Edson Fachin dá prazo de 15 dias para definição do indiciamento de Daniel Vorcaro

André Richter
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Foto: Alejandro Zambrana/STF
Brasília/DF - O Ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu prazo de 15 dias para a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestar sobre o relatório no qual a PF (Polícia Federal) indiciou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e mais 14 investigados pelas fraudes financeiras no BRB (Banco Regional de Brasília/DF).

Fachin, que é relator do Caso Master, também concedeu o mesmo prazo para a PGR se manifestar sobre o pedido da PF para que a investigação seja prorrogada por mais 60 dias.

Na semana passada, os investigadores concluíram o relatório parcial da primeira fase da Operação Compliance Zero.

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De acordo com relatório de indiciamentos, Vorcaro teve “participação pessoal, reiterada e diretiva” nas operações com carteiras de créditos irregulares do Banco Master que causam prejuízos ao BRB.

Segundo os investigadores da PF, o prejuízo já apurado é de aproximadamente R$ 2,7 bilhões.

Parte das perdas foram provocadas por carteiras de créditos inexistentes, que estavam em nome da Tirreno, empresa de fachada operada pelo Master, e que fez transações com o BRB.

Vorcaro foi preso em março deste ano e está custodiado no presídio da Papudinha, no Distrito Federal.

Após a conclusão parcial das investigações, a defesa do ex-banqueiro criticou o indiciamento promovido pela PF e disse que a corporação se “limita a repetir a mesma narrativa” e não conseguiu avançar nas investigações.

“O negócio envolvendo as carteiras da Tirreno não foi concluído. As carteiras foram substituídas por outros ativos, e a troca realizada demonstra que os negócios entre o Banco Master e o BRB geraram resultados positivos para o Banco de Brasília. Nenhuma perícia oficial apurou qualquer prejuízo”, afirmou a defesa.

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