Sindicato de servidores da Polícia Federal manifesta apoio a diretores afastados

Pedro Rafael Vilela
Agência Brasil de Comunicação
www.agenciabrasil.ebc.gov.br
Foto: Sindicato dos Policiais Federais
Brasília/DF - O SinpecDF (Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal), que representa os funcionários administrativos da Polícia Federal em todo o país, manifestou apoio ao Diretor-Geral da corporação, Andrei Rodrigues, e ao Diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, após a decisão que determinou o afastamento de ambos das funções, nesta terça-feira (08/09).

“O SinpecPF repudia o uso político do Poder Judiciário para atingir a Polícia Federal por meio de seus dirigentes”, aponta a entidade.

“Divergências e disputas de natureza política não devem se sobrepor à autonomia e à estabilidade de uma instituição de Estado, especialmente às vésperas de uma eleição presidencial, nem comprometer o seu regular funcionamento”, reforça o Sindicato.

“A Polícia Federal é uma instituição de Estado, formada por milhares de servidores que diariamente mantêm em funcionamento suas estruturas administrativas e operacionais em todo o país. Por isso, qualquer medida que atinja sua direção merece atenção, especialmente pelos possíveis reflexos sobre a continuidade dos serviços e sobre os próprios servidores”, continua a nota.

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Segundo o Sindicato, o efetivo de servidores administrativos da PF (Polícia Federal) soma cerca de 2 mil profissionais em todo o país.

O Diretor-Geral e o Diretor de Inteligência da PF foram afastados por decisão liminar do Ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), a partir de pedido do Partido Novo.

A maioria dos Ministros da Segunda Turma do STF acompanhou a decisão de Mendonça, mas o julgamento foi interrompido após pedido de vista do Ministro Gilmar Mendes.

CRÍTICAS
Também por meio de nota, a ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal), entidade que representa 2,3 mil delegados da corporação, afirmou que o afastamento do Diretor-Geral da PF somente poderia ocorrer por decisão do plenário do STF, e não por decisão monocrática de um dos Ministros, ainda que sujeita a referendo de um colegiado do Tribunal.

A ADPF também classificou o momento como de “crise institucional grave” e afirmou que, em poucos dias, a Polícia Federal e sua direção passaram a ser alvo de procedimentos que, segundo a entidade, afetam a estabilidade interna da corporação.

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