Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Júnior
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
São Paulo/SP - A previsão do mercado financeiro para o IPAC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), referência oficial da inflação no país, passou de 5,01% para 5% este ano.
A estimativa está no Boletim Focus desta terça-feira (08/09), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC (Banco Central) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
A previsão está acima do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.
Estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.
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No mês de Julho, os alimentos ficaram mais baratos e contribuíram para que a inflação oficial perdesse força pelo 4º mês seguido e fechar em 0,07%, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O resultado fez o IPCA acumular 4,44% em 12 meses, trazendo o indicador de volta para a meta do Governo.
A inflação de Agosto será divulgada na próxima sexta-feira (11/09) pelo IBGE.
Para 2027, a projeção da inflação variou de 4,28% para 4,29%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,8% e 3,5%, respectivamente.
TAXA SELIC
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14% ao ano pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do BC.
Na última reunião, em Agosto, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela 4ª vez seguida.
De Junho de 2025 a Março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos.
O Copom voltou a cortar os juros na reunião de Março, num cenário de queda da inflação.
No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta a queda da taxa.
O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 15 e 16 de Setembro.
Nesta edição do Boletim Focus, a estimativa dos analistas de mercado é que a taxa básica chegue a 13,75% ao ano até o fim de 2026.
Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 12% ao ano e 10,5% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano.
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da Economia.
Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
Nesta edição do Boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da Economia Brasileira este ano saiu de 1,92% para 1,93%.
Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) permanece em 1,5%.
Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,96% e 2%, respectivamente.
No segundo trimestre de 2026, a Economia do país cresceu 0,5% na comparação com o primeiro trimestre.
No acumulado de 12 meses, houve expansão de 1,9%, de acordo com o IBGE.
Em 2025, a Economia Brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a Agropecuária. O resultado representa o 5º ano seguido de crescimento.
No Boletim Focus desta semana, a previsão da cotação do Dólar está em R$ 5,20 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,30.
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São Paulo/SP - A previsão do mercado financeiro para o IPAC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), referência oficial da inflação no país, passou de 5,01% para 5% este ano.
A estimativa está no Boletim Focus desta terça-feira (08/09), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC (Banco Central) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
A previsão está acima do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.
Estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.
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No mês de Julho, os alimentos ficaram mais baratos e contribuíram para que a inflação oficial perdesse força pelo 4º mês seguido e fechar em 0,07%, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O resultado fez o IPCA acumular 4,44% em 12 meses, trazendo o indicador de volta para a meta do Governo.
A inflação de Agosto será divulgada na próxima sexta-feira (11/09) pelo IBGE.
Para 2027, a projeção da inflação variou de 4,28% para 4,29%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,8% e 3,5%, respectivamente.
TAXA SELIC
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14% ao ano pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do BC.
Na última reunião, em Agosto, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela 4ª vez seguida.
De Junho de 2025 a Março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos.
O Copom voltou a cortar os juros na reunião de Março, num cenário de queda da inflação.
No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta a queda da taxa.
O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 15 e 16 de Setembro.
Nesta edição do Boletim Focus, a estimativa dos analistas de mercado é que a taxa básica chegue a 13,75% ao ano até o fim de 2026.
Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 12% ao ano e 10,5% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano.
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da Economia.
Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
Nesta edição do Boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da Economia Brasileira este ano saiu de 1,92% para 1,93%.
Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) permanece em 1,5%.
Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,96% e 2%, respectivamente.
No segundo trimestre de 2026, a Economia do país cresceu 0,5% na comparação com o primeiro trimestre.
No acumulado de 12 meses, houve expansão de 1,9%, de acordo com o IBGE.
Em 2025, a Economia Brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a Agropecuária. O resultado representa o 5º ano seguido de crescimento.
No Boletim Focus desta semana, a previsão da cotação do Dólar está em R$ 5,20 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,30.
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