Ministério da Saúde intensifica busca ativa de apostadores compulsivos após fim das bets

Guilherme Jeronymo
Foto: Antônio Cruz
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
São Paulo/SP - Com a proibição das apostas online, anunciada nesta sexta-feira (25/09) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em São Paulo/SP, o Ministério da Saúde aumentará os esforços para contatar apostadores contumazes, oferecendo acompanhamento e tratamento nos casos necessários.

Segundo o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, as políticas de busca ativa por pessoas com comportamento de jogo problemático já ocorrem desde Dezembro de 2025, a partir de dados compartilhados pelos Ministérios da Fazenda e Segurança e pela Receita Federal.

“O Ministério da Saúde é dono do ambiente onde circulam estes dados, o Nuvem Brasil, que é absolutamente protegido e opera seguindo todas as regras da LGPD e todas as regras da ética na Saúde que os profissionais têm que seguir”, declarou o Ministro em coletiva após o evento de anúncios na capital paulista.

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Ainda não há detalhes sobre o fluxo de atendimentos ou a previsão de quando serão realizados.

Na coletiva, o Ministro destacou o uso da rede do programa Meu SUS Digital e de teleatendimentos para oferecer atendimento em saúde mental a pessoas que tiverem dificuldades com a mudança nas regras das apostas, além de familiares de apostadores.

Os impactos das apostas na Saúde pública e Economia também foram destacados pelo Ministro durante sua fala.

Padilha citou o estudo do IEPS (Instituto de Estudos para Políticas de Saúde) que estima que o custo social associado às apostas é estimado em R$ 38,8 bilhões por ano, dos quais R$ 17 bilhões correspondem a custos relacionados a mortes adicionais por suicídios.

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