Lula diz que não se opõe às propostas de Flávio Bolsonaro para quebra de sigilo bancário

Marcelo Brandão
Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Brasília/DF - A coordenação da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição afirmou que o candidato aceitou as condições de seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), para quebra do sigilo bancário e telefônico dele e de seus parentes.

A informação foi dada pelo coordenador da campanha do petista, Camilo Santana.

“Todas as condicionantes que ele [Flávio] colocou, a resposta do presidente é que ele não se opõe a absolutamente nada do que ele está propondo. Contanto que ele também cumpra e abra tudo que está no pedido protocolado junto ao TSE”.

Siga o perfil do Blog do Teófilo no Facebook

Camilo afirmou que estará no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta quinta-feira (22/10), às 11 horas (de Brasília/DF), para protocolar a resposta de Lula.

E deu esse mesmo dia e horário como prazo para Flávio abrir seu sigilo bancário e telefônico e de seus parentes.

“É o prazo que ele vai ter para estar lá e abrir todo seu sigilo bancário e telefônico. Não pode deixar pra depois da eleição”, disse Camilo. O 2º turno está marcado para o próximo domingo (25/10).

Lula fez o desafio a Flávio durante o debate entre no último domingo (18/10), e se comprometeu a abrir seu sigilo bancário e telefônico, bem como de sua esposa e filhos, desde que o adversário fizesse o mesmo.

A ideia de Lula é revelar “quem é honesto e quem é ladrão”.

Terça-feira (20/10), o candidato do PT foi ao TSE, apresentou um requerimento autorizando a divulgação dos dados e aguardou o posicionamento do adversário.

Nesta quarta-feira (21/10) Flávio afirmou que aceitaria a proposta desde que Lula ampliasse o alcance do levantamento de seus sigilos.

Segundo ele, Lula deveria incluir na quebra de sigilo os dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente.

O candidato do PL também exigiu que Lula tornasse público os registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto, e quebrasse os sigilos de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula, entre outras condições.

Segundo Camilo, todas as condições foram aceitas por Lula.

“Se ele não deve nada, ele deveria ter aceito o desafio do presidente Lula naquele domingo”, disse o coordenador da campanha petista.

Siga o perfil do Blog do Teófilo no Facebook

Comentários