).
Após a manifestação da Procuradoria, a votação será iniciada.
O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão.
O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.
A participação de Dias Toffoli também não está confirmada.
No início deste ano, Toffoli declarou-se impedido de participar de julgamentos sobre o Caso Master após a imprensa revelar que o Ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco.
O rito previsto pode ser interrompido por uma questão de ordem, que poderá ser suscitada por qualquer Ministro.
Além disso, poderá ocorrer um pedido de vista para suspender a deliberação.
ENTENDA
O caso veio à tona no dia 01 de Setembro, quando André Mendonça, antigo relator, retirou o sigilo do caso e encaminhou as conversas para Fachin.
Conforme a Constituição e o Regimento Interno do STF, cabe ao plenário julgar membros do Tribunal.
A investigação aponta que Vorcaro trocou cerca de 50 mensagens com número atribuído ao Ministro antes de ser preso, em 17 de Novembro do ano passado.
Moraes não é relator do caso Master no STF, mas passou a ter contato com Vorcaro após o escritório de advocacia Barci de Moraes, que pertence à família do Ministro, prestar serviços ao banco.
No dia 15 de Novembro de 2025, Vorcaro demonstrou preocupação com o avanço das investigações da PF, que ainda estavam em tramitação na primeira instância da Justiça Federal em Brasília/DF, e citou os nomes do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e do Diretor-Geral da corporação, Andrei Rodrigues.
Na mensagem, o ex-banqueiro escreveu: "Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei? Muita sacanagem isso. Isso em Brasília?", afirmou.
Apesar da citação, não há indícios de que Gonet e Andrei tenham interferido nas investigações.
No dia seguinte, Vorcaro cita o juiz Ricardo Leite, antigo relator das investigações na Justiça Federal, e sinaliza que poderia ser alvo de um mandado de prisão.
"Você acha que tem chance de isso acontecer amanhã de manhã?", questionou o ex-banqueiro.
No dia 17 de Novembro, Vorcaro foi preso por determinação do magistrado Ricardo Leite. Meses depois, o caso foi enviado ao Supremo.
Desde o início da divulgação das conversas, o Ministro Alexandre de Moraes não se pronunciou especificamente sobre o conteúdo das mensagens.
Após o envio das conversas para Fachin, Moraes incluiu Mendonça no inquérito das Fake News e o acusou de direcionar a investigação contra ele por “motivos políticos”. Em seguida, a inclusão foi desfeita por Fachin.
Durante a tramitação do feito, o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, que também foi citado nas mensagens, defendeu a anulação do relatório da PF que encontrou as conversas.
Na manifestação enviada à Corte, Gonet disse que André Mendonça investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da investigação sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo o Ministro e o ex-banqueiro.
No entendimento do Procurador, o aprofundamento da apuração só poderia ocorrer após autorização do plenário.
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Brasília/DF - O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) começa a analisar na manhã desta terça-feira (15/09) se o Ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado pela suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O plenário da Corte foi acionado pelo Ministro André Mendonça, antigo relator do Caso Master, após a apuração da PF (Polícia Federal) identificar que Vorcaro entrou em contato com um número de celular atribuído a Moraes.
As mensagens foram captadas pela PF a partir da quebra do sigilo do celular do ex-banqueiro, que está preso pelas investigações da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo BRB (Banco de Brasília), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal.
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De acordo com o procedimento definido pelo presidente do STF e novo relator do caso, Ministro Edson Fachin, a sessão será aberta às 10 horas (de Brasília/DF).
Em seguida, a secretária da sessão fará a leitura da ata da sessão anterior, e Fachin vai fazer as saudações de praxe a todos os Ministros.
O Ministro chamará o processo para julgamento e fará a leitura do relatório do caso.
Depois, a palavra será dada à PGR (Procuradoria-Geral da República).
Após a manifestação da Procuradoria, a votação será iniciada.
O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão.
O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.
A participação de Dias Toffoli também não está confirmada.
No início deste ano, Toffoli declarou-se impedido de participar de julgamentos sobre o Caso Master após a imprensa revelar que o Ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco.
O rito previsto pode ser interrompido por uma questão de ordem, que poderá ser suscitada por qualquer Ministro.
Além disso, poderá ocorrer um pedido de vista para suspender a deliberação.
ENTENDA
O caso veio à tona no dia 01 de Setembro, quando André Mendonça, antigo relator, retirou o sigilo do caso e encaminhou as conversas para Fachin.
Conforme a Constituição e o Regimento Interno do STF, cabe ao plenário julgar membros do Tribunal.
A investigação aponta que Vorcaro trocou cerca de 50 mensagens com número atribuído ao Ministro antes de ser preso, em 17 de Novembro do ano passado.
Moraes não é relator do caso Master no STF, mas passou a ter contato com Vorcaro após o escritório de advocacia Barci de Moraes, que pertence à família do Ministro, prestar serviços ao banco.
No dia 15 de Novembro de 2025, Vorcaro demonstrou preocupação com o avanço das investigações da PF, que ainda estavam em tramitação na primeira instância da Justiça Federal em Brasília/DF, e citou os nomes do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e do Diretor-Geral da corporação, Andrei Rodrigues.
Na mensagem, o ex-banqueiro escreveu: "Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei? Muita sacanagem isso. Isso em Brasília?", afirmou.
Apesar da citação, não há indícios de que Gonet e Andrei tenham interferido nas investigações.
No dia seguinte, Vorcaro cita o juiz Ricardo Leite, antigo relator das investigações na Justiça Federal, e sinaliza que poderia ser alvo de um mandado de prisão.
"Você acha que tem chance de isso acontecer amanhã de manhã?", questionou o ex-banqueiro.
No dia 17 de Novembro, Vorcaro foi preso por determinação do magistrado Ricardo Leite. Meses depois, o caso foi enviado ao Supremo.
Desde o início da divulgação das conversas, o Ministro Alexandre de Moraes não se pronunciou especificamente sobre o conteúdo das mensagens.
Após o envio das conversas para Fachin, Moraes incluiu Mendonça no inquérito das Fake News e o acusou de direcionar a investigação contra ele por “motivos políticos”. Em seguida, a inclusão foi desfeita por Fachin.
Durante a tramitação do feito, o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, que também foi citado nas mensagens, defendeu a anulação do relatório da PF que encontrou as conversas.
Na manifestação enviada à Corte, Gonet disse que André Mendonça investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da investigação sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo o Ministro e o ex-banqueiro.
No entendimento do Procurador, o aprofundamento da apuração só poderia ocorrer após autorização do plenário.
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